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Sauditas e Estado Islâmico: uma amizade que vem de longe Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Eça   
Sexta, 22 de Julho de 2016
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Hillary Clinton, quando secretária de Estado dos EUA, acusou: “doadores na Arábia Saudita constituem a mais significativa fonte de recursos dos grupos terroristas sunitas em todo o mundo” (Wikileaks).

 

Em julho de 2003, o wahabismo foi identificado pelo Parlamento Europeu como a principal fonte de terrorismo global.

 

O wahabismo é a religião oficial da Arábia Saudita. Desde 1979, o governo de Riad financia suas madrassas (escolas) na África, no Oriente Médio e na Rússia, de onde saem grande número de jihadistas.

 

O Departamento de Estado dos EUA calculou que, nas quatro últimas décadas, o governo de Riad aplicou 10 bilhões de dólares em instituições com o fim de divulgar o wahabismo. Experts da inteligência norte-americana estimam que de 15% a 20% foram desviados para a Al-Qaeda e outros movimento jihadistas violentos.

 

Como se sabe, o Estado Islâmico (EI) é fiel de uma seita sunita geralmente considerada wahabita.

 

Bem recentemente, ainda neste mês, comitê do parlamento inglês divulgou relatório declarando que há “histórica evidência” de que o EI recebeu ajuda financeira dos Estados do Golfo Arábico (inclusive da Arábia Saudita).

 

Segundo informação do Ministério da Defesa ao comitê, as doações ao também chamado Daesh eram feitas através dos desregulamentados Sistemas de Transferência de Valores Alternativos.

 

Isso foi descoberto quando se identificou como membro do EI uma pessoa que recebeu 2 milhões de dólares de doação de um emirado do Golfo Arábico.

 

O ministério avaliou esse recurso como mínimo em comparação com doações privadas ao EI relativas a lucros com petróleo, vindas dos emirados.

 

O comitê do parlamento inglês declarou que a Inglaterra “deveria apresentar questões duras a esses países amigos quando discutirem as doações que chegaram a grupos de militantes baseados na Síria e no Iraque”.

 

O relatório concluiu que, tendo sido objeto de severa pressão financeira por uma campanha internacional, o EI recorreu ao gangsterismo e ações de “proteção” para arrecadar dinheiro.

 

No entanto, enquanto os governos asseguram que não há evidências de que qualquer nação tenha enviado recursos ao EI como “questão política”, o relatório parlamentar revela a existência de suspeitas de que os Estados do Golfo ajudaram os fanáticos antes e durante o ataque e tomada da cidade iraquiana de Mosul, em junho de 2014.

 

Por sua vez, oficiais do Foreign Office do Reino Unido (o departamento do Exterior) informaram que “alguns governos da região podem ter falhado ao tentar evitar que doações dos seus cidadãos chegassem ao EI”.

 

Nada disso abalou a aliança do governo Cameron com os países do Golfo, especialmente com a Arábia Saudita, de longe o maior deles.

 

Cameron continuou a vender aos sauditas armas e equipamentos militares de última geração e enviar experientes assessores militares para ajudar a massacrar o indefeso povo do Iêmen.

 

Como isso se coaduna com os elevados valores morais das tradições britânicas?

 

Lembre-se a resposta de Bill Clinton a um crítico de certas posturas do presidente: “é a economia, estúpido!”

 

Chocante indicação para rabino-chefe das forças de Israel

 

O general Gadi Eisenhof, chefe das forças armadas israelenses, deixou indignados líderes moderados ao indicar Eyal Karim para rabino-chefe do seu comando.

 

Karim recebeu pesadas críticas por suas opiniões sobre mulheres, gays e não-judeus.

 

Ele é contra mulheres no exército e quer a proibição delas testemunharem, devido à sua natureza sentimental.

 

Pior do que isso: o rabino acha aceitável o estupro de mulheres gentias (não judaicas) em tempos de guerra e matar suicidas portadores de bombas, mesmo depois de feridos. Também sustenta que os gays devem ser tratados como “pessoas doentes”.

 

Em 2003, respondendo a perguntas enviadas por leitores do site religioso Kipá, Karim assegurou que terroristas não devem ser tratados como seres humanos.

 

Diante de opiniões tão inadequadas para um servo de Deus, a deputada Shelly Yacymovich (União Sionista), membro do comitê de Defesa e Assuntos Estrangeiros, comentou: “este estranho e embaraçoso caso do rabino Karim deve ser concluído urgentemente com anúncio imediato de que ele não será o próximo rabino-chefe”.

 

Outro deputado, Ofer Shelah (do Yesh Atid) disse: “conheço Eyal Karim desde quando ele não era rabino e sua indicação deve ser retirada imediatamente”.

 

Mas o general Eisenhof não estava nem aí a tais exigências. Depois de uma conversa com o rabino Karim, na qual discutiram sobre o assunto, decidiu manter sua controversa indicação.

 

Depois da reunião, o estranho rabino dirigiu uma carta aos soldados israelenses dizendo que, com ele, o rabinato militar respeitaria todas as pessoas, seja qual for sua religião, raça e orientação sexual. E ainda respeitava a necessidade de mulheres servirem nas forças armadas.

 

Referindo-se às acusações, ele disse: “uma tempestade cresceu a respeito de umas respostas que eu dei pela internet há mais de 12 anos atrás quando ainda era um civil”.

 

Foi considerado, assim, o dito por não dito. O rabino deixou claro que suas opiniões diferiam das que propagava quando era civil, há muito tempo.

 

Nada disse quanto a ideias como a permissão do estupro de mulheres gentias na guerra e do assassinato de terroristas suicidas quando feridos. Além de considerar que os terroristas devem ser tratados como animais.

 

Teria sido esquecimento? Ou uma omissão deliberada?

 

 

Luiz Eça é jornalista.

Website: Olhar o Mundo.

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Última atualização em Terça, 26 de Julho de 2016
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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