Arábia Saudita pressiona e sai da lista dos países que matam mais crianças

 

 

 

 

 

A Arábia Saudita não é exatamente um país modelo no respeito a direitos humanos.

 

Desde março de 2015, vem bombardeando implacavelmente o Iêmen para repor no poder o ex-presidente Hadi.

 

A Arábia Saudita é responsável por dois terços dos civis mortos, vítimas dos aviões e outros armamentos fornecidos pelos EUA ao reino.

 

Usa até mesmo bombas de fragmentação, proibidas pela ONU por atingirem civis longe do campo de batalha.

 

Ademais, como algumas não explodem, enterram-se na terra e vão ferir civis que passam por lá, mesmo anos depois.

 

Fato que, depois de quinze meses, levou os EUA a suspender a venda dessas armas aos exércitos sauditas.

 

As crianças não escapam dos bombardeios executados pelo governo de Riad.

 

Segundo relatório da ONU que lista os países que matam mais crianças, nada menos que 512 já foram mortas e 667 feridas pelas forças sauditas. O que representa 60% das vítimas infantis na Guerra do Iêmen.

 

Falando sobre esta estatística, Ban Ki-moon, secretário geral da ONU, declarou: “Graves violações contra crianças aumentaram dramaticamente como resultado da escalada do conflito”.

 

Daí a surpresa quando um porta-voz de Ban ki-Moon anunciou que a Arábia Saudita seria removida da lista dos países matadores de crianças.

 

Prontamente, a Anistia Internacional denunciou que esta decisão foi “resultado direto de pressões dos sauditas”.

 

De Richard Bennet, dirigente da Anistia, partiu um duro comentário: “é inconcebível que esta pressão foi exercida sobre a ONU por um dos próprios países listados no relatório”.

 

Totalmente sem jeito, a ONU balbuciou que a remoção seria temporária e está revisando as conclusões do relatório em cooperação com os sauditas.

 

Desta vez, Ban ki-moon pisou na bola. Será que a “pressão saudita” incluía cortar as verbas que o reino concede à ONU?

 

 

Luiz Eça é jornalista.

Website: Olhar o Mundo.

 

 

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