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Brasil-Estados Unidos – Lula no final, Obama no início Imprimir E-mail
Escrito por Virgílio Arraes   
Segunda, 30 de Maio de 2016
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Nos dias atuais, o lamento pela crise econômica mundial é menos intenso do que há sete anos, embora a gravidade dos efeitos permaneça em muitos países, entre os quais sem sombra de dúvida o Brasil.

 

Afligido por um incomum estremecimento político também originado, por sua vez, de uma aliança hoje repudiada, após o esgarçamento de quase uma década de relação, entre petistas e peemedebistas, a população agoniza na ausência da identificação definitiva de responsáveis pelo presente cenário entre as duas agremiações.

 

No primeiro semestre de 2009, o governo brasileiro portava-se de maneira bem confiante em vista da chegada dos ventos turbulentos emanados da inépcia de sua contraparte norte-americana, enfurnada em dois conflitos já desesperançados no continente asiático e com uma presidência bastante enfraquecida. Assim, o país sentiria de modo leve o efeito negativo das correntes do Norte, ao encolher seu produto interno bruto em meros 0,2%.

 

Naquele período, o G-20 buscava concertar-se para superar as intensas adversidades, mas a dificuldade para encontrar uma base comum era visível. A uns, a regulação extensa do mercado era necessária, como firmado por Alemanha, França e Rússia em distintas formas; a outros, o auxílio financeiro a países mais desvalidos era premente, como defendido pela China, Indonésia, Turquia e África do Sul.

 

Havia ainda a posição japonesa e estadunidense: no caso desta, a de impulsionar a economia via atuação do Estado, ao dispor de quase um trilhão de dólares para isso, e de não renunciar ao protecionismo através do programa Buy American.

 

Correta era a postura do Brasil de cobrar do eixo norte-atlântico maior entusiasmo para a solução daquele desmesurado problema. A reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) seria um aceno importante. Lula da Silva mesmo granjearia de Barack Obama inesperada – e positiva – citação.

 

Ao cabo do encontro mundial em abril, a preocupação retórica em retomar o crescimento e manter o patamar de emprego por meio do aumento da produção global próximo dos 5% ao ano. A par disso, planejar-se-ia o estabelecimento de um órgão, o Conselho de Estabilidade Financeira, para reagir a sinais de turbulência - http://www.sain.fazenda.gov.br/assuntos/politicas-institucionais-economico-financeiras-e-cooperacao-internacional/conselho-de-estabilidade-financeira-2013-fsb .

 

Ademais, haveria a aparente intenção de restringir a atividade dos paraísos fiscais, supervisionar a atuação das agências de classificação de risco de crédito e evitar o protecionismo, com a conclusão da dramática Rodada Doha, começada em novembro de 2001. Malgrado o consenso, 2009 seria um ano economicamente desastroso para boa parte dos integrantes do G-20.

 

Poucos dias depois, considerava-se na Cúpula das Américas, realizada a cada quadriênio desde 1994, a diplomacia brasileira como a habilitada a intermediar os atritos entre o arco bolivariano e o estadunidense.

 

O ponto maior era o isolamento cubano nas atividades continentais por parte dos norte-americanos, em decorrência da expulsão da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962, ao aderir à ideologia comunista. Em 2009, a abonação à democracia seria uma lembrança de Washington para Havana para a retomada do diálogo.

 

Nem sequer com a desmobilização do pós-Guerra Fria, a postura mudava no tocante ao embargo junto à pequena ilha – ao final de seu mandato, Barack Obama conseguiria alterar a situação política. A própria Hillary Clinton, a favorita para encabeçar a disputa à Casa Branca pelos democratas, reconheceu o fracasso da postura de seu país quando estava no Departamento de Estado.

 

O papel de intermediador do Brasil com os Estados Unidos foi real durante a cúpula, ao reforçar que a diplomacia estadunidense se aproximasse mais dos governos da região. Uma das consequências seria dialogar com Venezuela, Argentina e Bolívia – em setembro de 2008, Caracas havia expulsado o embaixador norte-americano.

 

Portanto, havia a premência, ao parafrasear Hugo Chávez na época, de ir além do relacionamento energético em um momento em que havia ocorrido a primeira fase do declínio da petrodiplomacia. Sete anos mais tarde, democratas e castristas avizinham-se enquanto chavistas estertoram com a segunda queda do preço do petróleo. Quanto ao Brasil, resta, na melhor das hipóteses, a amarga indefinição dos trabalhistas.

 

 

Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

 

 

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Última atualização em Qui, 02 de Junho de 2016
 

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