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Combater Temer por fora do petismo: um desafio Imprimir E-mail
Qui, 19 de Maio de 2016
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Ainda sob impacto inicial de Michel Temer (PMDB) ocupando a presidência de forma interina com seus ministros a fazer declarações, dá para ver que de tanto apetite pode-se morrer engasgado. É um cenário a se considerar por uma resistência que vai sendo capitaneada pelo PT, em especial com o nome fantasia “Brasil sem medo”.

 

Para além da ilegitimidade de seu governo, Temer pode tropeçar nas próprias pernas, o que não quer dizer menosprezo à capacidade de resistência de nós que nos mobilizamos contra, pois me coloco como oposição a esse governo que se apresenta. A questão é que o PT tenta capitanear a contestação da legitimidade e ao governo a partir de sua operação como máquina eleitoral, o que pode ser visto na indecente articulação do partido para poder se aliar ao PMDB, pasmem, nas eleições municipais que já batem à porta. No fundo, o PT, como sempre, está dividido entre os que querem uma oposição radical e quem quer uma oposição moderada – tenho minha intuição de que os moderados são em maior número e Lula está entre eles.

 

Isso apenas reforça o que já escrevi acerca da morte do PT como partido-movimento e da dificuldade, além de encararmos esta estrutura contra o interino Temer com seus devidos interesses (seja a volta improvável de Dilma, seja a campanha de Lula em 2018), de termos mobilizações neste sentido, que não sejam capitaneadas e comandadas por tentáculos petistas.

 

Mas esse é o estágio atual da esquerda no Brasil. E para vencer a batalha, ou ao menos impor resistência e derrota em algumas frentes, será preciso algo mais, tal como uma penetração maior na sociedade e ir além das hostes esquerdistas com muito discurso e pouco eco para além dos convertidos. E capilaridade social não se constrói do dia para a noite, sendo relevante demarcar que não temos muito tempo.

 

Neste sentido, me voltando para o inimigo e nossos prazos, o impeachment deve ser julgado em 120 dias no Senado. Isso quer dizer que temos dois meses de articulações e frentes de mobilização para encarar reformas e privatizações que virão caso o interino se efetive, bem como para atuar setorialmente (saúde, educação, cultura, programas sociais). É um tremendo desafio que não se consumará em showmícios, mas em articulações e debates em que as diferenças se mostrarão – caso ocorram, o que não é ruim.

 

O cenário de Temer não inspira tanta facilidade e devemos explorar isso: as reformas impopulares, como a trabalhista e a previdenciária, não serão tão facilmente aprovadas no Congresso e devem esperar sua efetivação. Existe um rombo enorme da ordem de R$ 120 bilhões a ser gerenciado e isso vai implicar mais cortes e contingenciamentos. Também vai enfrentar dificuldades no Congresso e os conflitos na base aliada formada começam a aparecer, dos quais os mais evidentes são entre “Centrão” e PSDB/DEM, sem falar entre Meirelles e Serra, o mais forte entre os ministros.

 

Para completar, o discurso aterrorizante do ministro da Saúde na terça (17/05), sinalizando que o SUS não pode prestar atendimento universal, mesmo desmentido por Jucá que assinalou o subfinanciamento e falta de recursos, mostra que estão batendo cabeça e ao mesmo tempo atentos ao que se passa no terreno das redes sociais, que é um termômetro.

 

Parece também que vai haver uma convocação do Ministro da Educação, do DEM, pelo Senado para explicar a extinção do Ministério da Cultura, que é o segmento mais organizado em relação à recente reforma administrativa que inaugurou o governo interino. Sem falar que até a finalização do artigo nenhuma pessoa sondada para assumir a tal Secretaria Nacional de Cultura aceitara, o que é um sinalizador das dificuldades (nota: Marcelo Calero aceitou o convite)

 

Por fim, na frente de mobilizações importantes, no que diz respeito às privatizações que devem acontecer, o BNDES volta a ter um papel importante neste front, com diminuição da participação dos subsídios, ou seja, nunca houve política de desenvolvimento de fato até então.

 

Fica a questão: se algumas frentes de ação deste governo interino já estão à mostra, o desafio de quem contesta é enorme: além de contestar a legitimidade, precisamos estar atentos às pautas que estão em risco, pois nada garante que eles, ilegítimos, não vão conseguir fazer valer o que pretendem. E para isso é preciso ir além da esquerda: contaminar a sociedade como passo urgente.

 

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Marcelo Castañeda é sociólogo e pesquisador.

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Última atualização em Sexta, 27 de Maio de 2016
 

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