topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Aug   September 2016   Oct
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
252627282930 
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Michel, o Usurpador Imprimir E-mail
Escrito por Mário Maestri   
Sexta, 08 de Abril de 2016
Recomendar

 

 

 

 

 

- Faça-se a luz! Com essas poucas palavras, teria se iniciado a criação do universo. Tamanha era a crença na força da locução que, na Idade Média, se condenava à prisão e à morte por mandar alguém aos “quintos do inferno”. A verbalização do desejo abriria já caminho à sua materialização. Visão que permanece, forte, no nosso inconsciente. Até poucos anos, minha velha mãe repetia: - Mário José, não digas isso. Os anjos podem dizer amém!

 

Na Antiguidade, Platão sintetizou a visão daqueles que acreditavam que as ideias determinavam o mundo material e as palavras precediam ao que designavam. O grande Aristóteles dissolveu essas ilusões idealistas, propondo que os fenômenos materiais e espirituais precediam a sua nominação.

 

Portanto, fatos novos exigiriam - e exigem - novas designações.

 

Devido à sua força de evocação, a língua é, definitivamente, espaço privilegiado da luta de classes. Ela serve para expressar corretamente o mundo das coisas materiais, sociais e espirituais, ou cobri-lo com o véu opaco da dissimulação e da mentira.

 

Os senhores generais definiram 31 de março como o dia do início da ordem que impuseram pela força dos fuzis porque, logicamente, o 1ª de abril pecava por sua pouca seriedade. Chamaram a ordem ditatorial de “revolução redentora”, apoiando-se na força da palavra que descrevia o que combatiam e se encostando na princesa Isabel. Autoproclamaram-se presidentes, mandando para a prisão aqueles que davam o nome certo aos bois. Ou seja, a eles, chamando-os de ditadores!

 

Temiam a força das palavras breves que desventrava sem pudor a essência do que eram e do que faziam - eram meros e vulgares golpistas e ditadores.

 

Devido a tudo isso, enfrentamos, hoje, um problema de nominação. Se o golpe institucional prosperar e Michel Temer abiscoitar a presidência, violentando a Constituição, apoiado na força da grande mídia e do grande capital e na leniência da Justiça, como ele, Temer, deverá ser chamado?

 

O conceito ditador não se enquadra ao caso. Mesmo na ilegalidade, ele governará nos quadros gerais da Constituição violada, torcendo-a, é certo, até onde deixarem, apoiado no conservadorismo que o elevou à posição que não lhe cabia.

 

Parece-me que o título mais condizente será o de “usurpador”. Ou seja, aquele que se apodera de um título, cargo ou função, que não é seu, pelo engano ou pela força, seja qual seja.

 

Porém, fica uma questão. “Michel, o Usurpador”, não é demasiadamente pomposo para o tamanho do homem?

 

Leia também:

 

Brasil fragmentado na expectativa do dia seguinte

 

“O pântano no volume morto: degradação institucional brasileira atinge ponto mais agudo" – entrevista com o sociólogo do trabalho Ricardo Antunes

 

Sobre a vontade generalizada de ser massa de manobra

 

O buraco negro da conjuntura política nacional

 

A classe trabalhadora volta do paraíso

 

‘Governo arruinou a Petrobras; Brasil já perdeu janela aberta pelo Pré-Sal pra se alavancar’ – entrevista com o cientista político Pergentino Mendes de Almeida

 

O que pretendem os setores dominantes com o impeachment de Dilma: notas preliminares

 

“Lula é o grande responsável pela crise" – entrevista com o economista Reinaldo Gonçalves

 

Fábio Konder Comparato: “A Operação Lava Jato perdeu o rumo”

 

Sobre crises, golpes e a disputa do Planalto

 

Hipóteses outonais

 

Lula na Casa Civil: o que muda para a esquerda?

 

Referendo revogatório: que o povo decida

 

Não é por Dilma e Lula

 

‘Sistema político derrete em meio a dois clãs em disputa pelo aparelho de Estado’ – entrevista com o cientista político José Correia Leite

 

"Lula e o PT há muito se esgotaram como via legítima de um projeto popular" – entrevista com a socióloga Maria Orlanda Pinassi

 

Precisamos construir outro projeto de país, longe dos governistas

 

“A Operação Lava Jato ainda não deixou claro se tem intenções republicanas ou políticas” – entrevista com o filósofo e pesquisador Pablo Ortellado

 

“O Brasil está ensandecido e corre risco de entrar numa aventura de briga de rua” - entrevista com o cientista político Rudá Ricci

 

 

 

 

Mário Maestri é historiador

Contato: maestri1789(0)gmail.com

Recomendar
Última atualização em Quarta, 13 de Abril de 2016
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates