Hillary Clinton fracassa como vidente

0
0
0
s2sdefault

 

 

Durante sua gestão na Secretaria de Estado, Hillary Clinton demonstrou uma notável carência de visão estratégica, uma qualidade essencial em seu cargo.

 

O Wikileaks publicou uma série de e-mails do arquivo da candidata democrata dirigidos a figuras do governo Obama.

 

Foi antes de os EUA envolverem-se na guerra da Síria. Ela afirmou que a intervenção norte-americana era necessária para beneficiar Israel e prejudicar o Irã.

 

Ela previu que seu país forçaria Assad e seu regime a renunciarem, sem precisar usar tropas.

Quanto a Putin, não teria a audácia de se opor a Tio Sam, defendendo o presidente sírio contra os “bons rebeldes” patrocinados pelos EUA, limitando-se a tomar muita vodca para esquecer as glórias perdidas da extinta União Soviética.

 

Por fim, um grand finale típico dos filmes épicos da velha Metro: Síria, sob nova administração, corta sua amizade com o Irã, brigando com o Hizbollah e fazendo um acordo de paz com Israel, do jeito que Netanyahu quisesse.

 

Enquanto isso, o resto dos países islâmicos expressaria sua gratidão ao “grande pai branco de Washington”, talvez ao som de “Deus Salve a América” cantado em árabe.

 

Outro e-mail de madame Clinton garantia que as negociações de paz nuclear com o Irã iriam dar com os burros n’água.

 

O ISIS, ainda no início, não era mencionado – talvez como algo irrelevante. Hillary, a vidente, não imaginou que ele, juntamente com outros grupos jihadistas radicais viessem a controlar mais da metade da Síria. E praticar atentados pelo mundo.

 

Em apenas um dos e-mails, madame Clinton revelou certo bom senso. Foi quando afirmou que Israel desejava manter o monopólio das armas nucleares no Oriente Médio, sem apresentar uma razão plausível para que os EUA tenham de defender esse privilégio, até mesmo com armas.

 

O mais triste nisso tudo não é a incapacidade de madame Clinton antever com correção o futuro no campo internacional. É seus e-mails refletirem claramente o desejo de que fatos injustos ou pelo menos discutíveis viessem a acontecer.

 

Leia também:


Bruxelas: os cavaleiros do próprio apocalipse


Luiz Eça é jornalista.

Website: Olhar o Mundo.

 

Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.

Relacionados