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Escrito por Henrique Carneiro   
Sexta, 18 de Março de 2016
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1. A FIESP em São Paulo lidera, na prática, o movimento pelo impeachment. Usa sua pirâmide como totem eletrônico para exigir a renúncia de Dilma e fazer a estética patrioteira e despolitizante, incluindo a grotesca figura de um pato gigante amarelo que simboliza (para a FIESP) a exigência de que as empresas paguem menos impostos.


2. A massa que se reúne, no entanto, rechaçou Paulo Skaf, presidente da FIESP e do PMDB. Escorraçou o secretário da Segurança, aos gritos de "fascista". Nenhuma figura política profissional conseguiu se expressar em São Paulo. Aécio e Alckmin foram impedidos de comparecer no grande ato de domingo. E na quinta à noite se assistiu a uma das cenas mais surrealistas: o grupo mais direitista dos três que convocaram os atos, o tal do Revoltados e seu líder, foi expulso da Paulista e teve de sair escoltado pela PM, sendo acusado de... "petista" e "comunista" por populares exaltados!

3. Embora haja de fato grupos fascistas, integralistas e até monarquistas levando faixas, a verdade é que não há nenhuma organização real entre esses setores que estão indo às ruas contra o governo. Recebem filé mignon da Fiesp, têm sua audiência multiplicada pela Globo, mas há um elemento de revolta popular espontânea, mesmo que esse "popular" se refira às classes médias. É uma revolta popular, mas de direita, não resta dúvida. É racista, elitista, homofóbica, identificando-se em ideais ideológicos difusos, mas muito conservadores.

4. Começa a haver também, no entanto, expressões de rebelião social mais plebeia, tanto em greves como a da educação que cresce no Rio de Janeiro como em fábricas.

5. A ascensão de Lula ao terceiro mandato, como eminência não parda, mas com brilho maior que a presidenta, é uma última saída que acelera e polariza mais a crise.

6. Ele vai tentar, mais uma vez, sua façanha bifronte: apelar para o que já foi em relação ao povo, chamando a uma mobilização limitada, e, por outro lado, oferecer-se ao mercado e à institucionalidade como a garantia de segurança na retomada da ordem e da estabilidade, afiançando, assim, a continuidade da execução do projeto lulista de associar-se com um setor da grande burguesia, ou seja, os bancos, as construtoras, as mineradoras e o agronegócio. Por isso, não ocorreu nenhuma guinada à esquerda, como desejam os viciados em ilusão, e se algo ocorrer será milimétrico.

7. O desmascaramento de Aécio, com conta em Liechtenstein, e o descrédito total do PMDB, especialmente de Cunha e Renan, fazem com que não haja nenhum plano da oposição de direita sobre o que fazer.

8. A classe dominante está dividida, o Judiciário está dividido, o PT está dividido, a esquerda socialista está dividida, a extrema-direita está dividida. Não há nenhum "golpe" em curso, no sentido clássico de uma ação coordenada entre setores empresariais e militares para uma tomada do poder. Uma parte da grande burguesia está presa, e o banqueiro André Esteves ainda nem ocupou o centro das denúncias.

9. O poder está em crise, numa situação de descontrole. O governo, esquizofrenicamente, é acusado de esquerda, mas governa para a direita. No fundo, não há nenhum debate real de diferenças políticas. A austeridade fiscal, o ataque à Previdência, o endurecimento da repressão com a lei antiterrorismo (que Dilma sancionou no mesmo dia em que dava posse a Lula), os megaprojetos de hidrelétricas para o agronegócio com extermínio indígena e destruição da floresta são patrimônio comum do PT, do PMDB e do PSDB.

10- O descrédito geral do sistema político e dos partidos pode abrir caminho para caudilhos aventureiros, mas também pode abrir caminho para uma enorme mobilização social. O país está sendo chamado a discutir política intensamente. Todos precisam sair da rotina e opinar. É hora de aumentar a luta social, a defesa de reivindicações populares e as greves.

 

 

 

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Henrique Carneiro é ativista e professor da USP.

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Última atualização em Terça, 22 de Março de 2016
 

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