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Carta aberta a Obama que viaja a Cuba: conselhos para aproveitar a estadia Imprimir E-mail
Escrito por Atílio Boron   
Quarta, 16 de Março de 2016
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Acabo de regressar de Cuba e a notícia de sua chegada próxima causou sensação. Será o primeiro presidente em atividade nos Estados Unidos a visitar seu vizinho em 88 anos (Calvin Coolidge havia ido em 1928), separado apenas pelo Estreito da Florida e por uma secular história de hegemonismo da parte de seu país – que começou com o segundo presidente da história dos EUA, John Adams em 1783, quando declarou que Cuba deveria ser incorporada à jurisdição estadunidense.

 

Logo, em 1898, Washington se apropriou da vitória dos patriotas cubanos contra o colonialismo espanhol e ficou com a ilha. De quebra, também ficou com Porto Rico e as Filipinas. Impuseram uma neocolônia com a emenda Platt e apoiaram quantos criminosos se impuseram no comando da ilha, respaldando algumas das mais sangrentas tiranias da América Latina e Caribe, e não é pouco dizer isso em um continente no qual essa praga teve uma virulência excepcional.

 

A Revolução Cubana pôs fim a tantos crimes e abusos, e a reação de seus predecessores na Casa Branca foi condenar a ilha rebelde por seus anseios de liberdade e autodeterminação e por sua lealdade ao mandato histórico de José Martí.

 

Fizeram de tudo para acabar com a revolução, e tudo o que fizeram deu errado. Causaram milhares de mortos e provocaram enormes danos e sofrimentos ao povo cubano com um bloqueio que se fosse estimado em valores atuais equivaleria ao Plano Marshall. Com um “mísero” Plano Marshall foi feita a reconstrução da Europa depois da Segunda Guerra Mundial; e com dois não conseguiram destruir Cuba. Ninguém lhe disse nada nesse sentido? O senhor e o seu Secretário de Estado, John Kerry, têm um mérito enorme ao serem os primeiros a reconhecer o fracasso rotundo da política estadunidense para Cuba. “Quisemos isolar Cuba”, afirmou Kerry, “e terminamos isolando a nós mesmos”.

 

Mas você e Raúl Castro decidiram que era preciso começar a desmontar o bloqueio e produzir, desta vez de maneira séria, um novo começo. Esse 17 de dezembro de 2014 foi um dia histórico. Logo se reabriram as embaixadas, agora viajará a Cuba e se seus serviços secretos assim permitirem poderá apreciar o que é o povo cubano, sua cordialidade, sua integridade e a liberdade com que se expressam sem temores sobre qualquer tema, sem contar seu orgulho por haver resistido a tantas agressões sem dobrar os joelhos jamais. Você poderá, também, encontrar muitos problemas em Cuba, como os que há em seu próprio país; mas os cubanos nunca se colocaram – e nem se colocarão – de joelhos. E pesem condições tão adversas as que têm de lidar diariamente, ainda cuidam melhor que nos Estados Unidos da saúde e da educação de sua gente. Você vai ver.

 

Digo o anterior pois como sei que as vezes seus antecessores são um pouco inexperientes e não estão suficientemente espertos para aconselhá-lo, me permito chegar-lhe alguns conselhos práticos que farão mais proveitosa sua visita a esta maravilhosa ilha.

 

Primeiro conselho

 

Não leve dólares estadunidenses! Sei que para o chefe do império mundial e presidente do único país emitir esse conselho pode parecer absurdo e até ofensivo. Como diriam os psicanalistas, é uma brutal ferida narcisista, mas é apenas isso. Por isso, antes de subir no Air Force I, assegure-se que sua comitiva e também a Michelle troquem dólares por euros. O dólar não é muito útil em Cuba, não pelos cubanos, senão pela estupidez do seu predecessor, o brilhante George W. Bush, por quem seguramente foi alcançada uma garrafa e, produto da intoxicação alcóolica, emitiu uma ordem executiva na qual se estipulava que os dólares que procediam de Cuba se originavam no narcotráfico e, portanto, não eram aceitáveis para o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

 

Se levares dólares, também em Cuba não serão aceitos, mas simplesmente porque os cubanos nada podem fazer com eles. Mas também como são gente muito solidária e hospitaleira, talvez troquem por CUCs, a moeda cambiável cubana, mas com um desconto de 10% do seu valor. Tenha em conta que a Libra Esterlina, o Euro e o CUC cubano são as moedas mais fortes do planeta. Mais fortes que o dólar! Isto é um osso duro de roer para qualquer presidente dos Estados Unidos, de modo que é recomendável se prevenir: troque seus dólares por euros e, ao chegar vá a uma casa de câmbio oficial – que em Cuba se chamam CADECA –, transforme-os em CUCs.

 

Assim poderá pagar sem problemas os mojitos que tomar na Bodeguita del Medio, ou os runs que podem ser encontrados na estupenda galeria do Hotel Nacional, além de comprar CDs dos ótimos conjuntos de música que animam dia e noite a vida cotidiana dos cubanos. Com dólares tampouco pode-se comprar as magníficas pinturas e esculturas que fazem os artistas da ilha, nem fazer o que com unção religiosa fazem quase todos os seus compatriotas que chegam a Cuba: subir em um Cadillac conversível, descapotado, de 1955, e percorrer os rincões mais belos de Havana e, é claro, desfrutar de um inesquecível passeio pelo Malecón deixando que a brisa marinha os inunde e os encha de energia positiva. Por sorte, um dia antes você ainda poderá assistir de graça ao concerto dos Rolling Stones, porque em Cuba, à diferença de quase todo o mundo, esses espetáculos são gratuitos. Se você for com seus dólares não poderá fazer nada. Salvo que, antes de começar a viagem, derrube a estúpida decisão de Bush filho.

 

Segundo conselho

 

Se suas filhas não o acompanharem nesta viagem, assegure-se de deixá-las fotos recentes suas e da senhora sua esposa, e também levem as fotos delas com vocês, pois o Skype em Cuba não funciona. Poderão falar por telefone com elas, tendo sorte, mas não poderão vê-las, e elas não poderão ver o senhor nem a sua esposa. Resulta que como parte do bloqueio há muitas regulações que impedem ou dificultam os recursos de serviços de internet a Cuba, e este é um exemplo.

 

Outra normativa vigente impede a instalação de cabos submarinos que passem por Cuba para transmissão de internet. Veja um mapa dos cabos que cruzam todo o Caribe e verás que a ilha tem apenas um, e que funciona: cedido generosamente pelo presidente Hugo Chávez à pátria de Martí e Fidel, que alguns norte-americanos como o escritor Ernest Hemmingway e o sociólogo C. Wright Mills amaram intensamente. Todos os demais países da área estão muito bem conectados por esses cabos, menos Cuba.

 

Por aí o convidam a visitar Varadero ou Cayo Guillermo, coisa que lhe aconselho muito enfaticamente. Infelizmente esses lugares não podem ser encontrados pelo Google Maps. Aparecerá uma antipática caixa de texto dizendo algo como “na localidade onde o senhor se encontra não é possível abrir o programa”. Tampouco pretenda ler as mensagens que te mandam os milhões de fãs em sua conta no FB, ou contar quantas “curtidas”, ou mesmo enviar uma “tuitada” acompanhada por imagem. Como a conexão fundamental da internet é pelo ar, salvo uma pequena parte do tráfego que circula pelo cabo venezuelano, as comunicações de internet são lentas, caras e pouco confiáveis, e o mesmo ocorre com as telefônicas. Imagine o que ocorreria com a competitividade internacional da economia estadunidense se você tivesse esses problemas em seu país! Melhor nem pensar.

 

Deixemos o mundo dos negócios e andemos ao tema favorito do seu governo: “segurança nacional”. Deus não queira que enquanto o senhor desfruta da hospitalidade cubana, seu Secretário de Defesa lhe envie por correio eletrônico alguma foto de um suposto terrorista que ele pretende “neutralizar” (eufemismo para assassinar) com um drone na Síria. O mais provável é que uma vez que o correio chegue às suas mãos e o senhor se arme de paciência para baixar a fotografia, para enfim mandar seu OK aos rapazes do Pentágono, o sujeito já se encontre desfrutando do dinheiro que faturou roubando petróleo na Síria e no Iraque, com a cumplicidade do seu governo e dos seus sócios europeus.

 

Nem ao menos será possível falar que seu vice Joe Biden queira enviar-lhe um vídeo do último assassinato massivo em Michigan, ou a pauta que havia preparado para seu encontro com o Presidente Raúl Castro; ou que pretenda ler o New York Times ou o Washington Post, ou a edição internacional do Granma (em inglês) para inteirar-se das notícias locais.

 

Problemas cubanos, ineficiência da Revolução? Não. O bloqueio, simplesmente o bloqueio.

 

E você pode, sim, terminar com essa canalhesca agressão informática; isso está em suas atribuições e não necessita passar pelo Congresso. Com efeito, devo reconhecer que muito lentamente está havendo um progresso nesta área da conectividade e das telecomunicações, mas todavia há um longo caminho a ser percorrido e por hora as coisas seguem sendo como descrevi acima. Se você ordenar a sua gente que apure o passo e permita que Cuba disponha da mesma conectividade que Jamaica ou República Dominicana, evitaria que as hordas de norte-americanos que chegam como visitantes à Ilha, e as centenas de milhares de cubanos que vivem na Flórida e estão começando a viajar para Cuba, falem tão mal dos “inúteis e estúpidos burocratas de Washington”, como me disseram até o cansaço dias atrás, irritados pelos problemas com a internet.

 

Outro conselho prático: a gastronomia cubana é excelente. Tem o sabor e a variedade desse maravilhoso sincretismo de povos e culturas que é Cuba, fusão virtuosa de africanos, espanhóis e crioulos. Seguramente que lhe servirão os melhores manjares. Não deixe de provar a lagosta cubana, vermelha como a revolução, que resultará em uma refeição inesquecível. Eu vivi longos anos na Nova Inglaterra e ali também eram feitas boas lagostas, mas nem de perto elas tinham o sabor das cubanas.

 

Não creio que os rapazes da sua comitiva sejam agraciados com lagosta e pargos dourados, um magnífico peixe caribenho, e podem se ver decepcionados porque as alternativas na hora de sentar-se à mesa não são muitas, ainda que nos melhores paladares de Havana. Por que? Porque Cuba tem enormes restrições na hora de importar qualquer tipo de bem, inclusive alimentos ou medicamentos, dos Estados Unidos. Não podem usar dólares e tem que triangular todas suas operações com terceiros países. Os bancos que facilitam suas transações comerciais podem ser submetidos a multas escandalosas, como os quase 9 bilhões de dólares que em finais de 2014 o Departamento do Tesouro aplicou ao francês Paribas, e que foi indignamente aceito pelo presidente François Hollande, que em lugar de desestimular a multa porque a lei dos Estados Unidos não pode ter vigência extraterritorial, ou seja, fora do território estadunidense, se limitou a recriminar e dizer que “me parece excessiva”. De Gaulle se revolveu em sua tumba!

 

Ademais, no caso da compra de alimentos nos Estados Unidos os cubanos têm de pagar tudo por antecipação, caso único em nível mundial, e pagar fretes escandalosos por culpa das leis do bloqueio que impedem a todo navio que transporte produtos de, e até, Cuba atraque em qualquer porto dos Estados Unidos nos seis meses subsequentes. Por isso talvez os rapazes do serviço secreto fiquem um pouco entediados com a comida e se irritem, e ao senhor é conveniente tê-los na linha e muito bem motivados. Não se esqueça que houve vinte atentados contra a vida de presidentes estadunidenses, todas em casa, e quatro delas terminaram com a vida do atacado. Faça um favor a você mesmo e sua família, e de quebra evite as maldições e insultos dos norte-americanos que chegam a Cuba: elimine essas restrições! Afinal, não é você um dos que crê nas virtudes do livre comércio? Deixe que os cubanos pratiquem!

 

Conselhos finais

 

Por último, presidente, para não tomar mais o seu tempo. Eu sei que você, como homem culto e político de fibra que é – uma brilhante exceção na coleção de rústicos personagens que o precederam no cargo, como Ronald Reagan, Gerald Ford e George W. Bush filho, para que fiquemos só com os republicanos – deve arder em desejos de ir conversar com Fidel. É isso o que na realidade te move a visitar Cuba tão intempestivamente. Sabe que o Comandante cumprirá 90 anos este dia 13 de agosto e quer antecipar-se nos parabéns, porque neste dia a aquela ilha receberá uma multidão de visitantes. Claro: você tem de, primeiro, tratar assuntos de Estado com Raúl, mas sabe muito bem que Fidel é o último sobrevivente dos grandes estadistas do século 20, e que a estrela de sua trajetória penetra até hoje, com o século 21 a plenos pulmões.

 

Asseguro-lhe que uma conversa com Fidel o enriquecerá: você falará com uma pessoa cultíssima – ainda mais você que tem de ver seres toscos e primitivos como Netanyahu, ou eminentes mediocridades como Cameron, Rajoy e Hollande, ou bandidos como os monarcas petroleiros do Golfo, para nem falar de alguns dos seus vizinhos ao Sul do Rio Bravo, cujos nomes prefiro manter reservados, mas todos sabem quem são. Poderá dialogar com um homem que maneja um nível de informação geral espantoso, um estadista que se adiantou a seu tempo na denúncia das mudanças climáticas na Cúpula da Terra do Rio de Janeiro, em 1992, e as ameaças que estas mudanças climáticas implicam para o gênero humano, um tema que a você também preocupa; pioneiro também na promoção da biotecnologia e nanociências em um pequeno país acossado e subdesenvolvido, com uma experiência política única e de modelos repousados e corteses e, ademais, dono de um agudo senso de humor. Michelle estará encantada com o trato respeitoso que lhe será dado, em contraste com o maltrato que em seu país sofrem as mulheres, inclusive as próprias esposas dos presidentes.

 

Sei que você não escapa de um ano eleitoral e isto pode espantar alguns eleitores – alguns, só alguns – dos democratas. Não os que apoiam a Bernie Sanders. Sobre isso também pode falar a Fidel, porque conhece como poucos as entrelinhas das lutas políticas e as linhas internas de democratas e republicanos. Pode ser uma conversa reveladora. Por isso, vá visitá-lo. E tire uma foto com ele. Todos o fazem: políticos, intelectuais, papas, artistas, todos. Por algo será. Até seus bisnetos o agradecerão. Além de tudo isso, para você será um merecido descanso. Eu me compadeço: insultado diariamente pelas bestas da cadeia Fox e rodeado por trogloditas ignorantes como os Donald Trump, Ted Cruz e Marco Rubio, falar com um sábio como Fidel será um bálsamo que lhe fará suportar levemente o que resta do seu mandato.

 

Termino, agora sim, recordando que o Papa Francisco em um gesto sem precedentes foi a Washington e falou em uma sessão conjunta de ambas as câmaras do Congresso. Se representantes e senadores enxergassem dois dedos à frente, pelo menos, o mínimo que poderiam fazer em retribuição ao gesto de Francisco, um dos principais, senão o principal estadista do mundo atual, seria atuar na linha de exaltação ao Papa e derrubar as leis do bloqueio agora mesmo, sem mais delongas. Mas sua esmagadora maioria é de políticos fracos, grosseiros rednecks de pouca cultura, insanamente incapacitados de compreender a atual problemática mundial. Por isso você não deve esperar por eles. Avance e faça todo o possível, tudo que esteja a seu alcance, para desmontar a infernal maquinaria do bloqueio. Utilize todas as atribuições da Casa Branca.

 

No fim das contas, seus inimigos ataram seus pés e suas mãos, e não deixam de agredi-lo e difamá-lo. As reformas que você cometeu: a financeira, a migratória e a da saúde, terminaram sendo pouco menos que um fiasco por causa deles. Pode ser uma estranha vingança. América Latina, sempre tão generosa, lhe oferece uma última oportunidade para entrar para a história como um presidente que mudou o curso dos acontecimentos: libere Cuba do bloqueio e faça que seu representante nos diálogos de paz entre o governo da Colômbia e as FARC-EP acelere a concretização do acordo.

 

Este diálogo, lembre-se, é um dos grandes legados que nos deixou Hugo Chávez Frías, um homem de paz – de paz com justiça social – que foi quem criou as condições para que as partes se dispusessem a conversar em Cuba, porque como acaba de dizer Francisco em seu encontro com o Patriarca Kiril, essa ilha se converteu no lugar de diálogo por excelência de toda a humanidade. Não desperdice essa oportunidade, e se tudo sair bem, creio que você voltaria para Havana em poucos meses para referendar com sua presença o acordo de paz e o fim da guerra na Colômbia. E assim, sim, com estas duas conquistas, entraria pela grande porta da frente da história universal.

 

O recentemente falecido Umberto Eco, semiólogo e grande escritor, dizia que um traço da boa escrita é sua musicalidade. Convencido disto é que me vem à cabeça algo que me parece apropriado para concluir estas linhas, algo que soe bem, que tenha música. Seguramente recordará que Frank Sinatra remata sua deliciosa interpretação de New York, New York, dizendo “it’s up to you, New York, New York (depende de você, Nova Iorque)”. Bem, poderíamos dizer, em relação a tudo o que temos dito, “it’s up to you, Barack, Barack”! Soa muito bem, mas muito bem mesmo. Afinal de contas, não foi Cuba quem bloqueou os Estados Unidos, apenas o contrário.

 

 

Atílio Boron é sociólogo argentino

Traduzido por Raphael Sanz, do Correio da Cidadania.

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Última atualização em Qui, 17 de Março de 2016
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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