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O futuro depende de nós Imprimir E-mail
Escrito por Marcus Eduardo de Oliveira   
Segunda, 29 de Fevereiro de 2016
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Em face da agressão da civilização ao meio ambiente, percebida de diferentes maneiras, desde o esgotamento de alguns dos principais serviços ecossistêmicos à extinção de variadas espécies da fauna e flora; da poluição dos centros urbanos industrializados que contamina a água, o ar e o solo ao desflorestamento em escala cada vez maior; da destruição da camada de ozônio (quanto mais fina essa camada, maior a incidência de raios ultravioletas na superfície da Terra e em todos os organismos vivos) ao aquecimento global, já não é mais aceitável procrastinar a imprescindível ruptura com o modelo econômico dominante.

 

Dentro dessa perspectiva, dada a relevância do assunto, é imperioso, primeiramente, que tenhamos ciência de que o futuro da civilização depende de nossa administração do meio ambiente e, na mesma medida, da maneira como serão organizadas as economias globais no âmbito da produção e consumo, bem como ao tratamento dado aos rejeitos do processo econômico.

 

Assim, reforçando essa ideia, o futuro de nossa vida, especialmente da qualidade e do bem-estar que almejamos imprimir a ela, depende muito de nosso comportamento e responsabilidade no trato com a natureza – a provedora de nossas necessidades de consumo.

 

Desse modo, além da necessária ação individual, também é importante juntar esforços entre os diferentes governos, empresas, organizações multilaterais e as organizações não governamentais, cada qual dentro de seu respectivo espaço de domínio, a fim de que empenhem determinações afirmativas visando cumprir os mais variados acordos, diretrizes e protocolos já estabelecidos em prol da preservação da biodiversidade, dos recursos naturais, dos ecossistemas, do sistema ecológico.

 

É importante destacar que essa condição, antes de qualquer coisa, faz parte de um projeto maior: preservar as formas de vidas, uma vez que não se pode desconsiderar o fato de a espécie humana ser parte da grande cadeia ecológica que rege a vida na Terra.

 

Fora isso, o futuro de todos, de forma análoga, depende também – e muito, por sinal – da correção imediata de alguns rumos, especialmente no âmbito da economia.

 

Uma vez que nossa civilização foi construída sobre uma matriz de atividades econômicas e sociais interligadas, enfatizando o consumo como variável responsável por puxar para cima a economia, uma primeira correção de rumos se refere à ação empreendida pelos responsáveis em organizar os bens econômicos, produzidos a partir de recursos naturais.

 

É de vital importância tirar o foco do consumo, hoje erroneamente vinculado ao alcance de prosperidade a partir da aquisição material. Os organizadores econômicos precisam, ademais, respeitar os fundamentos ecológicos, especialmente em relação à taxa de regeneração da biosfera.

 

Por qualquer prisma em que se lança o olhar, é perceptível que não há mais espaço e nem condições adequadas para a civilização continuar aumentando a pegada ecológica, ou seja, a pressão exercida sobre os ecossistemas locais e globais.

 

É consenso, quanto a isso, que já extrapolamos nossa ação em tal terreno, visto que desde meados da década de 1980 a humanidade passou a consumir mais do que o planeta naturalmente oferece, e se mantém acima do limite de um planeta necessário.

 

Desde o ano de 2007, a demanda da humanidade excedeu a taxa de regeneração da biosfera em mais de 50 por cento. Projeções nada animadoras para o ano de 2050 apontam que, se continuar dessa forma, produzindo, consumindo, descartando e poluindo além dos limites, essa civilização necessitará, numa conta bem simples, da “existência” de mais dois planetas para manter o padrão de consumo da humanidade, o que, per si, além de impossível, seria, no mínimo, uma condição insana.

 

Outra importante correção de rumos a ser feita a toque de caixa se refere à troca da matriz energética utilizada pelas economias modernas. Ora, enquanto o dióxido de carbono resultante da queima de combustíveis fósseis continuar representando parte substancial da “respiração” das economias industrializadas, muito mais graves serão os problemas e as consequências do aquecimento global.

 

A renovação da matriz energética global, num primeiro momento agindo na direção da diminuição do uso intensivo de petróleo, carvão, gás e urânio, é de suma importância para estabilizar-se a condição climática.

 

Conforme o relatório World Energy Outlook, de 2013, elaborado pela Agência Internacional de Energia, vinculado à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em 2025 o mundo consumirá quase 15% menos de petróleo e 12% menos de carvão, mas o peso do gás aumentará 11% e o da energia nuclear, 25%.

 

Já em relação às fontes renováveis – condição indispensável para a boa saúde do planeta – entre elas, bioenergia, energia hídrica e outras, passarão de 13,21% da matriz energética para 17,59%.

 

A partir disso tudo, e colocando todas as questões num terreno mais sólido, outra indispensável correção de rumos responde, sobremaneira, pela necessidade de superar algumas dicotomias, especialmente quanto à conciliação da geração de empregos – situação macroeconômica que impulsiona a economia ao crescimento – com a preservação do meio ambiente.

 

Concernente a isso, já são de amplo conhecimento exemplos que dão conta de ser, sim, possível criar milhares de empregos – notadamente os chamados empregos verdes – em que se respeita o meio ambiente, a partir de uma boa administração da revolução ambiental, usando, para tanto, tecnologias adequadas e adaptadas ao processo ecológico.

 

Essas atividades que cobrem os empregos verdes necessariamente passam pela descarbonização da atividade econômica. Dentre essas, destacam-se as seguintes: a agricultura orgânica (com o desenvolvimento de compostagens e adubação orgânicas - transformação de resíduos em húmus), o turismo ecológico e de aventura (englobando patrimônios culturais e as belezas naturais), a reciclagem de resíduos (com a normalização dos catadores de materiais e criação de cooperativas), o setor de energia solar, atividades de apoio à produção e manejo florestal (dados da OIT - base 2009 - apontam que esse específico setor emprega 12,9 milhões de trabalhadores em todo o mundo), geração e distribuição de energias renováveis, saneamento, gestão de resíduos, processamento e distribuição de gás natural, atividades paisagísticas, caça e pesca, horticultura e floricultura.

 

Especificamente no setor de transportes, tipicamente um grande gerador de empregos, cabe destacar como bons postos de empregos verdes o marítimo de cabotagem, por navegação, de travessia, ferroviário de carga, metroferroviário de passageiros, além da construção de embarcações e estruturas flutuantes.

 

Como se percebe então, é possível promover a geração de muitos e diversificados empregos e, ao mesmo tempo, estabelecer ações de resguardo junto ao meio ambiente. Desse modo, o futuro, que depende de nós, somente terá a nos agradecer e, de forma análoga, nós agradeceremos mais ainda à vida pela oportunidade concedida de chegarmos lá, com saúde e meio ambiente equilibrados e preservados.

 

Leia também:

Com crescimento não se alcança a sustentabilidade

 

 

Marcus Eduardo de Oliveira é economista e ativista ambiental.

Contato: prof.marcuseduardo(0)bol.com.br

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