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Circo, cerco e ridículo Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Qui, 11 de Fevereiro de 2016
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Não se pode negar que o Partido da Mídia tem trabalhado duro para encontrar algo que incrimine o ex-presidente Lula como “ladrão”. De um mês para cá, pelo menos, as mesmas matérias saem diariamente, requentadas. Só variam os títulos e uma linha ou outra. E todas descambam cada vez mais para o caricato e o deboche.

 

Capas com caricaturas, inclusive ofensivas, chamam para textos e reportagens mirradas e indecentes. “Época” de carnaval! “Veja” todo o povo com a máscara do “japonês da federal” e de Lula com a fantasia de “presidiário”! “Isto é” que será uma manifestação popular! “Global”! O Carnaval da alegria popular devia transformar-se numa manifestação massiva de escárnio ao ex-presidente.

 

Falaram de sua família, de seu casamento, de seus filhos, de seus amigos, de suas “confidências indiscretas”. Pesquisaram tudo, principalmente seus “bens”. Afinal, para demonstrar que alguém é ladrão é preciso desencavar os “bens”. Em relação ao ex-presidente Lula, isso não foi novidade. Durante a campanha presidencial de 1989 a calúnia corrente era a de que possuía uma “mansão” no bairro nobre do Morumbi. A um taxista, convicto, que queria me convencer disso, propus pagar a corrida até lá. Surpreso, confessou que não sabia o endereço. Apenas ouvira falar...

 

Agora deixou de ser oral para ser escrito. O que temos? Um “tríplex” e um “sítio em Atibaia”! Não há dia em que fotos do tal prédio do Guarujá, ou do tal sítio, deixem de ser estampadas em algum dos órgãos do Partido da Mídia. Qual o crime? Presidente por oito anos seguidos, teria sido incapaz de poupar algum dinheiro para comprar um apartamento (mesmo tríplex)? E por que esses competentes cães farejadores do Partido da Mídia jamais informam a metragem e o entorno social do “tríplex”?

 

Também seria “crime” comprar um sítio? Qual o problema? É crime alguém de origem pobre, metalúrgico, sindicalista, candidato sem diploma, eleito presidente da República por dois mandatos, amealhar alguns trocados para comprar dois “bens” desse tipo? “Bens” que estão a milhões de quilômetros de distância do valor de fazendas com pista de pouso para jatinhos, ou apartamentos de luxo em Higienópolis, em São Paulo, e na Praia do Leblon, no Rio, pertencentes a alguns políticos conhecidos.

 

Mas o tal “sítio de Atibaia” não é de propriedade do ex-presidente. E as cotas referentes ao “tríplex do Guarujá” foram vendidas. Nessas condições, para manter a linha de ataques ao ex-presidente Lula, o Partido da Mídia e seus aliados na PF e no Ministério Público estão tendo que transformar em crime a prática de “fins de semana em sítios de amigos”, “venda de cotas de apartamentos” e “agendas de representantes empresariais com o presidente no Planalto”.

 

Em outras palavras, todos os que aceitarem passar fins de semana em sítios de amigos passam à condição de suspeitos potenciais. E atenção, cotistas do Programa Minha Casa Minha Vida: a qualquer momento vocês podem ser arrolados como suspeitos de alguma maracutaia. Onde já se viu pobre de salário mínimo ter direito de ser proprietário de sua moradia?

 

Além disso, qualquer pessoa que peça uma agenda na presidência da República deve ter sua pretensão negada. Por quê? Porque um, dois, ou mais anos depois essa pessoa pode ser envolvida em algum processo de corrupção, “demonstrando” que a presidência não foi ciosa e, certamente, estava envolvida com a dita pessoa.

 

Falando sério: a moeda mais barata em qualquer mercado, em qualquer época, tem sido a da calúnia, principalmente daquela que corrói através do deboche. Como não conseguiram provar nada que realmente incrimine o ex-presidente, o Partido da Mídia, em conluio com órgãos do Estado e com a oposição de direita, decidiu martelar a calúnia debochada para solapar sua imagem pública.

 

Como disse abertamente um sabujo do The Globe, em artigo assinado: o objetivo verdadeiro consiste em liquidar o prestígio de Lula e, com isso, liquidar o PT. Mesmo que, para isso, seja necessário sacrificar uma parte do poder econômico brasileiro nacional e vendê-la, na bacia das almas, ao poder econômico estrangeiro.

 

No entanto, apesar da marquetagem pesada do Partido da Mídia para a venda de máscaras, pixulecos e fantasias debochadas do ex-presidente, milhões de foliões sequer se deixaram influenciar. O esforço teve um resultado ridículo.

 

Apesar disso, tem razão o presidente do PT: é preciso convocar a militância e todos os que têm compromisso com a democracia a combater o “circo” e o “cerco” com que procuram liquidar Lula e o PT. Mesmo porque, com essa liquidação política pretendem criminalizar a política, destruir a esquerda, impedir a participação popular, acabar com a soberania nacional, e dar fim a qualquer pretensão de melhorar as condições de vida dos mais pobres e dos trabalhadores.

 

 

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

 

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Última atualização em Segunda, 15 de Fevereiro de 2016
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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