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Jornalismo leviano Imprimir E-mail
Escrito por Frei Marcos   
Qui, 21 de Janeiro de 2016
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No artigo “Frei deseducador”, publicado no Diário da Manhã do dia 4, o jornalista Luiz Gama pretende desqualificar o meu “Que diálogo é esse?”, publicado no mesmo jornal dois dias antes. O artigo de Luiz Gama é uma enxurrada de afirmações desconexas e sem nenhum raciocínio lógico. Dá a impressão ao leitor de que o jornalista nem sabe escrever. Pelo seu nível de baixaria, o artigo do jornalista tornou-se a melhor propaganda do meu. Quem ainda não o leu, certamente vai lê-lo e vai poder constatar pessoalmente a seriedade do artigo.

Não vou gastar o meu tempo para polemizar com jornalista leviano, que envergonha toda a categoria dos jornalistas. Só faço duas observações.

Primeira: os estudantes secundaristas não são “invasores” (como, em tom desrespeitoso e cínico, afirma o jornalista), mas são jovens que ocupam escolas estaduais, lutando por um direito que a própria Justiça reconhece como legítimo.

 

Segunda: se eu sou “Frei deseducador” que revela “completa ignorância quanto ao tema” (como o Luiz Gama, sempre em tom desrespeitoso e cínico, afirma), pela lógica (que não é o forte do jornalista) todas as Universidades e Faculdades Federais e Estaduais (além de muitas outras Instituições) que em Nota Pública se manifestaram contra as OSs na gestão das Escolas são também “Universidades e Faculdades deseducadoras“ que “revelam completa ignorância quanto ao tema”.

 

Que despudor! Até uma criança percebe o absurdo, que beira o ridículo, das afirmações de Luiz Gama. Só ele, cujo comportamento é de pau mandado, não percebe isso.

 

Para que o jornalista Luiz Gama e outras pessoas de sua turma não digam que são palavras do “Frei deseducador”, cito como exemplos as Notas Públicas da UFG (que é a minha Universidade) e da Faculdade de Educação/UFG. Identifico-me totalmente com o seu conteúdo.

 

A Nota da UFG (atualmente uma das Universidades Públicas mais bem conceituadas do Brasil) afirma: “o Conselho Diretor do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação da Universidade Federal de Goiás (CEPAE/UFG), instância máxima deliberativa, reunido no dia 16 de dezembro de 2015, manifesta total e irrestrito apoio e solidariedade aos estudantes secundaristas do estado de Goiás que ocupam Escolas, na capital e no interior, em defesa da educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada”.

 

Continua a Nota: “os estudantes secundaristas defendem o direito de se manterem em Instituições Públicas porque sabem que o projeto das Organizações Sociais (OSs) têm, em sua base, a privatização de um bem público, a educação, passando o seu gerenciamento para Entidades Privadas que não têm qualquer interesse com o público e visam somente ao lucro. Defendem ainda o direito de serem ouvidos, pois a mudança de gerenciamento das Escolas Públicas sequer foi debatida pela comunidade escolar (professores, funcionários, alunos e pais)”.

 

Reparem que não é o “Frei deseducador” que afirma isso!

 

A Nota da UFG “manifesta ainda repúdio a qualquer ato de repressão pelos aparelhos estatais, principalmente a Polícia Militar, quando não respeita os direitos constitucionais de livre manifestação das entidades estudantis numa sociedade democrática de direito”.

 

A outra Nota Pública que cito é a da Faculdade de Educação/UFG sobre a militarização e as OSs na gestão das escolas estaduais em Goiás, de dezembro de 2015. Com muita clareza a Nota diz: “professores, servidores e estudantes da FE/UFG vêm a público manifestar-se a respeito da militarização das escolas públicas estaduais e da proposta do governo estadual de entregar a Organizações Sociais (OSs) a gestão de parte das escolas do nosso estado. A FE/UFG se posiciona contrariamente à militarização e à proposta de gestão escolar via OSs por entender que não é por nenhuma dessas duas vias que o Estado alcançará o objetivo de construir uma escola estadual verdadeiramente pública, laica, gratuita e de qualidade para todos”.

 

A FE/UFG - continua a Nota - “entende que a gestão escolar via OSs se constitui num processo de terceirização da oferta de educação pública e que a militarização das escolas é uma solução equivocada tanto para a suposta resolução do problema da violência nas escolas quanto para a melhoria da qualidade do ensino. A FE/UFG, com seus mais de 40 anos de experiência no campo da formação de professores e da pesquisa em Educação, entende que não é pela militarização ou pela terceirização via OSs que serão resolvidos ou mesmo minimizados os problemas da escola pública estadual goiana”.

 

A Nota pergunta: “se o Estado possui recursos para que OSs e Polícia Militar administrem escolas, por que não investe estes mesmos recursos num projeto próprio, verdadeiramente público e democrático, de melhoria da qualidade da educação no Estado?”.

 

Luiz Gama, essas palavras não são do “Frei deseducador”, mas expressam muito bem tudo o que eu penso sobre a militarização das escolas e sobre as OSs na gestão das escolas estaduais.

 

Somente na UFG (sem contar as inúmeras Notas de outras Instituições) poderia citar também as Notas Públicas das Faculdades de Letras, de Informação e Comunicação e de Ciências Sociais, que são verdadeiras moções de repúdio à ação do governo de querer militarizar e privatizar as escolas públicas em Goiás.

 

Jovens, estudantes secundaristas, não se assustem com os “ditadorezinhos” de plantão que, por se acharem donos do mundo, não respeitam e não escutam ninguém (nem as Instituições reconhecidas nacional e internacionalmente como a UFG e a FE/UFG).

 

Repito: não se assustem! Eles passam! Saibam que todos os verdadeiros educadores e educadoras estão com vocês. A união faz a força! Continuem firmes e com muita garra!

 

 

Leia também:


Que diálogo é esse?


Frei Marcos Sassatelli, frade dominicano, doutor em Filosofia (USP) e Teologia Moral (Assunção-SP), é professor aposentado da Filosofia da UFG.

 

 

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