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Um drama na Inglaterra thatcherista
Escrito por Luiz Eça   
Quarta, 21 de Novembro de 2007
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O governo de Margaret Thatcher marcou uma profunda transformação na sociedade inglesa. Seu alvo era acabar com o tradicional “Estado de bem estar social” dos trabalhistas, considerado pelos conservadores o responsável pela crise do país.

 

Adotando um liberalismo e um monetarismo radicais, Thatcher conseguiu equilibrar as finanças, mas às custas da abolição do salário-mínimo, da redução dos serviços sociais e de outras providências que sacrificaram a classe trabalhadora em benefício dos empresários. A última delas, a poll tax, um tipo de imposto em que, quanto mais pobre o cidadão, mais tinha de pagar, acabou causando sua queda, em 1990, onze anos depois de sua posse.

 

A história do “O legado da família Winshaw”, do inglês Jonathan Coe, desenvolve-se contra o pano de fundo da Inglaterra da era Thatcher, marcada pelo egoísmo, a competição sem freios, a falta de ética nos negócios e os privilégios das classes abastadas. É aí que os membros da família Winshaw encontram ambiente favorável para crescerem e se tornarem um grupo de “vencedores”, ricos e respeitados pela sociedade, apesar dos seus processos inescrupulosos. Autênticos “filhos“ bem amados do sistema, cada um deles em seu setor – bancos, galeria de arte, política, tráfico de armas e agroindústria –, parecem indestrutíveis, solidamente apoiados pelo governo nas suas por vezes escusas transações.

 

Mas há uma brecha nessa armadura. É a tia Tabhita, tida como louca, que contrata Michael Owen - um jovem escritor pouco conhecido - para escrever a história dos Winshaw. Para isso, ela entrevista os membros da família e começa a entrever seus podres. Passa a pesquisar certos fatos obscuros, especialmente depois que surge um detetive particular trazendo novas informações.

 

Enquanto isso, Michael começa um caso com uma vizinha, Fiona. Quando, doente, ela procura os outrora impecáveis serviços médicos oficiais, o leitor tem oportunidade de conhecer um pouco do que foi feito pelo governo para destruir o que era um dos pilares do Estado do bem estar social inglês.

 

Na parte final, o livro vira uma dramática novela policial à qual não falta o clássico fim surpreendente.

 

Com “O legado da família Winshaw”, Jonathan Coe criou um romance de ficção política de alto nível, capaz de colocá-lo entre os grandes da literatura inglesa. Inteligente, agradável e instigante, é uma obra que vale a pena ler. Edição da Record, traduzido de forma elogiável por Celina Cavalcante Falck.

 

 

Luiz Eça é jornalista.

 

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Última atualização em Quarta, 21 de Novembro de 2007
 

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