Correio da Cidadania

Eleições gerais já (2)

0
0
0
s2sdefault

 

 

 

A questão não é apenas estabelecer que a economia capitalista é inviável, que já deu o que tinha para dar e o Brasil quebrou. Isso é importante, pois demarca campo com o lulismo e o social-liberalismo do Partido dos Trabalhadores (PT).

 

Precisamos ir adiante e intervir na conjuntura para que as forças de direita não se fortaleçam. Lutar por Eleições Gerais Já é uma forma de desmascarar a bandeira da direita a respeito do impedimento da presidente Dilma e ao mesmo tempo avançar. De pouco adianta apregoar pelo socialismo para substituir o capitalismo se não nos colocamos como alternativa de poder.

 

Nem tudo está perdido. A extrema-direita não conseguiu aprovar sua proposta de impedimento da presidente no Congresso Nacional. Com a comprovação de que mantinha contas secretas na Suíça para o dinheiro da corrupção, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, se enfraqueceu e não sabemos qual o desfecho.

 

É certo que o governo petista se enfraqueceu e nenhuma força de direita ou esquerda está com as favas contadas de que seu ponto de vista prevalecerá.

 

É hora, portanto, de apresentar nossa posição. Não adianta argumentar que eleições presidenciais agora só favorecerão a direita. No jogo institucional atual, as posições de direita se fortaleceram por causa da grande mídia comercial e também com o lulismo e a posição do petismo oficial, de tentar administrar a crise capitalista presente.

 

A crise econômica do capitalismo obedece a leis próprias e não vai passar, mesmo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diga o contrário.

 

“Eleições Gerais Já” é a única forma de fortalecer o campo marxista dos trabalhadores e permitir, na pior das hipóteses, que as diversas forças da oposição de esquerda se organizem e atuem juntas novamente.

 

Leia também:


Eleições Gerais Já!


O Brasil está parado, mas os bancos continuam lucrando - entrevista com Maria Lucia Fattorelli


‘Ou se rompe totalmente com o PT ou seremos engolidos pela onda conservadora’


Greve dos servidores federais: opção entre educação pública ou privada é o dilema do futuro


É possível reconstruir uma esquerda revolucionária depois da ruína do PT ou esta soterrará toda a esquerda?


Rio Grande do Sul expõe faceta estadual do ajuste econômico - entrevista com a professora Rejane Oliveira

 

‘Impeachment não é caminho, mas o governo não nos representa. É um cenário muito difícil para as lutas sociais’ – entrevista com Ana Paula Ribeiro, coordenadora do MTST

 

Crise de que e contra quem? – por Milton Temer

 

Quem salta pelo ajuste e quem vai além da perplexidade – análise do sociólogo Luiz Fernando Novoa Garzon

 

“Encurralado, o governo vai cada vez mais para a direita” – entrevista com deputado federal Ivan Valente

 

Contribuições para uma agenda econômica alternativa – coluna de Paulo Passarinho

 

Não há como recuperar a legitimidade da política sem ruptura radical com Lula e Dilma – entrevista com o economista Reinaldo Gonçalves

 

A fórmula mágica da paz social se esgotou – Paulo Arantes, especial para o Correio da Cidadania

 

“O mais provável é o governo Dilma se arrastando nos próximos três anos e meio” – entrevista com deputado federal Chico Alencar

 

‘Ajuste fiscal vai liquidar com os mais frágeis e concentrar a renda’entrevista com Guilherme Delgado

 

 

 

 

Otto Filgueiras é jornalista e está lançando o livro Revolucionários sem rosto: uma história da Ação Popular.

Comentários   

0 #1 RE: Eleições gerais já (2)Pablo 17-10-2015 23:17
Bem, desta vez não foi levado em conta a possibilidade de votar para todos os cargos, o que torna a situação mais realista. Vamos ver agora se a esquerda vai ser capaz de se unir e apresentar um projeto alternativo e popular.
Citar
0
0
0
s2sdefault