topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Se a classe média acordasse Imprimir E-mail
Escrito por Frei Betto   
Terça, 13 de Outubro de 2015
Recomendar

 

A partir de 2016, 1% da população mundial, que soma hoje 7 bilhões e 200 milhões de pessoas, terá uma fortuna superior à renda de 99% da mesma população.

 

A riqueza mundial atingiu, em 2013, US$ 241 trilhões. Isso significa que 72 milhões de pessoas terão, em mãos, 46% dessa fortuna, avaliada em US$ 110 trilhões. E a grande maioria da população mundial, 7 bilhões e 128 milhões de terráqueos, terá que sobreviver com os US$ 131 trilhões restantes.

 

Veja como esse mundo é injusto: se toda a riqueza da humanidade fosse dividida igualmente entre as 7,2 bilhões de pessoas, cada um de nós teria um patrimônio de US$ 33,472 (ou quase R$ 80 mil). Todos possuiriam o suficiente para viver com dignidade e, portanto, não haveria fome, criminalidade, migrações, mendigos, favelas, mortalidade infantil e, possivelmente, nem guerras. Viveríamos em um mundo de paz e prosperidade.

 

Como a divisão dos 54% da riqueza mundial por 99% da humanidade tampouco é equânime, a desigualdade se reproduz. Aqueles que têm o suficiente para viver não querem saber de questionar os que integram o seleto grupo dos 1% mais ricos. Preferem achar que fazem parte desse contingente microscópico.

 

No Brasil, a renda familiar triplicou entre 2000 e 2014. Graças ao governo do PT, passou de US$ 7.900 para US$ 23.400 ao ano. Apesar disso, a desigualdade cresceu. No topo de 1% mais ricos do mundo, há 296 mil brasileiros.

 

É comum ver a classe média, que sobrevive com dignidade, ficar contra a distribuição de renda. Acha que traz perda de seus recursos. Não percebe que, com esta postura, em vez de ajudar a si própria, contribui com aquele 1% que se apropria da riqueza mundial.

 

A grande luta política e ideológica que a humanidade deve travar, hoje em dia, é convencer os setores que conseguem sobreviver com dignidade a se unir aos que não conseguem, para combater esse 1% que detém uma quantidade de recursos que, se fosse melhor distribuído, faria do mundo um lugar muito melhor.

 

Como convencer os setores de renda média que seus inimigos não são os mais pobres, mas, sim, o contingente microscópico que concentra aqueles US$ 110 trilhões? Não é fácil. O 1% em questão controla os governos, as comunicações, as Igrejas e até o ensino escolar, de forma que faz a cabeça dos 99% desde a infância.

 

A miséria é humilhante. Causa revolta, estimula a criminalidade, provoca migrações, favorece o trabalho escravo, desagrega famílias e leva algumas pessoas a optarem pela violência para conseguir o que não pode ser obtido com o trabalho, pois as condições de disputar bons cargos no mercado são absurdamente desiguais.

 

 

Frei Betto é escritor, autor de “Paraíso Perdido – viagens aos países socialistas” (Rocco), entre outros livros.

Website http://www.freibetto.org

Twitter: @freibetto.

Recomendar
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates