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342 aristocratas para cassar 54,5 milhões de plebeus Imprimir E-mail
Escrito por Roberto Malvezzi (Gogó)   
Segunda, 14 de Setembro de 2015
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O Brasil vive um regime político chamado de aristocracia, isto é, o governo dos melhores. São os homens do agronegócio, da indústria, dos bancos que ocupam o Congresso e decidirão o futuro do governo brasileiro.

 

À época do Brasil Império eram os donos das terras, das raízes (mandioca), homens de “bens”, isto é, de posses, que podiam ser eleitos. A plebe e as mulheres não votavam, muito menos podiam ser eleitos. Então, os que tinham bens, eram considerados os bons.

 

Hoje a Câmara dos Deputados é composta por 513 representantes. São necessários 342 votos para cassar o mandato da atual presidente. E é a isso que eles se propõem.

 

Os bons são homens insuspeitos e honrados, como Cassio Cunha Lima, Eduardo Cunha, Paulinho da Força Sindical, Aécio Neves e os nobres que os seguem. São biografias imaculadas, sem mancha e conhecidos pela sua magnanimidade e grandeza política.

 

Faz parte dessa aristocracia brasileira juristas como Gilmar Mendes, o homem que disse que vai “cassar o mandato de Dilma”.

 

Eles se respaldam na tão nobre mídia tradicional brasileira, também composta de aristocratas, como os Mesquitas (Estado de São Paulo), Frias (Folha de São Paulo), Civita (Editora Abril) e Marinho (Globo), além de tantos outros de menor expressão, mas também da aristocracia brasileira.

 

Com o advento da internet e das redes sociais, esses organismos de mídia já não decidem mais as eleições brasileiras, mas podem perfeitamente colaborar na derrubada da plebe por seus representantes da aristocracia.

 

Se vivêssemos em uma democracia, valeria o voto dos plebeus, ou a vontade de os 54,5 milhões de eleitores que escolheram majoritariamente seu candidato nas últimas eleições. Mas nas aristocracias o voto da plebe não tem valor.

 

Então, importam os dados do DataFolha, ou do Ibope, sobre a popularidade atual da presidente. São essas pesquisas que dão a legitimidade de um mandato, não o voto cravado pelo povo nas urnas. Ou então, decidem picuinhas jurídicas, como pedaladas fiscais e dúvidas sobre dinheiro de campanha.

 

Melhor assim. Afinal, o povo nada sabe, não tem poder de decisão e nem deveria votar. A não ser que votasse conforme a vontade dos aristocratas.

 

 

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Roberto Malvezzi (Gogó) possui formação em Filosofia, Teologia e Estudos Sociais. Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.

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