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Os Estados Unidos exportam criminosos, e não democracia Imprimir E-mail
Escrito por Atilio Boron   
Quarta, 02 de Setembro de 2015
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No dia 23 de agosto, saiu no Clarín uma pequena matéria de Gustavo Sierra, com o título de “As maras sangram El Salvador”. Nela, se fala sobre a onda de violência que sacode o país centro-americano: segundo o autor, em três dias “morreram 125 pessoas nos confrontos entre bandidos e polícia, ou exército”.

 

A nota abunda em outros detalhes, como, por exemplo, a atual e fenomenal taxa de homicídios de El Salvador: 90 para cada 100.000 habitantes. A efeito comparativo, digamos que segundo as cifras do Escritório das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime, para o ano de 2012 a taxa dos EUA era de 4,8; na Argentina, 5,5; no Brasil, 21,8; em Honduras, 66,5.

 

Nesse mesmo ano, a taxa para El Salvador era de 41,2 (sempre sobre 100.000 habitantes). Ou seja, uma taxa já muito elevada mais do que duplicou em menos de três anos e, especialmente, nos últimos meses.

 

Obviamente, há muitos fatores que explicam este desgraçado resultado e não é o momento de examiná-los aqui. Na matéria de Sierra são mencionados alguns deles, mas omite-se em dizer que, na violenta irrupção destes dias, há um forte papel dos Estados Unidos na decisão de liberar centenas – provavelmente milhares – de presos salvadorenhos que estavam reclusos em diversas unidades prisionais de seu território para, em seguida, serem enviados de volta a El Salvador.

 

Isto, por si só, já não é lá um gesto muito amistoso, por parte do país remetente, ao enviar um contingente tão nefasto. Mas é ainda muito mais grave caso, previamente, tenha se limpado o prontuário destes delinquentes, de forma que impossibilite o país destinatário de impedir legalmente seu ingresso. Com seus antecedentes criminais devidamente purgados, nada poderá detê-los e os malfeitores se convertem em pessoas que regressam a seu país de origem sem que tenham nenhuma conta pendente com a justiça. Uma canalhada, sem mais nem menos.

 

Como interpretar esta decisão criminosa? Com certeza não pode ter sido uma súbita decisão das autoridades carcerárias dos EUA, que um belo dia decidiram soltar quase todos os “mareros” (salvadorenhos em situação de cárcere). Uma política de tamanha transcendência se adota em outros níveis: no Departamento de Estado, no Conselho Nacional de Segurança ou na própria Casa Branca.

 

O objetivo: provocar uma onda de violência para semear o caos e gerar um mal-estar social que desestabilize o governo do presidente Salvador Sánchez Cerén, da Frente Farabundo Martí de Liberação Nacional. Isso, alinhado com a prioridade estadunidense de ordenar o quanto antes o diverso quintal latino-americano e retirar os governos considerados indesejáveis.

 

Por um gesto tão imoral e delinquente como esse é que foram tiradas tantas vidas em El Salvador e, seguramente, se tirarão muitas mais nos próximos dias.

 

Indiferente frente às consequências de seus atos, Washington prossegue, do alto de seu palanque, dando lições de direitos humanos e democracia para o resto do mundo, enquanto aplica, sem pausa, as táticas do “golpe brando” contra aqueles que tenham a ousadia de pretender governar com patriotismo e em benefício das grandes maiorias populares.

 

O autoproclamado “destino manifesto” dos Estados Unidos é exportar a democracia e os direitos humanos aos quatro cantos do planeta. O que fazem, na realidade, é exportar criminosos.

 

 

Atílio Boron é sociólogo argentino.

Traduzido por Raphael Sanz, do Correio da Cidadania.

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Última atualização em Quarta, 09 de Setembro de 2015
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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