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Chega de enganação do povo! Imprimir E-mail
Escrito por Frei Marcos Sassatelli   
Sábado, 18 de Julho de 2015
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Mais um cara de pau de primeiro escalão!

 

Na edição do Diário da Manhã de sábado, dia 11 deste mês, Antônio Faleiros, com o artigo “A revolução das Organizações Sociais”, sentiu-se no dever de criticar, com certa ironia, o meu artigo “Não à ‘terceirização’ e à ‘militarização’ da Educação Pública”, publicado no dia anterior no mesmo jornal, esclarecendo, segundo ele, “afirmações que não condizem com a realidade da saúde pública e da educação em Goiás” e dizendo que o autor do artigo (Frei Marcos Sassatelli) está “amparado no desconhecimento sobre as Organizações Sociais (OSs)”.

 

O artigo de Antônio Faleiros (que - tudo indica - foi escrito a mando do governador Marconi Perillo, em defesa das Secretarias Estaduais da Saúde e da Educação) é uma sequência de mentiras deslavadas do começo até o fim, a começar pelo título. É muita cara de pau! O articulista deve estar usando a palavra “revolução” com o mesmo sentido que tinha à época da ditadura civil e militar. Os “ditadorezinhos” de plantão - que não conhecem nada da vida do povo, não escutam a sua voz e agem sempre com autoritarismo - existem hoje também. Aliás, só para citar um exemplo, quem foi capaz de praticar a barbárie do Parque Oeste Industrial (um verdadeiro massacre, que até hoje continua impune) é capaz de tudo. Só não vai ser capaz de impedir a justiça de Deus. Aguardem!

 

Não vou gastar o meu tempo para responder a essa sequência de mentiras deslavadas de Antônio Faleiros. Além de tudo, seria dar valor demais. Talvez, a função do secretário extraordinário do governo seja justamente essa: inventar mentiras para defender o governo e enganar os trabalhadores(as). O povo, Antônio Faleiros, não é bobo e sabe muito bem distinguir entre quem está do seu lado, sendo solidário na defesa de seus direitos, e quem defende um sistema econômico, que - como diz o papa Francisco - mata, exclui e descarta os pobres, usando disfarçada e hipocritamente dinheiro público para enriquecer empresas particulares e acabar com os direitos que os trabalhadores(as) conquistaram com muita luta.

 

Faço agora dois pedidos a Antônio Faleiros. Primeiro: trate de sua saúde e de seus familiares somente nos “postinhos” (assim chamados pelo povo) e nos Cais da periferia de Goiânia. Segundo: matricule seus filhos e/ou netos nas escolas públicas de Goiânia. Quem sabe o senhor vai mudar de ideias. Não serão certamente a “terceirização” da saúde pública e a “terceirização” ou “militarização” da educação pública que irão resolver o problema. Ele só começará a ser resolvido quando o governo assumir suas responsabilidades, colocando a saúde e a educação como prioridades absolutas.

 

A respeito da saúde pública, para que o senhor saiba que não estou “amparado no desconhecimento sobre as OSs”, convido o senhor, Antônio Faleiros, a ler e meditar alguns documentos:

 

  1. “Contra fatos não há argumentos que sustentem as Organizações Sociais no Brasil”, de maio de 2010: um “Relatório Analítico de Prejuízos à Sociedade, aos Trabalhadores e ao Erário por parte das Organizações Sociais (OSs) e das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs)”, elaborado pela Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, formada por Fóruns de Saúde de diversos estados, movimentos sociais, centrais sindicais, sindicatos, projetos universitários e várias entidades de âmbito nacional (disponível em: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-4/artigo/policia-federal-faz-operacao-contra-desvio-de-dinheiro-publico/).

  2. “Nota da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde à 15ª Conferência Nacional de Saúde”, de junho de 2015 (disponível em: http://www.contraprivatizacao.com.br/2015/06/0998.html).

  3. “I Seminário da Frente Goiana contra a privatização da saúde” (Tema - Direito à saúde: democracia e participação ou mercantilização? Etapa Temática da 9ª Conferência Municipal de Saúde de Goiânia). “Carta da Frente Goiana contra a privatização da saúde”, de junho de 2015 (disponível em: http://www.sindsaude.com.br/arquivos/produto/Carta_da_Frente_Goiana_jun2015_Final.pdf).

  4. “Controle social na saúde pública: sinal de esperança” (disponível em: http://arquidiocesedegoiania.org.br/images/jornal/edicao55/edicao_55.pdf).

 

Entre os dias 25 e 27 de junho último aconteceu a 9ª Conferência Municipal de Saúde de Goiânia, que recebeu o nome de Conferência Gilson Carvalho, em homenagem a um dos idealizadores do SUS, falecido em 2014. Participei da Conferência, como visitante, na manhã do dia 26 e percebi claramente que todos os delegados(as) das diferentes entidades da sociedade civil presentes eram contra a “terceirização” (leia-se “privatização”) da Saúde Pública.

 

Antônio Faleiros, será que todas essas entidades e pessoas estão “amparadas no desconhecimento sobre as OSs”? Infelizmente, temos que afirmá-lo em alto e bom som, quem está por fora da realidade é o senhor, Antônio Faleiros, e os “ditadorezinhos” de plantão - dos quais o senhor é um fiel porta-voz - que agem sempre de forma personalista, autoritária, ditatorial e não escutam o clamor do povo.

 

A respeito da Educação Pública, reafirmo tudo o que eu disse no meu artigo “Não à ‘terceirização’ ou à ‘militarização’ da Educação Pública”, do dia 10 do mês corrente.

 

Enfim, para entender de educação pública, Antônio Faleiros, não basta ter feito um cursinho de direito de fim de semana só para poder dizer que tem curso superior, como um certo governador do qual o senhor é pau mandado. É preciso ter a experiência de educador, se não (nem todos precisam ter) a humildade de se fazer assessorar por quem tem, ouvindo a voz dos educadores.

 

Os “ditadorezinhos” de plantão e seus capachos não costumam fazer isso. Garanto ao senhor que todo verdadeiro educador é contra a “terceirização” (privatização) ou a “militarização” da Educação Pública. Aliás, que a educação não é função dos militares até uma criança de cinco anos já sabe.

 

Para reforçar o que eu disse no meu artigo, poderia citar muitos autores, mas limito-me a dois: um educador e um jornalista, com seu grupo de pesquisa.

 

1. “Educação em Goiás ou o que não se deve fazer com a Educação Pública” (artigo de Josué Vidal Pereira, professor do Instituto Federal de Goiás (IFG), mestre em Educação pela UnB, doutorando em Educação pela UFG).

 

Diz ele: “não é necessário ser um arguto observador para perceber que o estado de Goiás vem se tornando laboratório de políticas educacionais, que a despeito do discurso em contrário vêm promovendo o aumento da precarização da educação pública, via de regra destinada aos filhos dos trabalhadores” (Leia a íntegra do artigo em: http://www.dm.com.br/opiniao/2015/04/educacao-em-goias-ou-o-que-nao-se-deve-fazer-com-a-educacao-publica.html).

2. “Educação sitiada: escolas a serviço da militarização das cidades” (pesquisa do jornalista Pedro Ribeiro e seus companheiros de trabalho, do Portal Aprendiz, que trata sobre o avanço das escolas militares no Brasil, a partir de Goiás).

 

Entre outras coisas, os pesquisadores afirmam: “um aspecto que chama a atenção é a aplicação do modelo militar estar voltado aos jovens pobres que frequentam a rede pública de ensino, já que são eles as principais vítimas da militarização que acontece fora dela. O coordenador de Educação da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), André Lázaro, vê no sistema público das escolas de Goiás mais uma forma de ‘criminalizar’ a juventude pobre” (leia a íntegra da pesquisa em: http://negrobelchior.cartacapital.com.br/2014/02/27/educacao-sitiada-escolas-a-servico-da-militarizacao-das-cidades/).

 

Saúde Pública de qualidade já! Educação Pública de qualidade já!

 

Chega de enganação do povo! Agentes de saúde e educadores(as), unidos e organizados, venceremos! A esperança nunca morre!

 

Leia também:

Não à “terceirização” ou à “militarização” da Educação Pública

‘O Brasil fica cada vez mais um caldeirão; a palavra greve geral volta à cena’ – entrevista com Antonio Gonçalves Rocha, professor da rede pública de Goiânia.

 

 

Frei Marcos Sassatelli, frade dominicano, doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção-SP), é professor aposentado da Filosofia da UFG.

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