topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Voto, golpe e raciocínio Imprimir E-mail
Escrito por Wladimir Pomar   
Terça, 13 de Novembro de 2007
Recomendar

 

Fenômeno interessante ganha corpo em círculos da direita. Em parte, como reflexo dos resultados eleitorais de diversos países onde a esquerda tem ganhado as eleições. Tal fenômeno diz respeito à natureza do voto e das Assembléias Constituintes.

 

Não faz muito tempo, o voto era um indicador seguro para dizer se um país era democrático ou não.  Ele era considerado legítimo tanto para a escolha dos representantes às câmaras legislativas e outros órgãos públicos (em vários países é comum votar, numa mesma rodada eleitoral, para vereadores, deputados, promotores etc.), quanto para decidir se uma nova lei deveria ser sancionada. Assim, o voto em referendos e plebiscitos era parte do processo democrático.

 

A Assembléia Constituinte, por seu lado, era a expressão máxima da superação democrática de regimes ditatoriais. No Brasil, a ditadura varguista foi superada, em 1946, por uma Assembléia eleita para elaborar a nova Constituição. Quase o mesmo ocorreu em 1986, quando o congresso eleito recebeu a incumbência de funcionar também como Assembléia Constituinte. Como o espectro político do centro para a direita era hegemônico, ninguém punha em dúvida que o voto e uma assembléia eleita eram sinais inequívocos de que se vivia numa democracia.

 

Mas essa visão começou a mudar, no Brasil, quando foi levantada a hipótese, em 2004, de convocar uma Assembléia Constituinte através de um plebiscito, para reformar a Constituição de 1988. A direita e, por incrível que pareça, também parte da esquerda levantaram-se para denunciar que o país estava sendo ameaçado por um "golpe". Um "golpe" contra o Congresso, um "golpe" contra a Constituição, um "golpe" contra o povo. A conversa de que o poder emanava do povo foi substituída por um discurso no qual o povo passou a ser acusado de cúmplice de um golpe contra si próprio.

 

No mundo, essa situação se agravou com vitórias eleitorais de socialistas, islamitas radicais e nem tanto, e outras correntes políticas tidas como não confiáveis. Resultado: políticos, jornalistas e pessoas desavisadas não se acanham em afirmar que referendos e plebiscitos são medidas golpistas. Se continuarem nesse ritmo, algum dia voltarão a dizer que o voto é conspurcado porque o povo não sabe votar. E voltarão a apelar para governos fortes, que implantem a "verdadeira" democracia.

 

Um sinal de que, além de perderem espaço num terreno que pensavam ser de sua propriedade exclusiva, também estão perdendo a capacidade de raciocinar.

 

 

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

 

Para comentar este artigo, clique aqui.

 

 

Recomendar
Última atualização em Terça, 13 de Novembro de 2007
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates