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Cuba e EUA estendem as mãos Imprimir E-mail
Escrito por Frei Betto   
Sexta, 19 de Junho de 2015
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A reaproximação de Cuba e EUA, anunciada em 17 de dezembro por Raúl Castro e Obama, é vista com cautela pelos cubanos.

 

Nas visitas que fiz à ilha revolucionária em janeiro e abril deste ano, cubanos admitiram que a reaproximação é inevitável. Porém, “há um longo caminho a ser percorrido”, disse-me Fidel, que, aos 88 anos, continua lúcido e atento ao noticiário. E muito interessado em tudo que se passa no Brasil.

 

Não basta a nova retórica de Obama. “É preciso que os EUA excluam Cuba da lista dos países terroristas”, frisou Fidel (o que ocorreu após o encontro de Raúl e Obama no Panamá, em abril) – “e suspendam o bloqueio”. Na reunião da CELAC, na Costa Rica, em janeiro, Raúl acrescentou: “e devolvam a base naval de Guantánamo.”

 

Cuba recebe, hoje, 3 milhões de turistas por ano (para nossa vergonha, o Brasil, com esse imenso potencial turístico, recebe apenas 6 milhões). A diferença com o nosso país é que Cuba tem política de Estado de implementação turística e promove turismos ecológicos, científicos e culturais. Já o Brasil, além da ausência de política para o setor, explora apenas o Carnaval, praias e mulatas...

 

Dos 3 milhões de turistas que desembarcam na ilha, uma terça parte é de canadenses que, em três horas de voo, trocam 30 graus abaixo de zero por 30 graus acima nas despoluídas e belas praias do Caribe.

 

Com a reaproximação com os EUA, prevê-se que viajarão a Cuba, a cada ano, 3 milhões de estadunidenses. Eis o temor dos cubanos. O país, por enquanto, não dispõe de infraestrutura adequada para absorver tantos visitantes.

 

Segundo os cubanos, os canadenses são respeitosos, discretos e de fácil entrosamento com a população local. Já os estadunidenses carregam três acentuados defeitos: a arrogância (acham-se os donos do mundo); o consumismo (comprar, desde carros antigos que trafegam pelas ruas de Havana até mulheres...); e a mania de viajar sem sair dos EUA (o que explica a existência, em cada ponto turístico do planeta, de McDonald’s e redes hoteleiras ianques, como Sheraton, Intercontinental etc.).

 

Ainda assim, os dólares são bem-vindos a uma economia deficitária, embora haja consciência de que o reatamento significa o choque do tsunami consumista com a austeridade revolucionária.

 

Tudo indica que, inicialmente, o fluxo maior de viajantes dos EUA rumo a Cuba será motivado pelo “turismo médico”. Para o cidadão comum, tratamentos de saúde nos EUA são caros e precários. Cuba, além de excelência na área, reconhecida internacionalmente, possui expertise em ortopedia. E, atualmente, desenvolve vacinas eficientes contra vários tipos de câncer.

 

Agora, resta à Casa Branca passar do discurso à prática. Como me enfatizou Fidel, “eles são nossos inimigos e, portanto, precisam mudar não apenas os métodos, mas sobretudo os objetivos em relação a Cuba”.

 

 

Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.

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