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Escândalos na FIFA e na CBF: agora falta explicar por que quem pagou menos transmitiu de forma exclusiva o futebol Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Carlos Azenha   
Segunda, 08 de Junho de 2015
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Joseph Blatter caiu. Não foi para preservar a FIFA ou o futebol, obviamente. Foi porque o braço direito dele, Jérôme Valcke — aquele que pretendia dar um pontapé no traseiro dos brasileiros — se viu enredado na investigação do FBI, como suposto remetente de uma propina de U$ 10 milhões, disfarçada de projeto benemerente.

 

Blatter e o brasileiro João Havelange, flagrado no propinoduto da ISL para garantir à empresa exclusividade nos direitos de transmissão e marketing da Copa, são farinha do mesmo saco.

Ambos foram “depositados” na FIFA pelo dono da Adidas, Horst Dassler, que inventou a ISL e praticamente o marketing esportivo ao perceber que poderia promover eventos para grandes audiências na televisão, ao mesmo tempo bombando sua marca.

 

Quando Havelange presidia a FIFA, Blatter era o secretário-geral. Embora recentemente, provavelmente orientado por alguma assessoria de imagem, tenha se dedicado à “transparência”, Blatter atuou eficazmente nestes anos todos para encobrir os malfeitos da cartolagem, como descrevemos minuciosamente em O Lado Sujo do Futebol.

 

Exemplo? Quando o promotor suíço Thomas Hildbrand pegou Havelange e seu ex-genro Ricardo Teixeira com a boca na botija, a FIFA fez tudo o que estava ao seu alcance institucional para livrar os cartolas brasileiros, chegando ao cúmulo de dizer que as propinas na verdade eram comissões perfeitamente legais. Tentou bloquear na Justiça a divulgação do devastador relatório do promotor que trouxe as propinas à luz, na casa dos milhões e milhões de dólares.

 

Hildbrand, a certa altura de seu relatório, diz que o papel de Teixeira era preservar o status quo no que se refere aos contratos. Como sabemos, no Brasil a FIFA e a CBF (Havelange e Teixeira) ajudavam a ISL, que vendia os direitos de transmissão à Globo, que nunca foi incomodada pela concorrência.

 

Como descrevemos na página 273 de nosso livro, na disputa pelas Copas de 2002 e 2006 a ISL enfrentou pela primeira vez a competição da empresa norte-americana IMG, do lendário golfista Arnold Palmer. Ele fez uma oferta muito maior e prometeu aumentar o valor — de U$ 1 bilhão — caso houvesse leilão. As duas propostas foram à votação no Comitê Executivo da FIFA: a ISL teve 9 votos a 6, com três abstenções e duas ausências.

 

Isso foi antes de se descobrir o imenso propinoduto da ISL, que irrigou inclusive as empresas de fachada de Ricardo Teixeira e João Havelange, Sanud e Renford.

 

E o que Palmer, afinal, tem a ver com Fábio Koff, o ex-presidente do Clube dos 13? Muito.

Koff, à frente da entidade, tentou promover no Brasil uma concorrência pública para vender os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro.

 

Em 2011, a RedeTV! venceu a concorrência com uma proposta de R$ 1.548.000,00 por três temporadas. Uma proposta que seria bem superior ao que a Globo vinha pagando. Como narramos detalhadamente em nosso livro, por conta disso Ricardo Teixeira se mexeu nos bastidores para destruir o Clube dos 13, o que efetivamente conseguiu.

 

Em consequência, a Globo passou a negociar diretamente com os clubes. Teve de pagar mais do que pagava anteriormente, mas não correu o risco de perder os direitos.

 

Para quem despreza a RedeTV!, um lembrete: nos Estados Unidos, a Fox de Rupert Murdoch estabeleceu-se como rede nacional de TV, competindo com ABC, CBS e NBC, ao comprar por uma quantia estratosférica os direitos de transmissão do futebol americano.

 

Meu ponto: o esporte em geral — no Brasil, o futebol em particular — garante uma retorno econômico extraordinário a qualquer emissora.

 

Porém, aqui praticamos o capitalismo à brasileira: a Globo, campeã do discurso sobre o livre mercado, sufoca a competição nos bastidores.

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Na Argentina, o réu confesso J. Háwilla (de jaleco branco), o diretor da T
V Globo Marcelo Campos Pinto e o indiciado Ricardo Teixeira: bons tempos.

 

A pergunta que está na boca dos internautas: foi de graça?

 

Um deles, cujo nome decidimos manter no anonimato, nos escreveu:

 

Na Estrada do Mata Porcos, bairro de Correas, em Petrópolis, a família Marinho mantém um sítio desde a década de 1950. O local foi transformado em um condomínio de luxo que só é possível acessar depois de se identificar na portaria. Um lugar idílico de poucas e refinadas mansões.

 

Entre os vizinhos há nomes como Ricardo Teixeira, Kleber Leite e empreiteiros investigados pela Operação Lava-Jato que construíram estádios de futebol para a Copa do Mundo. Há também barões da Stock Car, sendo que um deles a filha, atriz global, namora um famoso jogador de futebol.

 

O mais interessante é que a família Marinho comprou algumas casas no local e as mantêm vazias, pois não gostam de vizinhos por perto. Será por medo dos vizinhos ou será por causa das testemunhas?

 

Aguinaldo Silva fez questão de fazer o homem de preto mergulhar em uma piscina de euros na novela Império, tendo como cenário a cidade de Petrópolis. Será que não foi uma forma velada de falar de uma empresa lá nas Ilhas Virgens Britânicas?

 

Nada como uma passada pelo registro de imóveis para mostrar porque uma empresa que paga menos tem o direito de transmitir partidas de futebol, ao invés de quem paga mais. Afinal, por que brigar com os vizinhos por tão pouca coisa?

 

Notem que o internauta quer saber por que uma empresa que paga menos tem o direito de transmitir partidas de futebol, ao invés de quem paga mais. No caso da ISL, que atropelou Palmer, já sabemos.

 

Mas e aqui? Que milagre brasileiro é este?

 

Não seria o caso do senador Romário convocar o ex-presidente do Clube dos 13 para depor na CPI da CBF?

 

PS do Viomundo: Dois dos autores do livro O Lado Sujo do Futebol, Leandro Cipoloni e Tony Chastinet, decidiram preparar um dossiê de documentos para encaminhar ao FBI. Vai que eles se interessam em traduzir a papelada do português!

 

 

Leia também:

Vitória histórica

Globo tenta dar golpe nas negociações do futebol: guerra à vista

 

 

Luiz Carlos Azenha é jornalista e dirige o site Viomundo, onde este texto foi originalmente publicado.

 

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