topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Nov   December 2016   Jan
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
25262728293031
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
Estados Unidos: em busca de qual excepcionalismo Imprimir E-mail
Escrito por Virgilio Arraes   
Segunda, 08 de Junho de 2015
Recomendar

 

 

Há sete décadas, a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim; com ele, encerrou-se de maneira definitiva o segundo sonho imperial da Alemanha de ditar o compasso da Europa no século 20, ao aspirar naquele último conflito abarcar uma vastidão territorial que atingiria tanto a França como a União Soviética.

 

Se fosse realizado o projeto germânico, ele teria sido um tomento geopolítico para a decadente Grã-Bretanha, mesmo presente em todo o mundo, e, em maior escala, para os Estados Unidos, ciosos da disseminação de um programa mundial em que se mesclava a defesa de democracia (república) e livre comércio, ou seja, o da divulgação do chamado excepcionalismo norte-americano.

 

Hoje, tais valores continuam a integrar o ideário da política externa estadunidense, não obstante a diferença da calibragem entre os dois pontos, uma vez que a economia, através do neoliberalismo, se firmou em patamar superior ao da política, relativo à democracia e direitos humanos, desde a derrocada soviética na virada dos 80 para os 90.

 

Com a campanha presidencial de 2016 em seus primeiros momentos, isto é, com a apresentação dos primeiros postulantes dos dois grandes partidos ao eleitorado, críticas ao presidente Barack Obama emergem quando se aborda se teria havido ou não a manutenção, por ele, do modo de ser americano – American way of life – interna e externamente.

 

Contundente, um dos dez aspirantes republicanos até o momento, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York entre 1994 e 2001, chegou a afirmar a um grupo de possíveis apoiadores que o titular da Casa Branca não teria apreço pelo país, em função da sua forma de governar.

 

Na condução da política externa, Barack Obama não teria se valido de todos os instrumentos de que dispunha para manter a primazia norte-americana, haja vista a dificuldade de lidar com os constantes distúrbios pós-primavera árabe no norte da África e Oriente Médio.

 

Destarte, ele não logrou êxito nem pela utilização da força, nem pela ênfase à abertura sociopolítica de países com os quais os Estados Unidos têm proximidade ou especial interesse, como no caso do Irã. Falho na via diplomática, o julgamento negativo à administração atingiria também Hillary Clinton, à frente do Departamento de Estado entre 2009 e 2013.

 

Incisivos, os adversários do presidente democrata mencionam seu menosprezo em levar a cabo os valores tradicionais da sociedade aos demais povos, em especial aos médio-orientais, bastante insatisfeitos com o legado dos antigos governos ditatoriais em seu cotidiano.

 

De maneira paradoxal, a maior parte daqueles governantes contou no passado recente com o apoio de Washington, mesmo velado, em decorrência da oposição comum ao comunismo. Extinta a bipolaridade, tornar-se-iam os ditadores dispensáveis, como ocorreria no Iraque.

 

Com o desmantelamento dos regimes autoritários no Leste da Europa, a retórica da liberdade reduzir-se-ia, até para não constranger o parceiro comercial mais almejado: a China. No 21, a prosperidade, via abertura econômica, ganharia maior presença no discurso, haja vista estar ao alcance de todos.

 

Até certa medida, seria a renovação da pregação do século passado, momento em que os democratas se dirigiam aos homens comuns, independentemente da etnia, religião, naturalidade etc. para comunicar-lhes que o desejo de ascensão social seria possível na América ou nos locais em que os valores norte-americanos fossem subscritos. Naquela altura, a oposição era ao comunismo; hoje, ao terrorismo.

 

No entanto, a crítica dos republicanos aos democratas esbarra no fato de que o neoliberalismo não proporcionou a melhora social às populações a ele aderentes, de sorte que o excepcionalismo continuará a ecoar nos discursos presidenciais, mas sem repercutir de fato no dia a dia dos povos ouvintes.

 

 

Virgílio Arraes é doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

Recomendar
Última atualização em Qui, 11 de Junho de 2015
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

Índios Munduruku: Tecendo a Resistência

Imagem

Documentário sobre as resistências indígenas às hidrelétricas do Tapajós
Leia mais...

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates