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Massacre de inocentes Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Eça   
Quarta, 13 de Maio de 2015
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Ações desumanas e criminosas foram praticadas contra civis pelo exército de Israel na última guerra de Gaza. É o que mostra relatório da ONG israelense Breaking The Silence (“Rompendo o Silêncio”), através de testemunhos de mais de 60 soldados e oficiais que lutaram na invasão da faixa.

 

E o mais grave é que os soldados de Israel não somente atacaram deliberadamente civis inocentes, como o fizeram obedecendo às “regras de conduta” definidas pelo comando do exército.

 

As tropas foram instruídas a considerar os habitantes de Gaza como “ameaças” e a não poupar munição. Qualquer pessoa numa área bombardeada pelo exército não seria tratada como civil.

 

A menos que portasse uma bandeira branca ou gritasse ”rendo-me”, seria vista como uma ameaça, pois os civis palestinos sabiam que não deveriam estar lá. Um dos soldados contou que recebeu a seguinte ordem: “Numa situação assim, todos estão envolvidos. Quem você ver por lá deve matar”.

 

Testemunho de um sargento de infantaria: “Depois de 48 horas sem se ouvir disparos... você percebe que a situação está sob controle. E aí começam minhas dúvidas porque as ordens formais de conduta – não sei se para todos os soldados – eram: qualquer um que ainda estiver no local só é bom se estiver morto”.

 

Parece uma nova versão da famosa frase do general Sherridan, “índio bom é índio morto”... Testemunho de outro sargento: “o comandante disse: nós não nos arriscamos. Nós não poupamos munição. Nós atiramos o máximo possível”.

 

Soldados foram instruídos a tratar como se fossem observadores do inimigo quaisquer indivíduos em janelas ou em outros locais altos. Deveriam ser alvejados sem que houvesse qualquer evidência de que pertencessem a algum grupo de milicianos hostis.

 

“Se ele parece ser um homem, então atire. Era simples: afinal você estava numa zona de combate filha da puta”, esclareceu um dos soldados.

 

“As regras de conduta eram muito simples”, conforme depôs um sargento de infantaria mecanizada. “Qualquer coisa dentro de Gaza é uma ameaça”.

 

Em consequência dessa permissiva doutrina, os tanques atiravam aleatoriamente em edifícios, sem saber se eram alvos militares legítimos ou se continham civis.

 

Segundo um oficial, “no momento em que você ‘criminalizava’ um prédio – o que acontecia mesmo apenas quando um terrorista entrava nele – era razão suficiente para destruí-lo totalmente”.

 

Conforme outro oficial: “as casas eram rotineiramente bombardeadas antes das tropas penetrarem... Diversos soldados me contaram que quando as abandonavam elas eram demolidas por tratores”.

 

Diante deste desprezo pela vida dos habitantes de Gaza, entende-se porque 70% dos mortos na guerra eram civis (1500 entre 2.200).

 

Philip Sands, especialista em leis humanitárias internacionais, comentou os testemunhos reportados pelo Breaking The Silence: “Talvez se dirá que eles (os testemunhos) são parciais e seletivos, mas certamente não podem ser ignorados ou postos de lado, pois vêm de indivíduos com experiência em primeira mão: o primado do Direito exige investigações e inquérito adequados”.

 

Diz a Convenção de Genebra, aprovada por países de todo o mundo, que os exércitos precisam tomar todas as precauções para evitar perdas humanas de civis.

 

O próprio código do exército de Israel vai na mesma direção: “Os soldados israelenses não usarão suas armas contra seres humanos que não são combatentes ou prisioneiros de guerra e farão tudo a seu alcance para evitar causar danos às suas vidas, corpos, dignidade e propriedades”.

 

De acordo com os testemunhos reportados pelo Breaking The Silence, nem a Convenção de Genebra nem os regulamentos militares israelenses foram respeitados pelo exército de Israel na invasão de Gaza.

Tudo foi feito para minimizar ao máximo os riscos dos soldados, ao preço da eliminação indiscriminada de civis palestinos inocentes.

 

Mesmo assim o general Benny Gantz, comandante do exército na invasão de Gaza, acha que não foi suficiente.

 

Recentemente, ele declarou que seria necessária uma eliminação ainda maior de civis palestinos na próxima guerra. Segundo Gantz, as táticas do Hamas requerem uma “mudança dramática” nas regras da guerra e Israel terá de atacar civis, pois o Hamas estaria provavelmente escondido entre eles.

 

São palavras terríveis, que não batem com a ideia de que o exército israelense seria o mais ético do mundo, coisa que Telavive vive afirmando.

 

Os advogados militares já informaram que investigarão cuidadosamente todas as acusações que se fizerem sobre o comportamento dos soldados em Gaza.

 

Mas não dá para confiar quando o próprio comandante do exército invasor diz que na próxima vez o massacre terá de ser pior.

 

Luiz Eça é jornalista.

Website: Olhar o Mundo.

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Última atualização em Segunda, 18 de Maio de 2015
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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