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Ontem: Golpe, Impeachment, Renúncia; hoje: Manipulação e Despolitização Imprimir E-mail
Escrito por Achille Lollo, de Roma (Itália) para o Correio da Cidadania   
Terça, 28 de Abril de 2015
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A conjuntura política do Brasil entrou em fibrilação após a limitada manifestação dos movimentos populares e a contundente resposta dos diferentes grupos da direita, novamente reunidos em um momento extremamente favorável às forças da oposição, em função da debilidade institucional do governo de Dilma Rousseff. Uma debilidade, é bom frisar, que não pode ser explicada apenas com o elenco dos erros políticos cometidos e tampouco pode ser justificada dizendo algo como: “a amplitude midiática de alguns escândalos atropelou o desempenho do governo, minimizando a imagem política da presidente Dilma”.

 

O “Desenvolvimentismo” e a falência de um projeto de poder


Infelizmente, o problema não reside na queda da imagem, nos erros políticos ou nas péssimas avaliações do planejamento econômico. Isso tudo é uma resultante complementar do verdadeiro problema, que é a falência de um projeto de poder: político, institucional, econômico e cultural, chamado “Desenvolvimentismo”, que acabou logo após sua solene implantação, em 2004.

 

Na realidade, o “Desenvolvimentismo” chegou ao seu fim já no meio da primeira legislatura de Lula, porque o grupo dirigente lulista pretendeu realizar um projeto de governança usando as mesmas armas políticas de Fernando Henrique Cardoso, isto é, a cooptação dos partidos de aluguel. Desta forma, não entenderam que, para sobreviver na democracia do mercado do século 21, para enfrentar os ataques do Império e de seus serventes europeus, para esquivar as chantagens dos conglomerados financeiros, para livrar-se das pressões das transnacionais, para impor uma conduta nacionalista à nova burguesia, era preciso muito mais que uma genérica “Carta aos Brasileiros”.

 

A construção de um possível acordo entre Estado, Capital, Movimentos e Elites não se realiza apenas com simples intenções ou com a esperança de um mútuo entendimento, visto que somos todos filhos de Deus, ainda por cima verde-amarelo!

 

O grupo dirigente que assessorou Lula no primeiro ano de governo havia conseguido tudo para poder governar de uma forma autônoma e independente. De fato, não podemos esquecer a aprovação popular de quase 72% e a extrema confiança que o povo trabalhador remetia no lulismo.

 

No seu contraponto havia o esmagamento eleitoral e emocional da direita conservadora e reacionária, o tácito respeito do grande empresariado, do momento que o governo lulista, de fato, garantia o “controle social”, sem repetir as aventuras populistas de João Goulart. Havia, também, o silêncio amargurado da “Grande Mídia”, que, além de ter sido derrotada, dependia cada vez mais dos anúncios do governo federal e das empresas públicas para sanear sua crise financeira.

 

Ao ser eleito, Luiz Inácio Lula da Silva havia atingido algo que, na América Latina, ninguém do campo da esquerda ou do centro-esquerda havia conseguido. Infelizmente, os lulistas não souberam impor ao mercado os elementos institucionais do novo projeto político chamado “Desenvolvimentismo”, do momento que o “Desenvolvimentismo” era, apenas, uma proposta de gerenciamento para alguns setores do Estado, e não um projeto inovador com seus elementos normativos e as novas equações institucionais que deveriam ser impostas para regulamentar o desenvolvimento socioeconômico em todos os estados e municípios da federação.

 

Uma falha que se deu não porque Lula, Dirceu, Palocci e companhia fossem um bando de incompetentes ou um conjunto de oportunistas que trocaram a camiseta petista para vestir o luxuoso terno do social-neoliberalismo. Quem, hoje, afirma isso, na realidade, desconhece os dramas da luta interna que dilacerou as tendências petistas, tentando, assim, desqualificar a grande função política que o PT teve no Brasil até 2002.

 

O “Desenvolvimentismo” Ad Hoc e o Lulismo


De fato, as “excelências” do lulismo eram dialeticamente contrárias à lógica da análise socioeconômica marxista. Ao mesmo tempo, sabiam que deviam formular algo de “muito diferente”, para controlar as reivindicações e a pressão do movimento popular. Algo que não fosse semelhante ao planejamento neoliberal de Fernando Henrique. Foi nesse âmbito que as “excelências” do lulismo acharam que o “Desenvolvimentismo” podia ser inventado Ad Hoc, realizando uma coletânea extemporânea de experiências realizadas por governos de direita e de centro-esquerda latino-americanos, com as quais poderiam resolver e enfrentar as diferentes situações do Brasil. Foi, então, nesse contexto que foram privilegiadas as ações em benefício do comércio internacional, do agronegócio, das grandes indústrias e dos bancos (nacionais e internacionais).

 

É por isso que o lulismo decidiu rejeitar a participação no ALCA de George W. Bush: para poder ter o máximo de autonomia política e, assim, construir relações internacionais próprias, promovendo as exportações da indústria brasileira na América Latina e no continente africano. Algo que, para alguns teóricos da esquerda marxista, foi interpretado como uma débil tentativa de transformar o Brasil em uma “potência imperialista regional”.

 

Os lulistas estavam convencidos de que, para se acomodarem nos cadeirões do Planalto, era suficiente satisfazer, com um certo gradualismo, o pedido desse ou de outro setor do empresariado e da sociedade. Por isso, transformaram o BNDES em um gigantesco “Banco de Mútuo Socorro” para empresários e banqueiros, sem se preocupar em: 1) impor um novo ciclo de desenvolvimento; 2) reformular a supremacia do poder público do Estado; 3) definir novas fórmulas para atirar os investimentos estrangeiros; 4) planejar a ampliação do setor público nos setores energéticos; 5) reestruturar as linhas estratégicas para a defesa da soberania; 6) reformular as relações internacionais; 7) dar vida a uma nova cidadania.

 

Durante oito anos Lula tentou, com muita boa vontade, demonstrar que seu governo era diferente. Porém, nunca conseguiu impor ao mercado o peso dessa diferença. Algo que não passou despercebido às excelências do mercado nacional e internacional e à nova burguesia metropolitana, que utilizaram o conforto monetário do “Desenvolvimentismo” para fortalecerem sua identidade política no Estado e, sobretudo, na sociedade, sem dar nada em troca ao governo petista.

 

Com um Estado estruturado por Fernando Henrique Cardoso nos moldes do neoliberalismo e com um governo que atuou desde o início como uma companhia de Resseguros para “qualificar os investimentos do empresariado brasileiro e das transnacionais”, é evidente que as questões sociais foram tratadas em termos de mero assistencialismo, e não como um projeto para redefinir uma nova cidadania. Consequentemente, a principal preocupação dos governos chefiados por Lula foi dar solução ao “dia-a-dia da política”, isto é, correr atrás dos problemas sublevados pela oposição, sem preocupar-se em ter um olhar para o futuro.

 

Foi em função disso que José Dirceu e outros “Bigs” do PT tiveram que rebaixar a própria identidade política, cometendo, inclusive, erros inaceitáveis ao negociar a governança com os piores calhordas da política brasileira. Por outro lado, não se deram conta de que tais operações “aparentemente confidenciais”, na realidade, permitiram às eminências pardas do mercado mapear as reais forças do governo, para depois juntar os elementos acusatórios juridicamente comprovados e entregar tudo ao Supremo - que, no dia 11 de abril de 2006, repassou à Procuradoria da República a lista dos réus e as acusações previamente elaboradas.

 

Uma artimanha que, para alguns, foi considerada um “golpe branco” para legitimar um impeachment e retirar Lula e o PT do Planalto. Na realidade, esta foi a primeira severa resposta que o mercado deu ao governo Lula e ao lulismo, com vista a obrigar esse governo a operar uma guinada política de 90 graus em direção aos objetivos institucionais, econômicos e financeiros que o mercado pretendia realizar naquela época.

 

Em termos políticos, o estrago que o Mensalão fez no PT, na tendência majoritária do lulismo (Articulação) e no movimento popular foi enorme. Podemos dizer que, com o Mensalão, o mercado conseguiu: 1) abalar a relação de confiança com os setores da classe média “progressista” e, sobretudo, quebrar o imaginário popular e operário, acusando as principais lideranças do lulismo de corrupção. Um contexto que permitiu à TV Globo e à Veja rebaixarem o PT e a CUT ao mesmo nível dos outros partidos; 2) recompor a oposição, criando nas grandes metrópoles novos equilíbrios políticos entre os grupos moderados e os conservadores. Assim, enquanto a direita mais reacionária fazia o trabalho de desinformação entre as camadas populares, a “Grande Mídia” legitimava o contexto com suas manipulações midiáticas.

 

Dilma Rousseff, o elemento outrora inovador do lulismo


Nessas condições e diante da nova conjuntura política, Lula e o PT tiveram de optar pela candidatura de Dilma Rousseff, por ser uma emérita desconhecida no PT, cujo curriculum político demonstrava uma prática de efetiva moderação política nas fileiras do PDT de Collares, além de ser bastante pragmática. Entretanto, Dilma ganhou a definitiva confiança do PT na sucessão de Lula, por ser uma mulher que apresentava um heroico passado de luta contra a ditadura. Um fator que, para o marketing eleitoral, era de extrema importância, não só para reacender a simpatia popular para com o PT, mas, sobretudo, permitir à classe média e aos trabalhadores acreditarem novamente na carroça do Desenvolvimentismo.

 

Na realidade, Dilma Rousseff não foi um erro político de Lula, mas, sim, o elemento inovador, com o qual o lulismo tentou fazer renascer o “Desenvolvimentismo”, do momento que esse projeto, mesmo se abortado em termos econômicos e sociais, era, também, o único que garantia ao PT permanecer no Planalto.

 

As prerrogativas e os elementos programáticos da “democracia do mercado


Em 2014, os objetivos estratégicos centrais das excelências do mercado (brasileiras e estrangeiras) eram os mesmos que os de 2003. Em suma, o mercado queria de Dilma o mesmo que pediu a Lula, isto é: 1) um governo disposto e capacitado a garantir o controle social e também preparado para defender a “ordem” na cidade e no campo; 2) o gradual avanço do projeto neoliberal (privatizações e financiamentos para o setor privado), sobretudo nos setores energético e do agronegócio; 3) aumentar a potencialidade econômica do Brasil sem entrar em choque com as linhas programáticas da geoestratégia dos EUA e sem alterar a capacidade militar adquirida pelo Brasil no continente latino-americano.

 

Diante disso, é imperativo perguntar: afinal, por qual motivo as “excelências do mercado”, em 2015, deveriam estar interessadas em uma mudança excepcional nas instituições do Brasil, encomendando um Golpe de Estado aos militares, como foi em 64, ou apoiando o impeachment, ou obtendo a renúncia da Dilma através da manipulação de alguns erros pessoais da presidente, bem trabalhados pelas “antenas” dos serviços secretos e, depois, divulgados na mídia?

 

A resposta está na longa introdução. Porém, é melhor especificar, do momento que vários expoentes da esquerda denunciaram uma possível tentativa de Golpe de Estado, outros se referiram à preparação de um impeachment, enquanto não podia faltar quem asseverava estar em andamento, por parte da Globo, vários procedimentos midiáticos para provocar a renúncia de Dilma.

 

Antes de tudo, é preciso dizer que o Brasil de hoje não é igual ao de 1964, quando houve um presidente (João Goulart) que, de fato, pretendia realizar reformas socioeconômicas que afetavam os interesses das transnacionais. Além disso, havia um movimento sindical e importantes setores do campesinato que realmente queriam radicalizar o enfrentamento com a direita, criando, assim, as aparências de um clima pré-insurrecional.

 

Atualmente, o Golpe de Estado é o último recurso que as “excelências” de Wall Street e da Casa Branca pensam em usar “em conjunto”. Isso acontece somente quando o surto revolucionário em um dado país pode, de fato, transformar-se em realidade. Por outro lado, hoje, um Golpe de Estado em um país como o Brasil, a oitava potência econômica do mundo, não se realiza como aconteceu em 1964, com o voluntarismo da quartelada, isto é: um comandante regional pega as armas, esperando que os restantes membros do Estado sejam solidários com ele, apoiando a aventura golpista.

 

Hoje, os chefes militares são solicitados a planejar e organizar a rebelião armada em nível nacional somente quando o “mercado” o decide e quando as grandes centrais de inteligência (CIA, NSA, M15, Sdece e Mossad) garantem que o golpe não vai provocar uma insurreição popular e o desmembramento das forças armadas. De fato, a dinâmica do fracassado Golpe de Estado contra Hugo Chávez virou um exemplo sine qua non para todas as centrais de inteligência.

 

Golpe de Estado, Renúncia e Impeachment não são necessários hoje


Tendo em conta as considerações políticas sobre a natureza dos quatro governos petistas, é correto afirmar que, hoje, no Brasil, o Golpe de Estado, o impeachment e a renúncia não são necessários, porque não existe uma conjuntura “pré-insurrecional”, ou de total descontrole institucional, que obriguem o mercado e o Império a tomar decisões excepcionais.

 

De fato, a política econômica do governo chefiado por Dilma Rousseff, por acaso, afeta os interesses dos conglomerados financeiros internacionais e brasileiros? Não!

 

Por acaso afeta os projetos e os negócios das transnacionais, das montadoras e da indústria nacional? Não!

 

Por acaso põe em discussão as atividades do agronegócio, dos fazendeiros e das empresas extrativas? Não!

 

Por acaso manifestou a ideia de não pagar mais a dívida externa? Não!

 

Por acaso tenciona nacionalizar empresas privadas, ou anular as privatizações realizadas no passado, ou taxar as grandes fortunas e vetar as transferências de lucros ao exterior? Não!

 

É preciso lembrar que, no governo de Dilma Rousseff, a pasta ministerial mais importante, a da Economia, foi entregue a um ministro que, além de sionista, é também um representante dos conglomerados financeiros (ex-Bradesco), perfeitamente alinhado à lógica ultraliberal dos “Chicago Boys”, quer dizer, é o representante das excelências de Wall Street e da Casa Branca!

 

Além disso, por qual motivo o governo “petista” de Dilma Rousseff deveria ser desestabilizado, se a mesma entregou o Ministério da Agricultura a Kátia Abreu, que é a representante do agronegócio e fiel escudeira dos fazendeiros? Até a palavra “reforma agrária” desapareceu do léxico presidencial!

 

E o golpe da TV Globo?


Se olhamos o que escrevem a Folha, o Estadão e o Globo, e depois escutamos as raivosas catilinárias dos locutores da TV Globo, da TV Bandeirantes e da TV Record, imediatamente nosso imaginário volta aos anos de 1964, ou de 1973 (o Chile de Allende). Mas, atenção, esse é o cenário que “eles” desejam que imaginemos vendo televisão em casa. Esse é o clima de insegurança que “eles” querem para o Brasil, acanalhando todos os dias o governo com os escândalos financeiros que os noticiários repetem em sequências com maior ou menor intensidade.

 

Essa é a cenografia midiática que “eles” realizam sistematicamente para achincalhar as lideranças do movimento popular, despolitizar a revolta dos trabalhadores. Essa é a técnica de fomentar um golpe midiático a cada mês, com o intento de fraquejar a resistência psicológica dos brasileiros que sonham com uma terceira vitória de Lula. Enfim, essa é a maneira para, sob pressão, o governo de Dilma caminhar cada vez mais em direção de posições de extrema moderação e com uma limitada visibilidade política.

 

Foi nesse âmbito que os profissionais da manipulação da TV Globo juntaram as declarações de algumas personalidades do Clube Militar do Rio de Janeiro, com as imagens dos grupos de direita que invocavam a intervenção dos militares, para criar nos telespectadores a sensação de que “no Brasil, o Golpe de Estado estaria pronto a eclodir, caso as massas o desejassem”.

 

Esse tipo de propaganda reacionária não é invenção dos grupinhos neofascistas. É, sim, parte de um projeto midiático parido pela democracia do mercado todas as vezes que um governo tem grandes dificuldades em garantir o “controle social”.

 

Por isso, cabe à “Grande Mídia” desarmar ideologicamente o movimento popular e os setores de esquerda mais legalistas que, diante das possíveis ameaças de desestabilização institucional, começam a justificar as alianças espúrias que a presidente realizou com setores conservadores para “evitar o pior”. Por outro lado, a volta das manifestações contra o governo, organizadas por grupos conservadores da classe média e das igrejas pentecostais, tenciona empurrar o governo Dilma cada vez mais aos braços dos representantes de mercado, em um mortífero abraço que, ideológica e politicamente, representa o fim do PT e, sobretudo, do lulismo. Portanto, o contraponto político contextual anula também as ótimas argumentações sobre o risco de um impeachment ou de uma renúncia.

 

Ninguém se atreve a promover uma batalha jurídica contra um presidente sem ter provas contundentes que podem, de fato, comprometê-lo. Por outro lado, nos últimos meses, a presidente Dilma introduziu algumas medidas autenticamente antipopulares para alcançar o equilíbrio do orçamento, tal como o FMI e o Banco Mundial desejavam. Assim, por que provocar um perigoso bloqueio da economia e do país para processar a presidente Dilma e seu governo, que estão fazendo tudo o que o FMI apontou? Por acaso o vice da Dilma, que eventualmente assumiria o cargo de presidente no caso do impeachment ou de renúncia, vai resolver os problemas do Brasil com um toque de mágica, ou vai renovar as medidas “de choque fiscal” do ministro Levy, assinadas pela presidente Dilma?

 

Concluindo: é correto afirmar que os golpes midiáticos da TV Globo, da Veja, da Folha, da TV Bandeirantes devem continuar com mais intensidade e mais violência verbal, com o intuito sangrar o lulismo, os petistas e o movimento popular até a data das próximas eleições. Se o PT, no lugar de investir nos calhordas da política, tivesse dado mais atenção em realizar um projeto de mídia unitário, investindo na publicação de um grande jornal nacional progressista, juntamente a uma televisão capaz de realizar o contraponto político, além de denunciar as manipulações escritas e televisionadas, certamente, hoje, não estaria discutindo se o golpe da TV Globo é midiático ou real.

 

Achille Lollo é jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na Itália, editor do programa TV “Quadrante Informativo” e colunista do "Correio da Cidadania

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Última atualização em Quarta, 13 de Maio de 2015
 

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