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No desespero, pouca esperança Imprimir E-mail
Escrito por Milton Temer   
Quarta, 25 de Fevereiro de 2015
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NeoPT no governo. PMDB no poder. É o que se revela diante da rendição total do Planalto ao único partido que garante apoio ao plano de austeridade que Joaquim Levy apresenta em nome de Dilma. E vem daí, talvez, a preocupação da cúpula tucana em se desvincular de qualquer perspectiva de impeachment da presidente. Porque a se concretizar tal manobra, quem assume é o seu vice, hoje incapaz de responder por qualquer iniciativa do PMDB que não passe pelo "aprovo" de Eduardo Cunha – que não tem currículo, mas manchas espalhadas de presença suspeita em inúmeros malfeitos.


Reparem na foto abaixo: quem recebe o informe de Levy e quem apenas escuta, calado, na cadeira ao lado. Difícil não se chocar com o simbolismo da vitória do que há de pior, por conta da derrota daquilo que traiu duas décadas de batalha permanente pela transformação social do país.

 

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Por isso, e apenas por isso, embora tenha acordo total com a essência da análise conjuntural, não me somo à frase inicial do artigo de Vladimir Safatle, na Folha de S. Paulo, que, citando Marx, vê se agigantando um espaço de esperança em meio à crise. Marx, em seu tempo, previa o fim do ciclo de poder monárquico absolutista, mas com a perspectiva de uma superação de curto prazo do capitalismo já em vigor.

 

Como lembrou Benjamin, bem mais tarde, não avaliava naquele quadro a força da resistência do regime ascendente. Não avaliava o peso da alienação de classe dos oprimidos, nem a facilidade de envolvimento desses oprimidos com possibilidade de ascensão social dentro desse regime.


No quadro brasileiro atual, a saída, por conta da falência do PT e seu transformismo em legenda esquizofrênica, que faz propaganda em seu programa de TV de um programa reformista, para, no mesmo discurso, pedir apoio incondicional ao governo que manobra de forma antagônica, não cabe a esperança.


Suicidando-se paulatinamente, na entrega sucessiva de espaços ao programa ideológico da classe dominante, temo que vemos contexto distinto da falência da ditadura, em seu momento de fundação heroica e simbólica. Não temos polaridade ideológica em termos planetários, nem o entusiasmo das massas pela perspectiva de progresso social com a vitória sobre o regime de força.

 

Pelo contrário, temos, na falência do PT, a simbologia de que "são todos iguais quando chegam ao poder". Corrupção, despolitização da política, fisiologismo, canalhice parlamentar e estelionato eleitoral. Está tudo aí depois de 12 anos de um governo dito popular e de esquerda.


Entregamos os pontos? Nem pensar. Vamos à luta, pois não há mal que sempre dure. Mas haja energia para saber que, mais do que nunca, é por nossos filhos mais jovens e nossos netos que estamos na rinha. E fazendo votos para que, como diz Mészaros na apresentação de seu último livro, diante da crescente hegemonia do mais predatório capitalismo, pelo menos cheguemos à barbárie, sem que nos vejamos antes submetidos à autodestruição da humanidade.


Luta que segue! Portanto, com os pés no chão. Com o otimismo da vontade, mas sem perder de vista o pessimismo da razão.

 

 

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Milton Temer é jornalista e foi deputado federal pelo PT.

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Última atualização em Qui, 26 de Fevereiro de 2015
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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