Água

 

 

Os tucanos e o governador Geraldo Alckmin são dissimulados, mas responsáveis pela falta de água em São Paulo.

 

Durante a eleição, o Picolé de chuchu escondeu o problema para ser eleito ainda no primeiro turno.

 

É a mais grave crise hídrica que a população de São Paulo enfrenta e a vida das pessoas, principalmente as dos bairros pobres, está virando um caos.

 

O governador tucano é responsável em São Paulo pela precariedade dos serviços públicos, como saneamento, transporte, saúde e educação. Criminoso pela forma como a sua Polícia Militar reprime com truculência as manifestações populares, matando pobres e negros da periferia.

 

Embora não tenha responsabilidade com a falta d’água em São Paulo, o governo social liberal de Dilma Rousseff, de petistas e aliados da direita, é responsável pelo caos no Brasil, pela exploração capitalista de novo tipo, particularmente porque a crise econômica internacional está chegando ao Brasil.

 

Mas não só. Tem muito gente que não entende que a falta d’água, os problemas da precariedade dos serviços de transporte, da saúde, educação, da agressão às mulheres, a homofobia e a matança de pobres negros nas periferias vão continuar e que não basta somente o discurso ético e democrático, por uma sociedade idealista nas cabeças dos que protestam pela avenida Paulista, como se fossem garças desfilando em passarelas da fama.

 

Também de pouco adianta se auto-intitular comunista, mas se sentir cansado na primeira refrega e se apresentar com cartões de visita, nos quais está escrito que, além de membro de Comitê Central de Partido Comunista, é doutor. Na nossa Bahia, trabalhadoras e trabalhadores dizem que “doutor” é pinico. Para onde vai a merda e outros dejetos humanos.

 

Ou entendemos que a luta de classes comanda a vida das pessoas, incluindo a de casais, pais e filhos, ou teremos de deixar de lado a bandeira da luta pelo socialismo, contra a exploração cada vez mais perversa do capitalismo.

 

Nunca teremos os direitos das mulheres, e outros mais, respeitados sem muita luta e sacrifício.

 

Só mesmo o PT chapa branca acredita que os facínoras torturadores de ontem capitularão apenas com o discurso de que as atrocidades que cometeram não respeitaram os direitos humanos.

 

Para não pedir água, precisamos de política revolucionária e dar exemplo de integridade revolucionária ao povo trabalhador. Foi assim no passado e será assim nos dias atuais. Estão aí os casos de Marx, Engels, Lenine, Trotsky, Rosa Luxemburgo, Mao Tse Tung, Jair Ferreira de Sá, Honestino Guimarães, Paulo Stuart Wright e tantos outros comunistas que dedicaram suas vidas à causa socialista.

 

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Otto Filgueiras é jornalista e está lançando o livro Revolucionários sem rosto: uma história da Ação Popular.

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