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Áudios - Arquivo

Edição 942 - Edição Prospectiva - 05/01/2015 a 11/01/2015
Arquivos do Correio
Segunda, 19 de Janeiro de 2015
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Clique aqui e veja como ficou a Edição Prospectiva 2015.

 

 

 

2015: nova ofensiva neoliberal

Valéria Nader e Gabriel Brito, da Redação

 

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O nosso entrevistado nesse início de 2015 é Ruda Ricci. Sobre o ministério do segundo mandato de Dilma, afirma que “dificilmente, os tucanos escolheriam um ministério tão conservador e monetarista”, o que traz perspectivas sombrias. O ocaso do petismo é vislumbrado pelo cientista político, em função de uma leva de dirigentes cada vez menos capacitados politicamente e que, em face da sempre aventada ‘correlação de forças’, caminham mais à direita a cada eleição que passa.

 


 

EDITORIAL

 

2015 - ano duro pela frente

 

2015 começa assombroso. À sensação de melancolia ao final de 2014, imposta por cenário econômico, ambiental e mundial em profunda degradação, juntam-se novos, desconcertantes e frustrantes fatos nesse início de ano. O que se promete de líquido e certo para o ano que se inicia é somente um forte ajuste fiscal e monetário.

 


 

POLÍTICA

 

Preliminares do reatamento EUA-CUBA

Frei Betto

 

Foram muitos os trâmites entre Vaticano-Washington-Havana nos meses que precederam 17 de dezembro, quando Obama libertou os três cubanos que ainda estavam presos e anunciou uma política mais flexível nas relações com Cuba.

 


 

2015: diálogo e combate

Wladimir Pomar

 

Bem vistas as coisas, 2015 será um ano decisivo não só para o futuro da esquerda, do PT e do governo Dilma, mas também para o futuro do próprio país. Não é preciso grande clarividência para perceber o que estará em jogo.

 


 

O que nos promete o ano que se inicia?

Waldemar Rossi

 

Os indicadores apontam 2015 como mais um ano de dificuldades para os que vivem do trabalho. O que se espera é que cresça a compreensão de ser preciso sempre dar mais qualidade às ações de massa, a começar pela organização de base.

 


 

Corrupção, opinião pública e o apelo à mudança: possibilidade de uma Reforma Política?

Murilo Gaspardo

 

Observa-se que não há consenso, nem no Congresso, nem na sociedade, sobre modelo de reforma política. Além disso, a reforma política defendida pelos partidos majoritários, pela mídia e pela opinião pública “heterodirigida” é, no máximo, superficial e conservadora.

 


 

Tempos modernos

Claudionor Mendonça dos Santos

 

Cabe aos juristas a identificação dos transtornos que maculam a ordem jurídica e buscar a realidade histórica, buscando também as razões e fatores dos episódios criadores das recentes anomalias sociais.

 


 

Adeus às ilusões!

Maria Orlanda Pinassi

 

Os incautos que, no afã da campanha, acreditaram na esquerdização de Dilma, tiveram uma vitória de Pirro. Pois o fato se explica pelo caráter extraparlamentar do capital, que decide no âmbito privado e em causa própria.

 


 

Com Levy, volta a hegemonia do setor financeiro

Carlos Tautz

 

A escolha estratégica pelo ajuste financeiro é o que define o caráter rentista da administração Levy&Dilma. O que se reflete até na geopolítica global, a começar pelo empenho brasileiro na consolidação dos BRICS e do processo criação do banco de investimentos do bloco.

 


 

Ajuste Fiscal e Cortes no Seguro-Desemprego

Arland Tássio de Bruchard Costa

 

Na ânsia de cortar gastos, os setores conservadores começaram uma campanha midiática para criar a ideia de que a elevação dos gastos foi causada por fraudes no sistema. A presidenta Dilma embarcou nessa onda.

 


 

“Ajuste fiscal”, vitória da oligarquia financeira

Antonio Martins

 

Por que políticas fracassadas são vistas como tecnicamente indispensáveis? O próprio Belluzzo prossegue: o objetivo delas não é sanar problemas econômicos, mas atender “os interesses do mercado financeiro”.

 


 

Coral desafinado

Frei Betto

 

A foto de Dilma com seus 39 ministros, no dia da posse, mostra cara e não coração. E muito menos convicções. Em menos de uma semana de novo governo, as vozes ministeriais soam desafinadas.

 


 

A roubalheira na Petrobras

Otto Filgueiras

 

De pouco adianta dizer que o objetivo dos inimigos é privatizar de vez a Petrobras, sem reconhecer que há roubalheira, inclusive de expoentes do PT,  e que o partido está intensificando a desnacionalização do nosso petróleo.

 


 

SOCIAL

 

Cid Gomes no MEC: uma escolha coerente para aprofundar a contrarreforma da educação brasileira

Roberto Leher

 

A presidenta mostrou coerência com o seu projeto e com a sua aliança de classes. Contrariando expectativas pueris, optou por um ministro que já demonstrou que o seu modus operandi para enfrentar os docentes é rude e sabe enxugar o orçamento educacional.

 


 

INTERNACIONAL

 

Objetivos estratégicos dos EUA: avassalar a UE, quebrar a Rússia e a Venezuela, derrotar o fundamentalismo

Achille Lollo, de Roma para o Correio da Cidadania

 

 

Na Líbia, no Mali, na Nigéria, no Sudão, no Iêmen e na Somália serão cada vez mais dramáticas e infrutíferas as tentativas do Pentágono e da OTAN de derrotar, em 2015, os movimentos fundamentalistas islâmicos locais.

 


 

Guerra ou paz em 2015

Luiz Eça

 

As duas grandes crises internacionais estão próximas do seu desfecho em 2015. Nas questões do programa nuclear iraniano e da Palestina, tudo indica que haverá avanços extremamente significativos, talvez definitivos.

 


 

A caminho de uma Terceira Guerra Mundial?

Atílio Borón

 

É possível deter esta corrida louca, mas temos cada vez menos tempo. A história ensina que todas as transições geopolíticas globais – e estamos imersos em uma delas – foram acompanhadas por grandes guerras.

 


 

Crise interna e mundial

Adriano Benayon

 

Seja sob o atual governo,  manipulado para ceder mais, seja sob políticos mais intimamente vinculados ao império anglo-americano, como os do PSDB, trama-se a culminação do processo de desnacionalização e de destruição completa da soberania nacional.

 


 

2015: perspectivas norte-americanas

Virgilio Arraes


No momento, é possível especular que as negociações a partir da ótica de Washington não tenham tido Havana como único alvo, mas estender-se-iam a Caracas, debilitada pela incapacidade administrativa do bolivarianismo e pelo inexorável decréscimo dos preços do petróleo.

 


 

ECONOMIA

 

Crise hídrica? A Sabesp vai muito bem, obrigado!

Heitor Scalambrini Costa

 

Esta situação por que passa a população paulista e paulistana poderá se estender a outras regiões do país nos próximos anos, caso persistam a má gestão, o desperdício e a devastação de nossas florestas. É um alerta à questão da privatização dos nossos bens naturais.

 


 

Perspectivas da economia brasileira para 2015

Guilherme C. Delgado

 

Dilma precisa ter um Plano B, porque o Plano A do ministro Levy contém todas as contradições com o PAC, com a política social de Estado e com a ideia-força de colocar limites à avidez de rendas garantidas ao sistema financeiro.

 


 

2015

Paulo Passarinho

 

A tradição de um acordo por cima, buscando minimizar prejuízos e consequências aos poderosos interesses envolvidos, desta feita poderá não se concretizar.

 


 

2015: de volta ao passado

Jurandyr O. Negrão

 

O tímido experimento desenvolvimentista do final do período Lula e, sobretudo, do primeiro mandato de Dilma sofreu um revés claro, sinalizando que doravante políticas mais convencionais e menos ambiciosas deverão preponderar.

 


 

Governo ataca direitos dos trabalhadores, aposentados e pensionistas para privilegiar juros da dívida

Boletim Extraordinário da Auditoria Cidadã da Dívida

 

Antes de qualquer corte de direitos de trabalhadores e aposentados, é preciso investigar o verdadeiro privilégio deste país: a questionável dívida pública. Os rentistas da dívida pública que devem ficar com 47% do orçamento de 2015.

 


 

MEIO AMBIENTE

 

2015: como será o mundo de Alice?

Rogério Grassetto Teixeira da Cunha

 

As previsões de curto prazo ficaram por demais óbvias na área ambiental, por serem repetitivas. Assim, irei restringir-me a dois temas, um local e outro global: a crise da água em São Paulo e os acordos climáticos.

 


 

CULTURA E ESPORTE

 

Após a bonança, a tempestade

Gabriel Brito

 

Se é verdadeira a tese de que o país apodrece em todas as frentes institucionais, enquanto todos os caminhos são abertos para as inexoráveis rapinas do mercado, o esporte é só mais uma vítima da eterna promessa brasileira.

 


 

Fantasia, esquecimento e memória

Cassiano Terra Rodrigues

 

Ao invés de apresentar algo como o protagonismo de ações coletivas e populares contra o racismo e a escravidão, Django Livre reafirma o mito do herói individual (assim como o último filme de Spielberg, Lincoln), numa clássica operação que já foi descrita como “política do silenciamento”.

 


 

Um futebol sem torcedores

Leonardo Soares

 

Os dirigentes argumentam que se trata de um movimento inexorável de mercantilização do esporte e que, nesse “novo ambiente”, mais moderno e clean, os clubes têm que priorizar o mercado em detrimento das pessoas.

 


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Última atualização em Quarta, 21 de Janeiro de 2015
 

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