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50 anos de embuste Imprimir E-mail
Escrito por Otto Filgueiras   
Segunda, 12 de Janeiro de 2015
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Na telinha, a rede Globo de Televisão está anunciando que em 2015 faz 50 anos e prometendo exibir sucessos do passado. Ainda bem que não vai reprisar a novela Tieta, quando padronizou grosseiramente a pronúncia dos baianos, não levando em conta que, em cada região da Bahia, se fala diferente.

 

Na sua propaganda de 50 anos, a Globo também não diz que apoiou a ditadura, que virou um império fraudando a história e na base do trambicagem desde 1965. No período pós-golpe de 1964, as Organizações Globo não existiam e a propriedade dos Marinho era confinada a uma modesta emissora carioca e, ainda assim, se constituiu numa rede nacional, tomando de  assalto a TV Paulista, pois precisava de uma base em São Paulo.

 

Em 1964, a TV Globo não era mesmo nada. O que contava de fato era o jornal “O Globo”, radicalmente engajado em todas as conspirações, desde a volta de Getúlio, em 1950. Da mesma forma, “O Estado de S. Paulo”, na vanguarda do atraso desde os tempos do Império.

 

Os Marinho, no Rio, e os Mesquita, em São Paulo, fizeram parte do “núcleo duro” do golpe, arrecadando dinheiro, comprando armas, corrompendo militares hesitantes, fazendo listas de inimigos a serem presos ou “neutralizados”, articulando apoio externo para a quartelada. Enfim, com Assis Chateaubriand, e seus prepostos estaduais da cadeia Associados (como os de Minas, de Brasília e os do Nordeste), formaram a tríade midiática golpista.

 

Acrescente-se, não com o mesmo peso, os cariocas “Correio da Manhã”, o “Jornal do Brasil” e o paulistano “Folha de S. Paulo”, dos Frias, ainda insignificante, mas de grande valia após o AI-5, quando o endurecimento do regime constrangeu os Mesquitas e seus pruridos aristocráticos e abriu caminho para a falta de escrúpulos dos adventícios e dos arrivistas (uso de carros de entrega de jornal para as operações do DOPS e do DOI-CODI, transformação da “Folha da Tarde” em porta-voz da ultradireita).

 

Apenas relações muito próximas da repressão com as redações podem explicar a transformação delas em porta-vozes do acobertamento da tortura e dos assassinatos de militantes, noticiando nos “jornais nacionais”, nos “repórteres Esso”, nas manchetes e chamadas de capa dos jornais os tais “confrontos entre terroristas e a polícia”.

 

Não há quem não soubesse da farsa, mas lá estavam todas as noites os senhores Sérgio Chapelin e Cid Moreira, com vozes graves, anunciando a morte, em tiroteio, de mais um terrorista. O requinte de manchetear a morte de Eduardo Leite, o Bacuri, em tiroteio (que não existiu) com a polícia política, e mostrá-lo, agonizando sob torturas, com a manchete anunciando a sua morte, não é diferente de armar tiroteios no “Jornal Nacional” para encobrir o assassinato de dezenas de militantes sob tortura.

 

Otto filgueiras é jornalista e está lançando o livro Revolucionários sem rosto: uma história da Ação Popular.

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Última atualização em Sexta, 16 de Janeiro de 2015
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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