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OPEP diz que não barrará queda de preço do petróleo; entenda motivos da baixa Imprimir E-mail
Escrito por Patrícia Dichtchekenian   
Terça, 16 de Dezembro de 2014
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A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não vai interferir no preço do petróleo mesmo que atinja US$ 40 o barril e esperará ao menos três meses antes de considerar uma reunião de emergência do órgão, declarou nesta segunda-feira (15/12) o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al-Mazrouei, à Bloomberg. Após quase cinco anos de estabilidade, o preço do petróleo caiu mais de 40%, quando foi de US$ 115 por barril a um preço abaixo de US$ 70, em seis meses.

 

No fim de novembro, a OPEP, que controla quase 40% do mercado mundial, se reuniu em Viena para tentar chegar a um acordo a respeito das restrições de produção, mas a crise não foi resolvida e o petróleo continuou a cair. Em meio a um cenário de incertezas, países exportadores da commodity – como Rússia, Nigéria, Irã e Venezuela – foram duramente atingidos.

 

Mas por que o preço do petróleo permanece em queda?

 

Em geral, o preço do petróleo é parcialmente determinado pelas leis da oferta e da demanda, e – por outro lado – pela expectativa e especulação. No entanto, a demanda por energia também acaba sendo alterada a partir de fatores como atividade econômica, questões sazonais (necessidade de ar condicionado no verão e aquecimento no inverno), turbulências geopolíticas e, claro, decisões tomadas pelos membros da OPEP – que produziu muito mais do que o mercado internacional esperava em 2014.

 

No atual panorama de queda de quase 40% no preço do petróleo, observa-se que esses fatores foram alterados nos últimos meses. Em virtude da fraca atividade econômica, a demanda energética é baixa. Somado a isso, crises em países com significativa participação na produção de petróleo, como Líbia e Iraque, também afetam o cenário. No caso do Iraque, particularmente, estima-se que o Estado Islâmico tenha conseguido controlar importantes refinarias, obtendo o lucro de até US$ 2 milhões por dia ao grupo extremista com a venda no mercado negro.

 

Mas é preciso levar outras questões em consideração. Neste ano, os Estados Unidos se tornaram o principal produtor de petróleo no mundo. Embora não exporte petróleo bruto, hoje o país importa muito menos, o que gera muito mais estoque e desequilíbrio no mercado internacional.

 

Finalmente, o papel da Arábia Saudita neste contexto é fundamental para compreender a atual crise no petróleo: o país produz cerca de 10 milhões de barris por dia, um terço do total da OPEP, e pode tolerar baixos preços da commodity, já que o petróleo saudita apresenta o custo mais baixo mundial: de US$ 5 a US$ 6 o barril.

 

Com US$ 900 bilhões em reservas e forte influência nas reuniões da Opep, a Arábia Saudita optou por não sacrificar a própria quota de mercado para restaurar o preço. Eles poderiam reduzir fortemente a produção, mas os principais benefícios iriam para países que eles detestam, como Irã e Rússia, e é aí que entram as fissuras geopolíticas.

 

Teerã e Moscou são exemplos de governos dependentes de um alto preço no petróleo para pagar gastos com investimento bélico internacional custoso. No caso russo, ainda, as sanções ocidentais impostas em meio à crise na Ucrânia e a constante desvalorização do rublo em relação ao dólar apontam para um cenário ainda mais pessimista. Em manobra semelhante, a Nigéria teve que aumentar as taxas de juros e desvalorizar o naira. E como se comportaram os países latino-americanos nesse panorama?

 

América Latina

 

A Venezuela é dona das maiores reservas de energia do mundo e o petróleo é responsável por 95% das suas exportações. Como o país depende exclusivamente do “ouro negro” para garantir as exportações, uma queda nas cotações do petróleo pode ameaçar futuramente a economia – já frágil – da Venezuela. No início de outubro, Caracas chegou a pedir que a OPEP realizasse uma reunião de emergência para segurar a queda nos preços internacionais do petróleo, mas sua baixa influência no órgão favoreceu que seu pedido não fosse levado em conta.

 

Como resposta à decisão da OPEP de manter a produção de 30 milhões de barris diários, mesmo diante da queda internacional no preço do petróleo, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou no fim de novembro medidas de redução orçamentária e cortes nos gastos públicos, que incluem ainda a revisão salarial de altos funcionários governamentais.

 

Devido aos baixos preços de venda no mercado interno, a PDVSA (companhia estatal Petróleo de Venezuela) trabalha com perdas, já que a gasolina chega a ser vendida a um valor quase 30 vezes menor que o custo de produção. A Venezuela vende internamente um litro de gasolina de alta octanagem a 0,097 bolívares (equivalente a R$ 0,03). No Brasil, por exemplo, cobra-se, em média, R$ 2,90 por litro de gasolina (o que tende a aumentar).

 

Esse rombo é, em certa medida, semelhante ao que passa Petrobras atualmente. No caso do Brasil, tal queda no preço da commodity pode ser nociva à Petrobrás em longo prazo, e a exploração do petróleo passaria a atrapalhar os negócios da companhia se a queda for duradoura e se chegar a um preço inferior a US$ 45, segundo analistas. Por isso, é preciso considerar o panorama internacional e analisar consequências diretas e futuras do impacto do preço do barril em território nacional.

 

Além de Venezuela e Brasil, outro país latino-americano que vê a queda do preço da commodity com cautela é o México. Na quinta-feira (12/12), o governo mexicano anunciou a licitação de 14 blocos petroleiros no Golfo do México às empresas nacionais e estrangeiras, uma decisão inédita que abre a indústria ao capital privado após 76 anos de monopólio estatal. Em meio à instabilidade no mercado energético, a proposta foi elaborada com o intuito de ajudar o Estado Mexicano a não concentrar todos os riscos no setor.

 

Em coletiva de imprensa, o ministro da Energia, Pedro Joaquín Coldwell, ressaltou que a medida foi tomada "em um entorno de volatilidade dos preços do mercado internacional de petróleo, que obrigarão as empresas a serem mais seletivas quanto aos países e as áreas onde investirão".

 

Trata-se da primeira licitação pública de jazidas de petróleo no México para que companhias explorem sob o esquema de contratos de produção compartilhada por um período de 25 anos. Com essa chamada “reforma petrolífera”, Coldwell acredita que o México freará a queda de suas reservas de petróleo e gás e "poderá reincorporar com maior força e certeza ao mercado energético mundial".

 

Patrícia Dichtchekenian é jornalista.

Originalmente publicado em Ópera Mundi.

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