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Áudios - Arquivo

Edição 937 - 24/11/2014 a 30/11/2014
Arquivos do Correio
Sexta, 05 de Dezembro de 2014
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Ministério do mercado reitera vazio político de uma esquerda perdida e oportunista

Paulo Passarinho

 

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O manifesto Em Defesa do Programa Vitorioso nas Urnas tem todo o direito, a partir do papel que esses setores desempenharam na vitória de Dilma, de reivindicar e pressionar por mudanças políticas e econômicas. Entretanto, não pelos argumentos falaciosos apresentados. Somente aos que se deixam levar pela marquetagem oficial ou pela irracionalidade passional que tomou conta do país, especialmente no segundo turno, pode simplificar o embate político que vivemos dessa maneira.

 


 

Levy como piloto automático dos mercados: perguntas aos signatários do Manifesto “Em defesa do programa vitorioso nas urnas”

Luis Fernando Novoa Garzon

 

 

Tem razão Guilherme Boulos: Levy significa entronizar o fascismo dos mercados. Fazer poupança pública aumentando juros, cortando abonos salariais e seguro-desemprego e adotando metas rígidas de redução de gastos públicos, tudo para garantir liquidez do rentismo, é o quê, senão ditadura, totalitarismo, fascismo? A questão colocada para a tática é como iremos defender os limites do que ainda não foi privatizado, internacionalizado e financeirizado sem combater firmemente a política econômica do Governo Dilma II.

 


 

‘Infelizmente, segundo governo Dilma será bem mais conservador que o primeiro’

Gabriel Brito e Valéria Nader, da Redação

 

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O ano está acabando, mas, contrariando a tradição, o Brasil não vive clima de fim de expediente, após uma das temporadas mais agitadas da história recente. Ao passo que os escândalos na Petrobras continuam na ordem do dia, a formação da nova equipe ministerial de Dilma estica mais ainda o rastilho de pólvora. Além disso, a reorganização das esquerdas, das forças populares e a propalada reforma política têm sido assuntos constantes. Nessa primeira de uma série de entrevistas para fazer o balanço  do desempenho da esquerda nas eleições passadas, Mauro Iasi, candidato presidencial pelo PCB, também avaliou o governo Dilma e o ano de 2015.

 

 


 

POLÍTICA

 

Por que a luta pelo plebiscito pela Constituinte exclusiva para a reforma política é uma tática equivocada?

Valerio Arcary

 

A direção do PT já decidiu que quer ir ao baile do segundo mandato com Michel Temer, no samba canção de reconciliação com o grande capital. A campanha prioritária para uma esquerda que mereça ser socialista não deve partir daquilo que não é central para os trabalhadores.

 


 

Cotidiano

Otto Filgueiras

 

Pavor é que teremos no nosso cotidiano pela frente. Pavor igual à bela música de Chico Buarque de Holanda. Embora as direções de certos movimentos sociais combativos e da esquerda do PT tenham se deixado cooptar, suas bases estão se rebelando. Findou o tempo da política social-liberal, de agradar gregos e troianos, deixando o sobejo para o povo oprimido.

 


 

Fala PT!

Wladimir Pomar

 

Nos últimos anos, até procurando fica difícil descobrir o que o PT pensa, decide e age. Portanto, a nota de sua comissão executiva pode ser considerada boa. Mas não valerá de nada, ou terá pouco efeito, se os dirigentes do PT continuarem com medo de colocar sua boca em trombones e cornetas, e de falarem abertamente para os contingentes populares. Será apenas uma peça literária a ser colocado num museu. Para evitar que isso aconteça, em resumo, fala PT! Grita, berra, estrila, discute, para que todos ouçam e ajam!

 


 

Mapeamento do antipetismo: o PT entre o cínico e o obsoleto

Priscila Pedrosa Prisco

 

Lamentavelmente, o PT e sua militância estão obsoletos, afogaram-se num mar de prepotência e intolerância diante da alteridade. Toda crítica vem sendo tratada como discurso de ódio e, a seguir, achatada num bloco unitário e amorfo de “antipetismo”. O extremismo petista parte, então, para a solução mais simples: denunciar como fascista tudo o que lhe desagrada, enfatizando o discurso de polarização partidária, que é forma não só de destruir o inimigo, como também de dobrar as críticas.

 


 

Operação de guerra contra camponeses em Rondônia

Julio César de Castro

 

O genocida Estado burguês-latifundiário, mais uma vez, lança suas tropas contra famílias camponesas que habitam simples choupanas em meio à mata em Rondônia.

 


 

Um governo com os capitalistas

Fernando Silva

 

Se alguém tivesse entrado em coma logo após os resultados do 1º turno das eleições presidenciais e acordasse hoje seria capaz de perguntar:  então, foi o Aécio que ganhou as eleições? Os olhares tucanos devem estar um tanto perplexos com tamanho papo reto da presidente Dilma com o Grande Capital na montagem do novo governo. Talvez até indignados. Tudo indica que iremos às ruas para, não apenas pedir mais direitos, mas, em primeiro lugar, para defendê-los, pois o cenário de ajustes já está sendo desenhado.

 


 

Desafios aos governos progressistas

Frei Betto

 

O assistencialismo se restringe ao acesso a benefícios pessoais, sem que haja complementação com processos pedagógicos de formação e organização políticas. Criam-se, assim, redutos eleitorais, sem adesão a um projeto político alternativo ao capitalismo.

 


 

SOCIAL

 

Carta Aberta à VUNESP, Professores e Vestibulandos

Ex-alunos Unesp

 

O Correio publica carta de ex-alunos da Unesp, expressando sua indignação e críticas a questões que foram formuladas pelo último vestibular na universidade, que “ferem gravemente a legitimidade do vestibular que oferece acesso a esta universidade, bem como seu estatuto científico”.

 


 

INTERNANCIONAL

 

E as torturas da CIA?

Luiz Eça

 

O Comitê de Inteligência do Senado promoveu um estudo dos métodos de interrogatório usados pela CIA nos anos seguintes ao atentado contra as torres gêmeas. Depois de cinco anos de trabalho, o relatório finalmente ficou pronto. As investigações contaram com o melhor dos esforços da CIA para que não chegassem à parte alguma. Tanto barulho não era por nada. O relatório mostra que a CIA realmente praticou coisas do arco da velha. E de forma rotineira.

 


 

O relatório sobre a Escola Nacional Unificada há 40 anos: a batalha da educação na Unidade Popular

Jorge Magasich

 

No último artigo da série sobre o Chile de Allende, o autor relembra a história do plano nacional de educação que visava maior equidade de oportunidades e currículos similares em todas as instituições de ensino, o que exasperou a direita.

 


 

ECONOMIA

 

Dias decisivos

Paulo Metri

 

Esta direita golpista adotou a ideia de um golpe congressual, ao estilo Paraguai, que seria um golpe democrático, uma excrescência incompreensível. A mídia convencional, para não fugir à tradição, participa com mensagens subliminares deste plano para a derrubada da presidente eleita.

 


 

MEIO AMBIENTE

 

Para nunca esquecer de Belo Monte

Telma Monteiro

 

Estou resgatando essa história para que o leitor entenda como é o mecanismo de bastidores das grandes obras que favorece as empreiteiras. Belo Monte é um ótimo exemplo. Atualmente, é o maior "bolo" repartido entre as empreiteiras. Na Petrobras, as obras investigadas somam R$ 59 bilhões. É bom lembrar que só em Belo Monte os investimentos chegarão a R$ 32 bilhões.

 


 

O Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira: marcha forçada sobre os territórios

IHU On-line.

 

“O licenciamento do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira é um fio que nos leva até o processo decisório do capitalismo brasileiro, que se internacionaliza subalternamente, mas se internacionaliza”, frisa o sociólogo Luis Fernando Novoa Garzon, em sua entrevista à IHU On-line.

 


 

CULTURA E ESPORTE

 

Andres, aqui só tem burguês!

Gabriel Brito, da Redação

 

O torcedor que sempre carregou o clube nas costas e construiu toda sua mística começou a perceber que o palácio de mármore não lhe reservou um lugar. Que a família que os bons moços do mercado e da tevê defendem no estádio não é exatamente a dele. Esse público passivo por 85 minutos é tudo que eles, da turma da “modernização conservadora”, sonham. Entre contestar um tribunal ridículo, pelo direito de torcer como sempre se torceu, ou agredir torcedores que contrariam a ordem imposta por engravatados, ficam com a segunda posição.

 


 

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