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Assim caminha o controle da humanidade Imprimir E-mail
Escrito por Daniel Chutorianscy   
Sexta, 05 de Dezembro de 2014
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Nos tempos primitivos, a solução contra os inimigos era a morte. Mais tarde, a escravidão apresentou um melhor resultado. Não matar, mas escravizar. Todas as culturas evoluíram com a mão de obra escrava. Em seguida, veio o feudalismo, com o trabalho forçado dos servos para a nobreza. Etapa seguinte: o capitalismo, com a sua “mais-valia”. A burguesia retira o comando da nobreza na exploração do homem pelo homem, semelhante aos modelos anteriores.

 

Todo esse processo histórico gerou muito sofrimento, sangue, muito sangue, derramado em conquistas territoriais, materiais, culturais, religiosas. Não faltaram armas letais, prisões, torturas, disputas religiosas, guerras, infinitas guerras.

 

Não faltaram injustiças, exploração, mentiras, dor, muita dor, riquezas tomadas, riquezas roubadas. Não faltou corrupção, ausência de direitos, de justiça, de ética e de caráter. Sangue, muito sangue.

 

Assim caminha o controle, pelas elites, da humanidade, da qual elas compõem uma fração ínfima da população, e que colocam em risco essa mesma humanidade. Suas principais armas modernas e poderosas são:

 

Legislação: seletiva, a favor dos “poderosos”.

 

Mídia: com todos os meios de comunicação a favor dos “patrões”, obedece um comando obediente e egoísta sempre ao lado dos ditos “mais fortes”, cujo papel é infantilizar, desinformar, alienar, e não transformar.

 

Adição de drogas: cujo caráter é universalizar, viciar com o controle do “brilho” de uma relação no mundo do “faz de conta”, com drogas sintéticas ou não, os chamados “aditivos”.

 

Medicamentos: as prescrições são indicadas para uso adequado, e não para o uso abusivo e indiscriminado de medicamentos, com cada vez mais patologias derivadas. Quanto mais patologias, mais “remédios” são fabricados. Talvez, a maior forma de colonização seja a doença; o homem que se sente doente não tem forças para reagir, a doença o consome, ele só pensa na sua doença. É a chamada “indústria da doença”.

 

Angústia, depressão, mal estar, insônia, cansaço, irritação, os tradicionais “eu sou nervoso” ou “eu sou agressivo”, “não aguento mais” ou o cada vez mais presente déficit de atenção, hiperatividade, os problemas do aparelho digestivo de sempre. Há uma coleção de medicamentos para cada caso, associado à poderosa mídia, em uma escala industrial que está conseguindo fazer o homem perder sua dignidade, o seu pensar, a sua razão de ser, consumindo cada vez mais remédios para “compensar” a sua frustração e fracasso, que parecem ser de sua única responsabilidade, e não do modelo explorador. Remédios, remédios e mais remédios. Pois esse mesmo homem conquistou, através dos tempos, a arte de descobrir novos caminhos de libertação, questionando sempre o porquê.

 

O desejo das elites, cujo objeto é o lucro, é ver todo mundo utilizando remédios, remédios em uma escala universal para cristalizar a apatia, a alienação. Lucro com a exploração, lucro com a doença.

Alguns exemplos: talvez os mais vendidos medicamentos no planeta: a dupla RI-RI: Rivotril e Ritalina (o Brasil é o segundo maior consumidor mundial do segundo RI), ambos psicotrópicos. O primeiro para adultos, o segundo para adultos e, principalmente, para crianças. A sua prescrição é universal e abusiva.

 

O medicamento não faz pensar, amadurecer, não dá inteligência, dá um “alívio nos sintomas físicos” e tome cada vez mais remédios, para “esquecer” a dor da exploração, da degradação, da injustiça, da falta de comunicação, do “insucesso social”. Ah, me esqueci de mais um: o Omeprazol (usado para problemas gástricos) que, com seu uso abusivo, sequestra a absorção da vitamina B-12 (cianobalamina), efetiva no sistema nervoso central, causando cansaço e até demência.

 

E, se por acaso, isso não for suficiente, faz-se uso do perverso crime final contra a humanidade: a guerra - que destrói, sangra, enluta.

 

A Medicina (com “m” maiúsculo) avançou enormemente nos últimos cem anos. Avançou sempre com suas pesquisas, dúvidas, erros e acertos, sempre a favor da humanidade, nunca contra. Jamais foi a favor do lucro, da exploração, da alienação, da esquizofrenização, da lobotomia, dos agrotóxicos (o Brasil é o primeiro consumidor mundial). Nunca esteve ao lado dos grandes paraísos fiscais, nunca ao lado de uma monstruosa e crescente dívida externa e interna. Sempre esteve, sim, ao lado da humanidade, compartilhando a vida, nosso primeiro bem fundamental.

 

O nosso remédio real: Saúde e Educação. A nossa mídia é a Liberdade. A nossa adição é por Justiça Social.

 

Assim esperamos que caminhe a humanidade, evoluindo para uma etapa em que a Igualdade, a Generosidade e a Fraternidade sejam as grandes conquistas.

 

 

Daniel Chutorianscy é médico psiquiatra.

E-mail: trenzinhocaipira(0)vnet.com.br


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Última atualização em Sexta, 05 de Dezembro de 2014
 

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