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Escrito por Otto Filgueiras   
Segunda, 17 de Novembro de 2014
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Os governos Dilma/Lula bem que plantaram. Agora estão colhendo.

 

Mas não como na música de Chico Buarque: Eu semeio o vento na minha cidade. Vou para a rua e bebo a tempestade.


É golpe, sim.

 

Como toda tentativa de golpe de direita, esse também tem em parte conteúdo fascista, no sentido da truculência. É golpe de novo tipo e que procura se desvincular do fascismo.

 

Mas o PSDB, que dirige a iniciativa, explorando os casos de corrupção na Petrobrás por meio de denúncias da mídia controlada pelos golpistas Mesquitas, Frias e Marinhos, faz jogo perigoso -  se não conseguir manipular os fascistas que querem a volta da ditadura militar, a pode situação fugir do controle.

 

É difícil, mas não impossível uma aventura dos facínoras de direita e os militares, por breve período, voltarem ao poder. E com a base social da classe média reacionária, localizada principalmente em São Paulo.

 

Mas também tem gente do povo, partidário no passado recente dos governos Dilma/Lula, quando ainda dava certo a política social-liberal, e que se voltou contra os petistas.

 

A extrema-direita, a mídia comercial, incluindo a Rede Globo de Televisão, os tucanos mais à direita e outros querem o golpe e o impeachment da presidente Dilma.

 

Estão inconformados com a vitória dela, são conservadores e autoritários, defendem a homofobia (com restrições localizadas de parte da mídia), querem a manutenção da reacionária lei do aborto e atribuem todas as mazelas da crise capitalista aos governos petistas e de comunistas de logotipo.

 

Os tucanos e essa gente se comportam como se as privatizações, a corrupção e o “livre mercado” dos tempos dos governos neoliberais de FHC não tivessem existido.

 

Quanta hipocrisia. Mas não é um golpe patrocinado pelo império dos Estados Unidos e igual ao de 1964.

 

Até que seria mais fácil para a esquerda revolucionária lutar contra os invasores, como fez o bravo povo do Vietnã e derrotou o poderio dos EUA.

 

O fim da ditadura implicou também na transição conservadora de Ernesto Geisel e muita gente da “esquerda” alega ter “lutado por essa democracia”, que não puniu torturadores, fez uma Comissão Nacional da Verdade de faz de conta, se alia aos facínoras torturadores da ditadura, diz que a mídia comercial e o PSDB articulam o golpe.

 

Pode até ser verdade, também.

 

Mas ainda tem gente que defende o governo Dilma/Lula e a elevação da taxa de juros Selic pelo Banco Central como medida para evitar a investida da direita.

 

O limitado decreto da presidente sobre conselhos populares para a participação social foi derrubado pela Câmara Federal com apoio de deputados da sua base de aliada, em conluio com os tucanos.

 

A lei que regula os meios de comunicação também não será aprovada pelo conservador Congresso Nacional.

 

Parte importante dos que se deixaram cooptar pelo governo Dilma/Lula insiste que esse é um problema da contradição da dita “governabilidade”. Não há no horizonte saída de centro para a crise.

 

Dilma está numa encruzilhada. Pode fazer um governo de esquerda, deixar de cevar banqueiros e se convencer que findaram os tempos da política de agradar gregos e troianos. E adotar uma gestão pelo menos de centro-esquerda, com trombadas nos mais reacionários, tipo os Bolsonaros. Ou será acuada pela direita que apoia ou apoiava o seu governo social-liberal, e cessará a defesa do seu mandato pela esquerda do PT, CUT, comunistas de logotipo mais combativos e os movimentos sociais à esquerda.

 

O apoio ao governo pelos grandes grupos capitalistas nacionais e internacionais era providencial e fazia o governo federal manter as rédeas no povo.

 

Agora tudo depende da evolução da crise econômica, de o PIB voltar a crescer para além do voo de galinha.

 

Afinal, essa gente não se importa com a roubalheira (até a incentiva), com a violência urbana, a matança de pobres e negros nas periferias, com golpes e desestabilização de governos legalmente eleitos.

 

O único compromisso do capitalismo tupiniquim e internacional é com o lucro fácil à custa da exploração cada vez mais brutal de mulheres e homens trabalhadores.

 

O capitalismo é inviável, anárquico e ele mesmo provoca crises, sempre de superprodução, destrói os concorrentes, incentiva guerras, causa desemprego e mais violência.

 

Apesar disso, o seu o dia, dos facínoras antigos e novos, chegará, e o amanhã, talvez socialista, há de ser outro dia.

 

 

Otto Filgueiras é jornalista e está lançando o livro Revolucionários sem rosto: uma história da Ação Popular.


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Última atualização em Terça, 25 de Novembro de 2014
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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