topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Aug   September 2016   Oct
SMTWTFS
   1  2  3
  4  5  6  7  8  910
11121314151617
18192021222324
252627282930 
Julianna Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

AumentarDiminuirVoltar ao original
A fragilidade dos direitos humanos no Brasil Imprimir E-mail
Escrito por Roberto Malvezzi   
Sexta, 26 de Outubro de 2007
Recomendar

 

 

É visível a olho nu a fragilização dos direitos humanos no Brasil atual. O aumento do trabalho escravo e degradante nos canaviais, a investida do senado contra o Grupo Móvel, as declarações de autoridades do Rio a respeito do combate ao crime, o filme “Tropa de Elite”, o apoio ostensivo de veículos da mídia à violência policial, as declarações do presidente da República no Brasil – “não se trata bandidos com flores” - e na Espanha – “a situação dos canavieiros não é pior que a situação dos trabalhadores da mineração na Inglaterra, mas foi assim que a Europa chegou até aqui”- têm gerado um caldo de fatalidade diante da violação dos direitos e alimentado a velha lei do talião: “olho por olho, dente por dente”.

 

A pior das teses vem do governador do Rio, defendendo o aborto como forma de diminuir a violência. A tese não é nova, vem dos Estados Unidos, uma teoria segundo a qual a violência teria diminuído desde quando as mulheres pobres reivindicaram – e conseguiram - o direito ao aborto. Há um livro sobre o assunto. Portanto, se é de matar o pobre quando ele for adulto, que se mate ainda na barriga da mãe.

 

Para piorar, o incentivo do PAC ao crescimento de qualquer forma excitou o apetite do capital, que avança sobre as florestas, as águas, sem qualquer respeito pelos direitos das comunidades tradicionais, como quilombolas e índios, salvo raríssimas exceções.

 

A defesa dos direitos humanos não é a defesa do crime e da impunidade, como alega grande parte da direita, com claros laivos fascistas. É apenas a exigência que o criminoso seja punido dentro dos parâmetros legais. Também não é apenas uma questão tática em função de mudanças estruturais, como já vi da boca de gente da esquerda. A defesa dos direitos humanos é a última trincheira do ser humano, de sua dimensão irredutível e inviolável. Se perdermos essa dimensão, diante de qualquer ideologia, de qualquer forma de Estado, de qualquer religião, de qualquer política, abrimos as portas para toda aberração de seres humanos contra outros seres humanos.

 

Hoje há uma crítica de que a carta dos direitos humanos não é suficiente para entender a relação do todo, do ser humano com a natureza. Portanto, que ela já não ocuparia uma agenda central. É verdade, precisamos repensar “os direitos da natureza”, embora para muitos isso seja uma aberração. Mas, como diz Lovelock, se Gaia é um ser vivo, ela tem direito ao seu metabolismo, portanto, nem tudo está à disposição do ser humano na face da Terra. Entretanto, a exigência contemporânea de pensar o ser humano também na sua relação com o ambiente em nada nega a defesa dos direitos humanos, porque eles dizem respeito diretamente à relação entre Estado e cidadão. A carta magna dos direitos nasceu em 1948, exatamente diante do inominável realizado pelos nazistas para o povo judeu.

 

Hoje, no Brasil, já não temos ícones dos direitos como D. Paulo Evaristo Arns, D. Hélder Câmara, Reverendo James Wright ou Henri Söbel, para citarmos alguns. Alguns deles ainda estão entre nós, mas já não ocupam cargos de autoridade. Mas temos redes articuladas que fazem esse papel, não só no campo dos Direitos Civis, mas também dos Direitos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCAs).

 

É hora de prestarmos atenção ao “mundo cão” para o qual nos estão empurrando e reagirmos abertamente contra aqueles que estão fazendo essas concessões, para salvar um crescimento sem rumo e sem qualidade, ou para instaurar uma paz policialesca e repressiva, mesmo que seja a custo da violação dos direitos humanos e dos direitos das comunidades.

 

 

Roberto Malvezzi, o Gogó, é coordenador da CPT.

 

Para comentar este artigo, clique comente.

Recomendar
Última atualização em Sexta, 26 de Outubro de 2007
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates