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Qual governo, qual Dilma: a chantagem que permanece Imprimir E-mail
Escrito por Luis Fernando Novoa Garzon   
Terça, 28 de Outubro de 2014
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Em tempos de “dominância financeira”, “financeirização” ou de “predomínio do capital fictício”, e mais ainda em um país com suas finanças públicas engolfadas pelo mercado financeiro, eleições e mandatos são precificados, o que implica em delimitações, balizas e vetos. Em linguagem de prontidão, golpes sobre golpes contra qualquer pretensão de soberania popular ou nacional. Depois de tantas condicionalidades futuras, ameaças presentes e chantagens ditadas pelos mercados e pela grande mídia, qual Dilma elegemos? Qual Dilma tomará posse?

 

A Dilma que ajoelhou ao anunciar o afastamento do Ministro Mantega, mantendo “em aberto” o comando da política econômica, ou a Dilma que disse que não seria reeleita para pôr "o país de joelhos perante quem quer que seja"? A Dilma que prometeu "avançar em acordos de comércio e investimento com vários e diversos blocos econômicos sem preconceito" (1) ou a Dilma que, na última Cúpula do Mercosul, declarou ser inadmissível que a “ação de alguns poucos especuladores coloque em risco a estabilidade e o bem-estar de países inteiros” (2)?

 

Qual Dilma? A do início de 2013, que propunha taxas de retorno privadas congruentes com a proporção de financiamento público dos projetos de infraestrutura, ou aquela que, no último dia 30 de julho, defendeu, em um evento organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Regime Diferenciado de Contratação (RDC) – que vigorou nas obras da Copa - para “o aperfeiçoamento da participação privada nas concessões de infraestrutura”? Devemos considerar seu silêncio posterior, a respeito do tema, uma reiteração do que disse por último?

 

Diário de um golpe anunciado e que permanece


As cotações médias das ações e o volume de negócios realizado na maior Bolsa de Valores do país se expressam no Índice BOVESPA (IBOVESPA). Os vieses e as oscilações da Bolsa de Valores de São Paulo prestidigitam o futuro desejável para os investidores e também as consequências que a sociedade sofrerá, caso esses desejos sejam frustrados. No começo do ano, foi delineado um pacote de ações de estatais, bancos e conglomerados (chamado de “Kit eleições”) que, por serem ações mais suscetíveis a alterações na condução política do país, serviram como sinalizadores das “oscilações” que veremos a seguir.

 

Em julho de 2014, o tiro de largada no Brasil foi dado pelo Banco Santander que, nesse período, enviou um “extrato inteligente” aos correntistas brasileiros “categoria Select”, prevendo que: “Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir. O câmbio voltaria a se desvalorizar, juros longos retomariam a alta e o índice da Bovespa cairia revertendo parte das altas recentes.” Dias depois o Santander esclareceu em nota “que adota critérios exclusivamente técnicos em todas as análises econômicas, que ficam restritas à discussão de variáveis que possam afetar os investimentos dos correntistas, sem qualquer viés político ou partidário” (3).

 

O Banco, que lucra aqui muito mais que em sua matriz na Espanha, indiscretamente glosou logo no início da campanha eleitoral o que viria a ser a estratégia especulativa predominante no mercado financeiro no Brasil: a reeleição foi associada profeticamente a um cenário de “deterioração dos fundamentos macroeconômicos”, que aliás começa a se configurar já no anúncio da “previsão” baseada nos tais critérios “exclusivamente técnicos”. Para os mercados, são inesquecíveis os anos 90: máxima oferta de ativos privatizáveis, juros estratosféricos e a consequente incorporação canibalística de patrimônios empresariais e estatais, em assalto rápido ao setor público, aos bens comuns e aos direitos sociais. Não casualmente, mercado financeiro no Brasil, desde então, tornou-se um merecido sinônimo de rentismo, especulação, informação privilegiada, fraudes contábeis e lavagem de dinheiro.

 

No dia 7 de agosto, uma das primeiras pesquisas do IBOPE de intenção de voto para as eleições presidenciais fornecia um quadro inicial para que as apostas tivessem início. Dilma aparecia com 38% das intenções de voto, Aécio com 23% e Eduardo Campos com 9%, considerados aqui os candidatos da ordem, tidos como “viáveis”. O cenário era de um segundo turno não garantido e de dúvidas quanto à capacidade de crescimento de Aécio e Campos. A BOVESPA fechou esse dia com 56.416 pontos.

 

No dia 13 de agosto um acidente aéreo, até agora não esclarecido, ceifou a vida de Eduardo Campos e assessores que o acompanhavam. O PSB tinha acolhido Marina e sua Rede Sustentabilidade, depois de tentativa malograda de registro da agremiação. Como vice de Campos e com razoável cacife eleitoral amealhado em 2010, Marina foi entronizada, em meio a uma comoção midiatizada e amplificada por toda uma semana, entre o velório e o enterro do candidato do PSB. Ainda mais porosa que ele, Marina demonstrava possuir melhores atributos de imagem para desempenhar o papel de “anti-PT”. Acenando para todas as forças à direita de Dilma, Marina assumiu in totum o programa da “agenda perdida”, canonicamente neoliberal. O júbilo dos mercados se expressou nos dias seguintes na BOVESPA, como se pode observar no gráfico abaixo.

 

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Gráfico 1: Fonte: Valor, 2014

 

Notem que, a partir do dia 14 de agosto, a BOVESPA inicia uma escalada que corresponde, simultânea e cronometricamente, ao que se chamou de “onda Marina”.

 

No dia 18 de agosto, foi divulgada uma pesquisa do DATAFOLHA em que Marina Silva aparecia na segunda colocação, empatada tecnicamente com Aécio. A Bolsa manteve-se em alta, chegando a 57.097 pontos.

 

No dia 26 de agosto, foi divulgada nova pesquisa do IBOPE que “confirmava” a disparada de Marina. Dilma descia para o patamar de 34%, Marina chegava a 29% e Aécio recuava para 19% das intenções de voto. Na projeção do segundo turno, Marina foi colocada nove pontos à frente de Dilma. Ao final desse dia, a Bolsa deu mais um salto, batendo em 59.735 pontos.

 

Entre os dias 2 e 3 de setembro, divulgou-se uma pesquisa IBOPE que anunciava empate técnico de Marina com Dilma, na primeira posição. Euforia na BOVESPA: máxima pontuação este ano, com 61.915 pontos. Foi a crista da “onda Marina”. A partir daí, começou a (auto)desconstrução da candidata.

 

Nos dias 11 e 12 de setembro, nova pesquisa do IBOPE revelou a “quebra” da onda. Dilma recuperava a dianteira com 39%, enquanto Marina retornava para 31%. Ficou constatada a reação de Dilma e o declínio inapelável de Marina. Em sincronia, o índice BOVESPA caiu para 58.336 pontos.

 

Nos dias 15 e 16 de setembro, a BOVESPA fechou na casa dos 56 mil pontos: os investidores começam a retirar as fichas postas em Marina e as recolocaram em Aécio. Pesquisa do IBOPE: Dilma aparecia estabilizada na faixa de 36%, Marina foi a 30%, enquanto Aécio esboçava recuperação, subindo para 19%.

 

No dia 26 de setembro, a pesquisa do DATAFOLHA dobrou a vantagem de Dilma sobre Marina. Na simulação do segundo turno, a pesquisa indicava 10 pontos de vantagem de Dilma tanto sobre Marina quanto sobre Aécio. A BOVESPA seguiu despencando até 55.965 pontos.

 

No dia 29 de setembro, os analistas de mercado identificaram “forte risco de vitória de Dilma em primeiro turno”. Pesquisa do Instituto MDA/CNT mostrava Dilma em primeiro lugar com 10 a 15 pontos de vantagem. A BOVESPA sofreu forte ajuste, caindo 4,5 pontos. Teo Takar, em seu boletim na Rádio CBN, disse que “Caiu a ficha do mercado de que chances de reeleição de Dilma são bastante grandes” (4).

 

No dia 30 de setembro, a pesquisa do IBOPE confirmou a liderança folgada de Dilma e o “risco elevado” de desfecho no primeiro turno. A Bovespa preparou-se para o pior e fechou em 54.625 pontos.

 

No dia 2 de outubro, a pesquisa do IBOPE, com Dilma oscilando acima da casa dos 40% e Marina e Aécio em torno de 20% cada um, orientou a “correção” das apostas da e na Bolsa. Nesse dia, a BOVESPA bateu seu recorde negativo até aquele momento: 52.858 pontos.

 

No dia 3 de outubro, no último pregão da BOVESPA antes do primeiro turno, verificou-se pequena variação para 54.159 pontos. Os vazamentos seletivos da Operação “Lava-jato”, promovida pela Polícia Federal, prometiam afetar a trajetória ascendente de Dilma. Além disso, pesquisas internas de Aécio e trackings (sondagens corporativas) alardeavam o aumento de ritmo de crescimento do candidato.

 

No dia 6 de outubro, com os resultados do primeiro turno totalizados (Dilma 41,6%; Aécio, 33,5%, Marina 21,3%) e confirmado o segundo turno com a travessia do candidato preferido dos mercados, a Bolsa disparou, formando e expressando uma nova “onda”, como se pode observar no Gráfico 2 abaixo. A BOVESPA, em delírio, fechou o dia em 57.115 pontos, com alta de 4,72%, a maior nos últimos dois anos. Investidores espelharam assim os acordos e alianças pró-Aécio.

 

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Gráfico 2: Fonte: Valor, 2014

 

Nos dias 09 e 10 de outubro, pesquisas IBOPE e DATAFOLHA indicaram empate técnico entre Dilma e Aécio, contrariando expectativas dos mercados que davam a Aécio uma larga vantagem. A BOVESPA começava a digerir os dados e o pregão fechou no dia 10 em 57.266 pontos.

 

No dia 14 de outubro, após a declaração oficial de apoio de Marina a Aécio e pesquisas clones (em que o candidato aparecia 10 pontos à frente de Dilma), a BOVESPA avançou para 57.945 pontos.

 

No dia 15 de outubro, a BOVESPA prosseguiu em ligeira alta, com 58.012 pontos no aguardo da divulgação da pesquisa IBOPE nesta mesma noite. O que veio à tona foi um novo e “surpreendente” empate técnico, com movimentos inversos e simultâneos de queda de Aécio e subida de Dilma.

 

Nos dias 16 e 17 de outubro, a percepção dos analistas foi que Aécio atingira seu teto e que a “onda azul” esmorecia. A BOVESPA manteve a pontuação em queda passando de 56.123 para 54.298 pontos.

 

No dia 20 de outubro, a pesquisa DATAFOLHA confirmou a tendência de crescimento e vitória de Dilma, colocando-a em vantagem numérica, 52% contra 48% de Aécio.

 

Nos dias 21 e 22 de outubro, a BOVESPA precisou absorver o choque de realidade quanto às chances de eleição de Aécio. O IBOVESPA fechou em queda livre, chegando em 52.427 pontos. Cristiano Romero, editor-executivo do Jornal Valor, foi explícito a respeito em coluna publicada no dia 22 de outubro: “O que os mercados estão dizendo é que a vitória da presidente representa um risco para a economia. É provável que, reeleita, Dilma faça algum aceno, inclusive porque a situação tende a piorar até domingo e depois dele”. Ameaças feitas às claras e que se replicam. A Agência Standard&Poor’s (S&P) anunciou nesse mesmo dia que o grau de investimento conferido ao Brasil não estava “bem estabelecido”.

 

No dia 23 de outubro, a pesquisa do IBOPE assustou ainda mais os mercados, colocando Dilma seis pontos à frente de Aécio. O penúltimo pregão da BOVESPA atingiu novo fundo do poço em 50.934 pontos. Analistas e jornalistas batiam cabeça. Sílvia Rosa, jornalista do Valor, atribuiu a forte tensão do dia - com alta do dólar e queda acentuada do IBOVESPA - a “uma ampliação da vantagem da presidente em relação ao candidato Aécio Neves (PSDB), que foi confirmada pelas pesquisas divulgadas pelo Datafolha e Ibovespa (sic) no fim da tarde”. Foi tão intenso o intercâmbio de papeis entre Institutos de Pesquisa, as Bolsas e a grande mídia, que atos falhos ou certos se tornaram indistinguíveis. No fim desse dia, o jornalista Teo Takar, porta-voz dos mercados no Valor e na CBN, e vice-versa, disse: “cresce a percepção de que a presidente Dilma será reeleita [...]. Segunda-feira prevendo pregão agitado, mercado de câmbio muito nervoso a depender do resultado, seja pro céu ou pro inferno, isso na concepção dos mercados” (5).

 

No dia 24 de outubro, a revista VEJA estampou em sua capa a afirmação de que Dilma e Lula teriam acobertado desvios e irregularidades nas licitações da PETROBRAS. A edição foi posta em circulação de forma antecipada, antes do último debate entre os candidatos na TV Globo (na noite desse dia). A Pesquisa ISTOÉ/SENSUS também fez sua parte, projetando Aécio 9 pontos percentuais na dianteira. A BOVESPA se tornou então novamente palco de otimismo e chegou a pontuar em 53.145 pontos. Para os investidores, a “sorte” estava devidamente lançada. Nos seus últimos programas de TV e no debate na Globo, Aécio fez da edição da Veja seu cavalo de batalha.

 

No dia 25 de outubro, a pesquisa do IBOPE deu 6 pontos de vantagem a Dilma e a pesquisa DATAFOLHA, 4 pontos, dentro da margem de erro. Boatos e provocações da direita golpista se multiplicaram ao longo do dia.

 

No dia 26 de outubro, durante a apuração dos votos, gradativa conforme os três fusos horários vigentes no país, colunistas e editores da Globo e da VEJA  procuraram subliminarmente justificar a derrota de Aécio, já anunciada na pesquisa de boca de urna do IBOPE que só podia ser divulgada após as 20h do horário de Brasília. Assim mantiveram o suspense, "torcendo" para que aumentasse a abstenção no Nordeste e para que a apuração trouxesse alguma "surpresa". Antes das 21h, com cerca de 98% das urnas apuradas, confirmou-se a reeleição de Dilma, com uma diferença de 3,28% frente a Aécio.

 

No dia 27 de outubro, a BOVESPA desabou 6% e submergiu para baixo dos 50 mil pontos, como se vê no Gráfico 3. No meio da tarde, após sinalizações conciliadoras do Planalto, a Bolsa encontrou um “piso” e fechou em 50.503 pontos. O dólar diminuiu o ritmo de subida, mas continuou cotado acima de R$ 2,50.

 

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Gráfico 3: Fonte: Valor, 2014

 

Quem escolhe?


Ao apostarem todas suas fichas na vitória da “oposição”, os investidores, bancos e grande mídia delimitaram os horizontes considerados aceitáveis para os mercados nos próximos anos. Por isso, não hesitaram em vincular, desde o começo da campanha, o grau de “aversão ao risco” às chances de reeleição de Dilma, fazendo com que o fluxo de capitais no país se orientasse na ordem inversa de seu desempenho eleitoral. O país persiste assim submetido à chantagem da fuga de capitais, da especulação com o dólar e da retenção dos investimentos. Se não resta dúvida que Dilma não foi a “candidata dos banqueiros”, por que então transigir agora com seus ultimatos de arrocho fiscal e de “autonomização” da política macroeconômica?

 

Para reverter tais “tendências”, seria preciso seguir ordens dos - em tese - perdedores, ou seja, fazer o mesmo ou mais do que se esperava de Armínio e Aécio. Porta-vozes internos e externos do sistema financeiro exigem mais que a independência do Banco Central, querem também um Ministério da Fazenda previsível, asséptico, inacessível às “pressões políticas”. Nos próximos dias, a pressão será descomunal sobre Dilma, para que anuncie uma equipe econômica em consonância com os requisitos do programa formalmente derrotado.

 

Depois de eleita pelo voto majoritário das camadas populares, Dilma não pode repassar o comando da política econômica a seus algozes - muito menos internalizar o modus operandi dos capitais abutres. Qualquer reforma política será vã e ilusória se não rompermos com esse torniquete, se não formos capazes de colocar a política econômica e financeira no centro do debate público.

 

Notas:

(1) OESP, 30/07/2014.

(2) Portal Planalto, publicado em 29/07/2014

(3) Disponível em:  http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2014/07/25/sucesso-de-dilma-deteriora-economia-diz-santander-a-clientes-ricos/

(4) Disponível em: http://cbn.globoradio.globo.com/colunas/valor-economico-na-cbn/2014/09/29/CAI-A-FICHA-DO-MERCADO-DE-QUE-CHANCES-DE-REELEICAO-DE-DILMA-SAO-BASTANTE-GRANDES.htm

(5) Boletim CBN/Valor de 23 de outubro de 2014.

 

Luis Fernando Novoa Garzon é professor da Universidade Federal de Rondônia

E-mail: l.novoa(0)uol.com.br">l.novoa(0)uol.com.br

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Última atualização em Terça, 04 de Novembro de 2014
 

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