topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Email:
Para assinar o boletim de
notícias preencha o
formulário abaixo:
Nome:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Sep   October 2016   Nov
SMTWTFS
   1
  2  3  4  5  6  7  8
  9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031 
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

Solidariedade e privatizações Imprimir E-mail
Escrito por D. Demétrio Valentini   
Quarta, 24 de Outubro de 2007
Recomendar

 

 

Nesta semana a Cáritas Brasileira realizou sua Décima Sexta Assembléia Nacional. O local escolhido foi Belém do Pará, mais precisamente a cidade de Castanhal, na região metropolitana desse estado.

 

A escolha não foi aleatória. Houve a evidente intenção de vincular a Cáritas com a região amazônica. Como organismo de ação social da Igreja Católica, a Cáritas sempre procura estar em sintonia com as preocupações da própria Igreja. Neste momento estamos assistindo a uma emergência da Amazônia, dada sua importância no contexto das preocupações como o aquecimento global e outros sintomas do desequilíbrio ambiental que parecem se aproximar da irreversibilidade.

 

No contexto da Amazônia, era normal que estas preocupações fossem apresentadas com a urgência que demandam. Com os alertas sempre mais claros que a natureza emite, vai crescendo a convicção de que é necessário, enquanto é tempo, mudar de hábitos e sintonizar mais com a dinâmica da natureza, para que a vida em nosso planeta não fique inexoravelmente comprometida.

 

Mas não foram só estas as reflexões da assembléia, feitas para iluminar o programa da Cáritas para os próximos quatro anos. Outro ponto que mereceu atenção foi o crescente engajamento da Cáritas em parecerias com o Estado para a execução de programas governamentais de políticas públicos.

 

Não é o caso aqui de detalhar os termos dessas parcerias, que já são diversas, estabelecidas a nível governamental, de ordem federal, estadual e ou municipal. Uma conclusão já foi tirada pela Cáritas: ela está disposta a colaborar na implantação de políticas públicas, contanto que não perca sua identidade e nem se reduza a mera executora de programas governamentais.

 

Esta situação enseja o retorno a algumas ponderações que me parecem não só válidas, mas urgentes. Assim como é forçoso modificar nossa postura diante da natureza, pois as conseqüências comparecem com sempre maior evidência, também existem certos comportamentos econômicos e políticos emitentes de sinais de alerta, que custamos a aceitar, mas que também são percebidos como graves e urgentes.

 

Se não mudarmos nossa postura diante da natureza, aceleramos o passo em direção ao impasse planetário. Se não alteramos certos procedimentos políticos e econômicos, caminhamos rapidamente para impasses que podem se tornar irreversíveis.

 

Na análise da realidade, um dos dados que mais chamou a atenção foi o enorme volume de capital público que na América Latina, nos últimos anos, passou para as mãos de particulares. Isto já foi feito à surdina, sem que as decisões tivessem sido refletidas e debatidas publicamente, e colocadas sob decisão democrática. Em grande parte, a economia de nossos países já não é comandada pelo Estado, está nas mãos de empresas particulares, cujo único móvel a conduzir o seu processo é a obtenção do maior lucro possível.

 

Assim, se estabelece uma íntima correlação entre depredação da natureza com a exasperação do capitalismo. Neste cenário, está clara a crise ambiental. Falta perceber sua vinculação com o sistema econômico vigente hoje no mundo. Deixado à sua dinâmica, ele leva a um processo suicida, que precisa ser interrompido em tempo.

 

Se levada a sério, a crise ambiental pode se constituir na grande oportunidade de mudanças de rumo, que levem a um novo relacionamento da humanidade com a natureza que possibilita a sua existência.

 

Esta mudança de rumo precisa se nutrir primeiro de valores éticos, que sirvam de parâmetro imprescindível para a conduta humana. Esses valores precisam ser urgidos por um sistema político que recupere a capacidade de construir consensos democráticos dotados de força política para a sua implementação.

 

As privatizações, feitas com o objetivo de dinamizar uma economia conduzida pelo lucro, se tornaram uma armadilha para a aceleração da crise ambiental. O Estado precisa recuperar sua função de condutor do interesse público e de fiador do bem comum. A natureza vai agradecer.

 

 

D. Demétrio Valentini é bispo da Diocese de Jales (www.diocesedejales.org.br).

 

Para comentar este artigo, clique comente.

Recomendar
Última atualização em Sexta, 09 de Novembro de 2007
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.


Vídeos

A Ordem na Mídia

Eugênio Bucci: “precisamos de um marco regulatório democrático na comunicação”


Há uma falência nos modelos de negócios refletida nas relações trabalhistas, na concentração de propriedade, formação de monopólios e oligopólios e no aparelhamento por parte de igrejas e partidos. Entrevistamos Eugênio Bucci, jornalista e professor da ECA-USP, que afirmou a necessidade de um marco regulatório democrático para fortalecer a democracia no Brasil.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates