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Depois da poeira colorida nos olhos dos eleitores, virá o olho do furacão Imprimir E-mail
Escrito por Celso Lungaretti   
Quarta, 24 de Setembro de 2014
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Josias de Souza, experiente jornalista que tem seu blog hospedado no UOL, fez uma análise acurada sobre a eleição presidencial (vide íntegra aqui), cujos trechos principais eu reproduzo abaixo:

 

"À medida em que o PIB cai e a inflação sobe, os receituários econômicos dos candidatos vão se tornando mais aguados, seus discursos mais evasivos. Todos sabem o que terá de ser feito. Nesta segunda-feira, o ex-presidente do BC Armínio Fraga, guru econômico de Aécio Neves, disse que a economia brasileira foi acometida de infecção generalizada.


‘É uma septicemia, não é uma verruga que você precisa tirar. É grave mesmo’, disse Armínio. Com maior ou menor ênfase, a gravidade do quadro é admitida também atrás das cortinas nos comitês de Marina Silva e até no de Dilma Rousseff.


Considerando-se que ninguém combate septicemia com aspirina, vêm aí providências mais duras. Por exemplo: corte pesado de despesas, realinhamento dos preços da luz e da gasolina, reformulação do seguro-desemprego, reforma da Previdência e um imenso etecetera. Os presidenciáveis não falam sério com o eleitor porque a política virou apenas um ramo da publicidade.


Na semana passada, na sessão da CPI da Petrobras, o deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) suplicou ao delator Paulo Roberto Costa que confirmasse ou desmentisse a lista que corre o noticiário com os nomes dos supostos beneficiários de petropropinas —gente graúda do Executivo e do Legislativo, incluindo o número 3 e o número 4 da linha sucessória.


“O senhor sabe que, hoje, o nome que o senhor acusar está morto”, enfatizou Mabel. E o delator: “Me permito ficar calado”. Nem todo político é bandido. Mas o silêncio de Paulinho, como o delator costumava ser chamado por Lula, deixa todos os gatunos um pouco mais pardos, desafiando a falta de discernimento do eleitor.


Se a sucessão de 2014 fosse um parque de diversões, poder-se-ia dizer que começou no carrossel, encontra-se na montanha russa e vai terminar no trem-fantasma”.

 

Mandou bem, mas não disse nada de inusitado. Há meses venho alertando que, seja quem for o(a) vitorioso(a), o ano de 2015 será de tratamento de choque na economia, com grande possibilidade de os remédios amargos continuarem sendo ministrados em 2016.

 

Mesmo tendo detestado cada minuto que trabalhei em editorias de economia, aprendi o suficiente para saber que, segundo a ortodoxia capitalista, da qual nenhum dos três candidatos com chance de êxito mostra a mínima intenção de discrepar, a recessão é inevitável e a depressão, bem provável.

 

Isto já foi admitido inclusive pelo Guido Mantega, o ministro da Fazenda que derreteu após ter sido considerado rançoso pelos empresários. E até o Luís Nassif, apoiador de Dilma, reconhece que "no próximo ano, seja quem for o presidente eleito, haverá uma freada de arrumação na área econômica. A política econômica e suas vertentes monetária e cambial padecem de uma falta de rumo a toda prova... Não dá para continuar assim". Só discordo do eufemismo, a coisa se prenuncia mais como trombada...

 

Eu gostaria, claro, que Dilma ou Marina (Aécio, nem pensar!) ousassem trilhar outros caminhos. Mas, não existe sequer um nível de organização dos explorados suficiente para dar sustentação a uma ruptura, mesmo que parcial, com o receituário neoliberal.

 

É o que dá a esquerda palaciana ver os trabalhadores apenas como os votantes que garantirão sua perpetuação no poder; quando precisa de algo além disto, não encontra, porque deixou de fazer a lição de casa lá atrás (mesmo caso do PCB em 1964: confiou que as Forças Armadas (!) defenderiam a Constituição e, na hora do golpe, não contava com um dispositivo militar próprio para encetar a mínima resistência).

 

Também tenho batido na tecla de que a "política virou apenas um ramo da publicidade" – principalmente ao responder a comentaristas crédulos e obtusos, que caem na esparrela de quererem discutir a sério programas de governo que não são sérios. Se soubessem a forma como os políticos se referem a tais papeluchos na intimidade! Dou pistas: Mirafiori, Neve, Personal, Primavera, Scott, Sublime...

O de Marina Silva não cumpriu bem a função de apenas fazer afagos ao máximo de fatias do eleitorado, pois deixou brechas para contestações – a maioria, tendenciosas – dos adversários.

 

Dilma Rousseff não lançou até agora o seu porque ainda não decidiu a quem descontentará: se às centrais sindicais que querem a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário e a regulamentação da terceirização, ou aos grandes capitalistas, que não querem nada disso; se aos inconformados com a impunidade dos torturadores, que querem a revisão da Lei da Anistia, ou aos altos oficiais que blefam descaradamente, fingindo terem o apoio das tropas para viradas de mesa.

 

Aécio Neves, o candidato ideologicamente mais afinado com o grande capital (diferentemente de Dilma, que se submete ao poder econômico por interesse político e não por convicção), também não pode abrir o jogo, porque se revelar honestamente o tipo de política econômica que vai implementar, sua votação cairá para menos de 10%.

 

É patético que se faça tanta exegese do nada, atribuindo tamanha importância ao que não tem nenhuma: a peça publicitária imperfeita da Marina e as peças publicitárias que Dilma e Aécio continuam devendo, porque a indefinição lhes convém.

 

No final de outubro vão acabar os embustes e manipulações, com o vento soprando para longe a poeira colorida que a propaganda política espalhou. Ainda haverá, claro, a trégua natalina, mas em janeiro o povo começará a defrontar-se com a dura realidade. E ai vai ficar sabendo qual o preço a pagar pela escolha que fez.

 

 

Celso Lungaretti é jornalista.

Blog: Náufrago da Utopia.


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Última atualização em Qui, 25 de Setembro de 2014
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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