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Será a vez do Líbano? Imprimir E-mail
Escrito por Luiz Eça   
Segunda, 15 de Setembro de 2014
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Depois da invasão de Gaza, pela lógica, Israel deve dar um descanso às suas armas.

 

O recente conflito custou muito caro, em dinheiro, vidas e, talvez pior, em piora de sua imagem internacional.

 

É de se crer que Netanyahu vai levar algum tempo lambendo as feridas, enquanto no front diplomático seguirá pressionando contra a unificação Hamas-Fatah e um acordo da comunidade internacional com o Irã.

 

Outra iniciativa militar pode tardar, mas a história mostra que tem muita chance de acontecer. Nesse caso, é quase certo que a vítima da vez será o Líbano.

 

Em recente reportagem do Canal 2, de Israel, o coronel Dan Goldfus, comandante da 769ª Brigada de Infantaria, afirmou que uma guerra contra o Hizbollah era inevitável.

 

O Hizbollah é um partido político que faz parte do governo libanês, contando também com um setor militar.

 

Seus milicianos vivem no Líbano. Por isso, quem o ataca, ataca necessariamente o Líbano.

 

O coronel Goldfuss começou a falar sobre essa guerra de forma inquietante. Disse que seria “uma história completamente diferente” do conflito de Gaza. Muito mais feroz.

 

Para derrotar rapidamente o Hizbollah, apoiado pelo Irã, o coronel Goldfuss explica: “teremos de usar força considerável com o objetivo de atuar mais decisivamente, mais drasticamente”.

 

O Hizbollah é tido como um adversário poderoso. A reportagem do Canal 2 estima que ele dispõe de 100 mil foguetes – 10 vezes mais do que o Hamas – e cinco mil mísseis de longa distância, capazes de levar grandes ogivas com até mais de uma tonelada.

 

Ao contrário dos mísseis do Hamas, que não têm controle, os mísseis do Hizbollah são equipados com precisos sistemas de orientação, permitindo atingir alvos em todo o Israel.

 

O sistema de proteção anti-foguetes israelense não teria condições de defender o país contra esses mísseis. Daí a necessidade de o exército israelense atacar com o máximo de impacto para poder aniquilar o inimigo rapidamente.

 

Consequentemente, sempre segundo o coronel, Israel será obrigado a bombardear com o maior impacto bairros civis onde estariam as bases de lançamento de foguetes do Hizbollah.

 

O Canal 2 ainda informa que o exército de Israel está planejando e treinando forças, preparando-se para “uma guerra muito violenta” no sul do Líbano.

 

As ameaças vêm desde 2012, quando o premier Netanyahu preveniu Ban-Ki-Moon, secretário-geral da ONU, que numa futura guerra contra o Hizbollah seu exército bombardearia lares em cidades e vilas no Sul do Líbano, de onde o Hizbollah poderia lançar foguetes contra território israelense.

 

Em 5 de julho desse mesmo ano, em entrevista ao jornal Haaretz, o General de Brigada Hertzi Halevy, comandante da 91ª divisão do exército israelense, declarou que seu país possivelmente iria invadir o Líbano em breve.

 

Nesse caso, a retaliação israelense seria mais dura e mais violenta do que na última invasão do Líbano, em 2006.

 

Explicando-se melhor, disse o general: “O relatório Goldstone será suave em comparação com o que acontecerá aqui na próxima vez”.

 

O relatório Goldstone, sobre a investigação da invasão de Gaza em 2008, considerou o exército israelense culpado de crimes de guerra e contra os direitos humanos.

 

Na última invasão israelense do Líbano, em 2006, foram mortos cerca de 1.200 civis do país e destruídas casas e equipamentos de infraestrutura no valor de 3,5 bilhões de dólares.

 

Foi particularmente grave o uso pelo exército israelense de bombas de fósforo e de fragmentação. A lei internacional proíbe o uso de armas que causem severas queimaduras e uma morte lenta e dolorosa, exatamente o efeito das bombas de fósforo.

 

Por sua vez, as bombas de fragmentação explodem no ar, espalhando projéteis por uma vasta área.

 

“O que nós fizemos foi insano e monstruoso, nós cobrimos cidades inteiras com bombas de fragmentação”, foi o depoimento do chefe de uma unidade israelense na invasão do Líbano.

 

O exército israelense lançou cerca de 1.800 bombas de fragmentação, contendo cerca de 1,2 milhão de projéteis.

 

Segundo a ONU, 40% dessas bombas não explodiram, penetrando no solo e se tornando minas terrestres. Atualmente, ainda existem 500 mil delas no Líbano, fazendo vítimas oito anos depois de a guerra ter acabado.

 

Em 2 de fevereiro de 2014, o comandante da Força Aérea de Israel, major-general Amir Eshel, também reviveu o fantasma da guerra no Líbano.

 

Afirmou que o Hizbollah havia instalado bases de lançamentos de foguetes em “milhares” de casas nos bairros residenciais de Beirute e de cidades do vale de Beka e do sul libanês.

 

Para destruí-las, Israel lançaria bombardeios maciços, mesmo tendo de infligir pesadas baixas entre os moradores civis dessas áreas. Tudo isso é assustador.

 

Os otimistas dirão que não passa de wishful thinking dos militares, ou seja, eles estariam dando como reais coisas que eles gostariam que acontecesse.

 

Mas, considerando o apetite israelense por guerras, os moradores do sul do Líbano não devem estar dormindo muito tranquilos.

 

Leia mais:

‘O Hamas é o pretexto da vez para a limpeza étnica e expansão territorial iniciadas em 1948’

Demopolítica israelense e o genocídio de Gaza

Direito Internacional precisa enfrentar extraordinárias violações e injustiças na Palestina


Luiz Eça é jornalista.

Website: Olhar o Mundo.

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Última atualização em Qui, 18 de Setembro de 2014
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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