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Escrito por Otto Filgueiras   
Segunda, 15 de Setembro de 2014
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Não demorou muito tempo para que antigos estalinistas, com métodos fascistas, defensores do governo social-liberal de petistas chapas-branca e comunistas de logotipo, acusassem os que se recusam a votar em Dilma/Lula ora de “acadêmicos”, ora de “linha auxiliar da direita”.

 

Esquecem, deliberadamente, que o atual governo federal faz alianças com escroques iguais a Paulo Maluf e conta com apoio de Delfim Netto, representante importante da ditadura e mentor do “milagre” econômico.

 

Muitos são descarados e metidos a valentões. Mas apenas no escritório e na falsa escrita.

 

Colocam-se ao lado dos que atacam o Hamas e defendem o Estado genocida de Israel, se lambuzam com o bolsa-ditadura, expressão pejorativa cunhada por Elio Gaspari, jornalista usado por eles como fonte em seus livros.

 

Embora digam o contrário, não estão preocupados com a exploração dos trabalhadores pelo capitalismo: passeiam pra lá e pra cá em carros do ano e com motoristas. Estão desesperados porque dependem financeiramente do atual governo federal.

 

Têm todo o direito de ser do PT e fazer saudações petistas. Mas não podem fraudar a história. Alguns se dão bem com “negócios da China”.

 

Há tempos perderam a fibra e deixaram de lado o sonho revolucionário. Acusam, levianamente, e sem apresentar provas, um antigo dirigente da Ação Popular, e importante personagem da história e do livro da Ação Popular, de estar “vendido” aos tucanos e “sentado” no colo de José Serra.

 

Sabemos que, tão logo passem as eleições, eles vão se atracar de novo. Vão continuar acusando antigos companheiros de inimigos, dizendo a boca pequena que o assassinato do prefeito Toninho do PT, em Campinas, foi recado para os de cima e que os bandidos sequestradores e assassinos de Celso Daniel só pretendiam negociar, mas perderam o controle.

 

Nunca é demais lembrar que quem com porcos se mistura farelos come. Continuarão dizendo que, na queda do comitê Central do PCdoB, na Lapa, em 1976, pelo menos um não levou tapa. O acusado disse, na época, que assinou o depoimento sem os óculos. Não precisava, porque estava sob tortura e todos os presos aparecem nas fotografias policiais de caras amarrotadas de tanto levar porrada.

 

A baixaria está na Internet. Essa turma não tem integridade, oficio, é profissional da fraude, já detratou Plínio de Arruda Sampaio. E faz isso para defender um governo que seva banqueiros, administra contradições e crises para perpetuar a espoliação do capitalismo.

 

Em troca das sobras, do sobejo. Estão na “boa companhia” de José Sarney, Fernando Collor, da mídia comercial, incluindo Veja, rede Globo e outros mais.

 

Esquecem que Luiza Erundina e Marina Silva - defensora do capitalismo verde e abutre, que ocupou o lugar de Eduardo Campos na disputa presidencial, evangélica com discurso de freira e de ambientalista, mas coladinha no diabo do agronegócio - têm a mesma origem e falação para enganar trouxas.

 

São da mesma espécie. Não lembram mais o que falaram e escreveram.

 

Nunca fui do PT e não faço luta interna. Sou apenas um simples repórter, com olhar vermelho, e aprendendo lições.

 

Embora velho e avariado, arrisco dizer que a valentia de todos eles, juntos, pode ser igual, mas não maior do que a minha.

 

 

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Otto Filgueiras é jornalista e está lançando, pela editora Caio Prado Júnior, o livro Revolucionários sem rosto: uma história da Ação Popular.

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Última atualização em Quarta, 17 de Setembro de 2014
 

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