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A direita venceu, vamos lutar Imprimir E-mail
Escrito por Otto Filgueiras   
Terça, 02 de Setembro de 2014
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Acabaram-se os tempos da “democracia social” e do governo social-liberal de petistas chapa-branca e comunistas de logotipo. Mesmo se todas as organizações e partidos da esquerda revolucionária cometerem o equívoco de apoiar o atual governo federal no segundo turno, ainda assim Dilma/Lula seriam derrotados por Marina Silva, defensora do capitalismo verde, evangélica com discurso de freira e de ambientalista, mas coladinha no diabo do agronegócio.

 

Teremos tempos duros pela frente. Mais repressão contra os protestos populares, manutenção da reacionária lei do aborto, homofobia dos religiosos conservadores e volta à política neoliberal do tempo de FHC. Nada de punição aos torturadores da ditadura, o fim da Comissão Nacional da Verdade e continuidade dos assassinatos de pobres e negros nas periferias das cidades.

 

O governo petista e todos que o apoiaram levantaram uma pedra sobre a própria cabeça. Foram derrotados por eles mesmos. Ainda assim muita gente não aprende com os erros e insistirá nos equívocos. O chefe do coletivo da Papuda anda dizendo que “Marina é o Lula de saia”, faz discurso aparentemente de esquerda, mas esquece que foi ele um dos articuladores da Carta aos Brasileiros, que levou Lula ao governo federal em 2002. As direções de movimentos sociais, outrora combativos, os transformaram em meras ONGs, mas poderão voltar a ser aguerridos.

 

Não brigarei e não vou romper com amig@s se ainda assim pensarem em votar na Dilma no segundo turno. Mas agora direi apenas para não se iludirem e votarem nulo. É tudo farinha podre do mesmo saco. Como diz um amigo jornalista, essa gente discute “programas”, “plataformas” e “intenções” de quem disputa o poder estruturado para representar, antes de tudo, grandes interesses (interesses dos grandes).

 

Que “reforma tributária” acabará com o lucro acintoso da banca (em que só os dois maiores bancos lucram num trimestre o equivalente ao valor do Programa Bolsa Família por um ano)? Marina, Aécio e o PT chapa-branca recusarão o apoio das empreiteiras? Qual deles, se eleito, deixará de fazer bravatas decretando que os planos de saúde privados terão de atender em prazos mínimos e em espectro amplo de consultas, internações, tratamentos? Por que, em vez disso, não se acaba com a roubalheira e se faz o SUS funcionar no bom estilo da “livre concorrência” (tão ao gosto do que cantarolam), com esses planos cada vez mais norte-americanos, e no que o sistema de saúde norte-americano tem de pior? Quem seria tão idiota de pagar planos cada vez mais caros e piores em sua obrigação se tivesse médicos, laboratórios e hospitais públicos eficientes? Por que as indústrias automotiva, farmacêutica, de telefonia e até o varejo (Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart) têm aqui lucros sem par e muito superiores aos de suas matrizes?

 

E as Igrejas católica e evangélicas continuarão priorizando não só os bolsos, mas também a consciência (“almas”?) do povo incauto, sem emitir um mísero documento fiscal, isentas que são de contribuir. O alheamento da maior parte da mídia comercial continuará com pautas incontáveis e ainda assim os coleguinhas que ainda estão nas redações proclamam e se mostram imensamente felizes em assumir a ideologia dos de cima.

 

Das derrotas, amigas e amigos, podem aprender lições para futuras e ainda distantes vitórias de um mundo novo e muito mais humano, o socialismo. Mas terão de lutar.

 

 

Leia mais:

Luciana Genro: ‘não há mudança sem enfrentar e contrariar interesses’

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Otto Filgueiras é jornalista e está lançando o livro Revolucionários sem rosto: uma história da Ação Popular, em dois volumes: Primeiros Tempos e Bom Combate.


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Última atualização em Quarta, 03 de Setembro de 2014
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




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