topleft
topright
ISSN 1983-697X

Boletim Diário

Para assinar o boletim de notícias preencha o formulário abaixo:

Brasil nas Ruas

Confira os artigos sobre manifestações e movimentos sociais no Brasil.

Arquivo - Artigos

Áudios

Correio da Cidadania, rádio Central 3 e Revista Vaidapé fazem “debate autônomo” sobre as eleições  

Leia mais...

Resenha

As ruas: poemas e reflexões pedestres, de Mauro Iasi

Imagem

  Ano 2014, 198 págs, R$ 25,00As ruas: poemas e reflexões pedestres, de Mauro Iasi, Editora Instituto Caio Prado Jr.
Leia mais...
Image

Plinio de Arruda

MEMÓRIA

Confira os textos em homenagem a Plinio


Leia Mais

Plinio em Imagens



Confira a vida de Plínio


Charge


Imagem




Artigos por data

 Oct   November 2014   Dec
SMTWTFS
   1
  2  3  4  5  6  7  8
  9101112131415
16171819202122
23242526272829
30 
Julianna Walker Willis Technology

Links RSS

Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania Correio da Cidadania

Áudios - Arquivo

Globalização do século 21
Wladimir Pomar
Escrito por Wladimir Pomar   
Quarta, 05 de Março de 2008
Recomendar

 

A nova globalização capitalista parecia fadada a implantar o mundo pós-industrial, da informação e da pax americana, particularmente após a União Soviética sucumbir a seus defeitos. A industrialização estaria com os dias contados. Quem não ingressasse no mercado mundial dos serviços estaria condenado a afundar sob o peso do atraso. E quem não obedecesse aos centros financeiros globais não teria créditos para realizar o comércio internacional. O mercado seria comandado pela potência unipolar e pelas corporações transnacionais.

 

No entanto, o que ocorreu estava mais de acordo com as previsões de Karl Marx do que com os delírios neoliberais. Marx previra que a natureza da reprodução ampliada do capitalismo o levaria a expandir-se por todo o planeta. Antes de esgotar seu papel histórico, de elevar as forças produtivas a um estágio capaz de atender às necessidades de toda a sociedade humana, embora negando à maioria o acesso à riqueza produzida, o capitalismo ainda encontraria condições de desenvolver-se, expandir-se e reproduzir-se.

 

O capitalismo encontrou na fragmentação, segmentação ou re-alocação de suas plantas industriais, na especulação financeira, na re-utilização do trabalho escravo e no tráfico de drogas as principais condições para aumentar sua taxa média de lucro e expandir-se. Por outro lado, cada uma dessas condições trouxe embutidas algumas conseqüências aparentemente inesperadas.

 

A fragmentação, ao transferir setores industriais inteiros dos países desenvolvidos para as regiões periféricas, inverteu a relação que foi predominante durante a globalização imperialista dos séculos 19 e 20. Nesta, o capitalismo transferia elementos de seu modo de produção para países periféricos, mas estes não fabricavam produtos tecnologicamente avançados, nem os exportavam para os países desenvolvidos. Continuavam como exportadores de matérias primas e mercados importadores de produtos industriais.

 

Na globalização atual, vários países periféricos ingressaram na industrialização, combinando os métodos fordistas, tayloristas e toyotistas com os novos métodos científicos de processos e produtos. Tornaram-se as fábricas do mundo, exportadoras de bens de capital e de outros bens industriais para os países desenvolvidos.

 

Com isso, mesmo com a participação de capitais estrangeiros e corporações transnacionais, elevaram suas forças produtivas científicas e tecnológicas a novo nível.

 

Incorporaram mais de um bilhão de pessoas ao mercado mundial e recriaram a classe operária industrial em suas fronteiras nacionais. Deram nova musculatura a seus Estados, transferiram o centro dinâmico da economia mundial para a Ásia, aceleraram a multipolaridade mundial e já disputam a pauta da globalização. Convenhamos, não era bem isso que o capitalismo das grandes corporações desejava ou esperava, embora ainda haja quem pense que tudo isso faz parte da conspiração mundial capitalista.

 

Wladimir Pomar é escritor e analista político.

 

Recomendar
 

A publicação deste texto é livre, desde que citada a fonte e o endereço eletrônico da página do Correio da Cidadania




Para ajudar o Correio da Cidadania e a construção da mídia independente, você pode contribuir clicando abaixo.

Editorial

O Povo não é bobo!


Na manipulação da opinião e do voto público no último pleito, desempenhou um papel central a grande mídia. O objetivo central foi apear do poder Dilma e o PT, que não constituíam mais os agentes preferidos do capital. Por isso, a mídia chegou ao desplante de sugeri-los comprometidos com projeto político radical, anti-privatista, anti-mercado, nacionalizador. Tudo o contrário do que fizeram nos últimos doze anos.  

Leia mais...

Vídeos

Entre a cheia e o vazio

Imagem

A cheia histórica do rio Madeira em 2014 e seus nexos com as UHEs Santo Antônio e Jirau.  
Leia mais...

A Ordem na Mídia

A liberdade da empresa jornalística


O empastelamento do A Notícia, ou a reprodução do jornal tal qual o Diário Catarinense e o Jornal de Santa Catarina, perpetua uma situação em que alguns míseros grupos têm voz enquanto a maioria da população permanece sem a possibilidade de exercer sua liberdade de expressão no espaço público.
Leia mais...


Brasil_de_fato
Adital
Image
Image
Banner_observatorio
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image
Image

Diario Liberdade

Espaço Cult

Image
Image
Revista Forum
Joomla Templates by JoomlaShack Joomla Templates