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A Reforma Urbana democrático-popular, focada nos meios, nos instrumentos, pouco avançou no pensamento substantivo sobre a cidade, nos fins. Não há imagem, não há forma, não há narrativa para essa cidade almejada – não há projeto e utopia. Se a Reforma Urbana recusou o urbanismo moderno, sua forma e sua ideologia, que tem em Brasília sua expressão/contradição máxima – cidade para um novo país, construída pelos que não puderam nela morar –, por sua vez, abdicou da própria disciplina do urbanismo, enquanto capacidade projetual articuladora e antecipadora da cidade pensada. Negação que impediu antecipações mais claras do que se pretendia.