“Yes, we bang!”

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Em todo o mundo a eleição do Obama foi saudada com grande alegria. Ostentando um impecável curriculum de militância social nos bairros pobres de Chicago, e mais um discurso de mudança social, ele cativou o eleitorado com um slogan entusiasmante: "yes, we can".

 

Dois anos de exercício da presidência e o que restou desse entusiasmo?

 

Como as tevês de todo mundo mostram, o que ficou foi a figura contrafeita do mandante de um crime de morte, espremido no meio dos assassinos profissionais da CIA.

 

Tudo isto para ganhar onze pontos nas pesquisas de opinião pública.

 

De acordo com as declarações dos norte-americanos, Osama reagiu à voz de prisão e por isso foi morto, mas essa versão é contestada pela filha de Osama que declarou que seu pai não estava armado quando foi baleado.

 

A versão norte-americana choca-se com o fato de que o cadáver não foi mostrado em nenhum momento. Nessa versão, o cadáver foi atirado ao mar, obviamente sem consulta à família – direito natural que não foi respeitado.

 

Esse comportamento truculento justifica a suspeita de que a exibição do cadáver desmascararia a tese da reação armada, levantada sem provas apenas para justificar a execução.

 

Esse comportamento dos Estados Unidos não ofende apenas os muçulmanos. É uma afronta a todos nós, que vivemos em países militarmente fracos. Não se pode aceitar o fato de que a CIA ou o FBI, pouco importa, busquem pessoas para prender ou para matar sem autorização do sistema repressivo legal do país. O que a CIA fez no Paquistão ofende a todos nós, na medida em que deixa claro que nenhum país está isento dessa intervenção.

 

O episódio enodoa a administração norte-americana, o presidente Obama e, last but not least, o povo norte-americano ou, pelo menos parte dele – aquela parte que saiu à rua para comemorar o assassinato, dando um espetáculo constrangedor de vingança. Esses norte-americanos são adeptos do "Yes, we bang". Triste é ver que seu presidente entrou nessa.

 

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Comentários   

0 #1 Myriam Yasbeck Asfora 13-05-2011 09:24
Compartilho da opinião do articulista quando diz,entre outras coisas pertinentes,que qualquer país,pouco forte,militarmente,está sujeito ao tipo de truculencia do qual foi vitima Osama Bin Laden.A "vitória "de Obama,resume-se a somente dez pontos,na pesquisa eleitoreira?
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