Edição 995

  • Consumidor pagará subsídio a Belo Monte

    altFinalmente, depois de tanto desmentir, o governo federal admitiu uma verdade que lhe é incômoda: a hidrelétrica de Belo Monte, a quarta maior do mundo, que já está em fase final de construção para começar a produzir energia neste ano, não é viável economicamente.

  • Declaração conjunta dos prefeitos e do Papa

    altDiante das urgências representadas “pelas mudanças climáticas antropogênicas, a exclusão social e a pobreza extrema”, os prefeitos, em primeiro lugar, reconhecem a realidade.

  • Inundações sul-americanas: ecologia política do caos hídrico

    altAs recentes inundações nas bacias dos rios Paraná e Uruguai ganharam notoriedade por deixar milhares de famílias desabrigadas. Mas também mostraram as consequências de uma persistente deterioração ambiental, a incapacidade dos governos em coordenar suas políticas ambientais e hídricas e o avanço do desenvolvimentismo convencional.

     

  • A luta contra o aumento das passagens em São Paulo: muito além de trinta centavos

    altO prefeito em busca de sua reeleição considera que será tido como “menos pior” pelos que se enxergam como esquerda ou progressistas, em função do fechamento da Paulista aos domingos ou ciclovias. A postura conservadora ao tratar o MPL-SP lhe coloca na disputa pelos demais votos do eleitorado.

     

  • Lula se declara liberal

    alt"Sou liberal", disse ele, sem vacilação. Não se trata de surpresa, mas obviamente é um alívio. O cinismo moderno recebeu nova contribuição, mas o desconforto agora não é mais nosso, é assunto dos liberais.

  • Atual planejamento energético serve a quem?

    altNote-se que decisões energéticas, tomadas sem planejamento democrático socialmente comprometido, estão tão arraigadas na nossa visão de mundo que poucos reclamam delas e um número menor ainda ouve as reclamações. Um bom início de trabalho para os políticos se recuperarem perante a opinião pública é reescrever os objetivos da política nacional de energia, substituindo o artigo 1º da lei 9.478.

     

  • Palestinos vão à ONU por ação contra assentamentos

    altO que seria lícito esperar é, aplicando o Conselho de Segurança a Israel sanções semelhantes às que recentemente quase destruíram a economia do Irã, Netanyahu provavelmente amansaria. Talvez até topasse fazer concessões. O fato é que diplomatas palestinos já conseguiram a boa vontade da maioria dos países do Conselho de Segurança.

     

  • Alimentobrás: a nova e necessária reforma agrária

    altTemos de disputar os meios de produção do agronegócio. Estatizá-los e torná-los públicas. Não é tão “impossível”, como alguns podem achar, considerando que a maiorias das terras do agronegócio pertence ao Estado. Se não totalmente, o Estado deve começar por algumas empresas e montar outras.

  • Eleições presidenciais em Portugal: vitória de Marcelo, “filho de Deus e do Diabo”

    altCandidato apoiado pela mesma direita derrotada em outubro venceu com 52%. Na sua campanha defendeu uma política muito diferente da dos que lhe deram apoio: enquanto PSD e CDS acusam o atual governo do PS de não ter legitimidade, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu-o. Entenda mais este episódio do imbróglio político português.

     

  • A Lava Jato e a tese do quanto pior melhor

    altEm meio ao jogo sujo, está sendo decidido o futuro do país. A Petrobrás, com os impostos que paga, financia cerca de 80% das obras do PAC. Nesse momento, milhões de trabalhadores estão com seus empregos ameaçados. Vários estaleiros estão fechando as portas e empresas responsáveis por grandes obras parando seus serviços e demitindo.

  • Quem faz a nossa cabeça?

    altO próprio sistema tem este nome: capitalista. Eis o drama das instituições de formação da cidadania, como sindicatos, Igreja, família e escola. Elas querem formar cidadãos. O sistema quer formar consumistas.

  • Arábia Saudita: o paraíso dos decapitadores

    altA orgia de decapitações – 47 no total, incluindo a do respeitado clérigo xiita Nimr Raqr – foram dignas de ações do Estado Islâmico. Talvez se tratasse disto. Porque este extraordinário banho de sangue no reino sunita dos Al-Salud volta a sectarizar um conflito religioso que o EI tentou polarizar por todos os lados.

  • Interrogações de 2016

    altJá temos motivos mais do que suficientes para deixar de lado as intrigas políticas e partirmos para uma postura mais responsável e comprometida de todos, em especial e primeiro lugar dos responsáveis pela administração pública.

  • Anamorfose ou de frente ou de viés

    altVisto em qualquer perspectiva, de frente ou de viés, o que nós desejamos, ou melhor, queremos, sem anamorfismos: um país civilizado, justiça nas ações políticas, que nos livrem do colonialismo cultural, social, econômico, sem a ambivalência dessa visão dupla e paradoxal, e não uma ficção, um “me engana que eu gosto de desigualdades e privilégios”.

  • Projeto para o Anhangabaú não deve ser prioridade

    altQuem caminha por ali vê, sim, o Vale como lugar de encontro e permanência da população. O principal problema parece ser que o Anhangabaú permanece popular, apesar das reiteradas tentativas, da gestão e do mercado imobiliário, de gentrificar o centro.