Edição 977

  • Pecado original

    altA depender dos caminhos que nossa política está trilhando, teremos de nos adaptar a uma permanente penitência na forma de cortes de direitos, aumentos de impostos, entre outros. Ou então, se ainda estivermos dispostos a acreditar na tal democracia, podemos começar a por a nossa Constituição em prática, auditando a dívida.

  • Guatemala: renunciou um genocida, mas por corrupção

    altPrecisam que esse povo urbano (perguntem ao camponês organizado e saberão o que sente o povo ferido) se sinta protagonista, que celebre, se sinta digno, poderoso, honesto, que sinta que cumpriu com seu dever moral e vote feliz. Que esqueça que com seu voto escolheu algo igual ou pior que a escória corrupta de Otto Pérez Molina.

  • O papa e o aborto

    altO que me intriga nos antiabortistas sectários é o fato de não condenarem, com o mesmo rigor, o comércio de armas, a pena de morte e as guerras. E, no Brasil, alguns ainda torcem pela redução da maioridade penal.

  • Nova ruralidade e velha concentração

    altAs políticas sociais mudaram o panorama social no meio rural brasileiro. É preciso, no entanto, retomar o programa mais estruturante – o programa de reforma agrária – recuperando assentamentos, obtendo novas áreas e assentando novas famílias.

  • Rio Grande do Sul expõe faceta estadual do ajuste econômico

    alt“A marca do Sartori é do caos e da destruição. É um governo forte no sentido de atacar direitos. Penso que este governo vai destruir o estado”. Depois de uma longa greve dos servidores paranaenses, agora a tensão entre governo e população foi mais ao sul. É disso que falamos com a professora Rejane Oliveira.

  • Crise de que e contra quem?

    altO que há, como nas crises anteriores, é um freio de arrumação para que, ao preço da quebra de alguns, a hegemonia se concentre em alguns outros. A crise existe é para nós, da esquerda, que contávamos com desafios imensos numa eventual vitória do PT em 2002, e nos vimos atropelados pela traição deslavada de tudo o que em duas décadas foi dito e produzido como proposta alternativa.

  • Pauta positiva de curto prazo

    altVoltamos a sugerir que o governo pratique um cavalo-de-pau em seu desajuste e adote um programa ou uma pauta de curto prazo, enquanto conclama as forças populares e progressistas a elaborarem as diretrizes de um projeto de longo prazo.

  • E agora, José?

    altEu me preocupo com o xará do senador, José da Silva, o brasileiro comum. Em um exercício de abstração, gostaria de ver o José Serra congressista na Noruega, propondo ao povo que seu petróleo do Mar do Norte fosse explorado da mesma maneira que ele prega ao nosso Pré-Sal.

  • Quem vai chorar a morte de Semião Vilhalva?

    altQuase ao mesmo tempo em que o corpinho de Aylan era encontrado nas areias de uma praia da Turquia, Semião Vilhalva, de 24 anos de idade, líder dos guarani kaiowá em Mato Grosso do Sul, aqui no Brasil, levava uma bala na cabeça, quando tentava retirar de uma zona de conflito seu filho de cinco anos. Mas essa foto não saiu nos jornais.

  • Grito dos(as) Excluídos(as) 2015

    altO tema do Grito dos(as) Excluídos(as), que chegou à sua 21ª edição, foi: “vida em primeiro lugar”. O lema deste ano de 2015 foi: “que país é este, que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”

  • Europa colhe o que plantou

    altAs águas do Mediterrâneo sepultaram, de janeiro a agosto deste ano, 2.500 fugitivos da miséria e da violência, em busca de um pouco de pão e paz. Em 2014, 3.500.

  • Dia da pátria

    altRealizado pela primeira vez em 1995, O Grito dos Excluídos vem marcando presença na promoção de manifestações populares, dentro do seu claro objetivo de resgatar para a cidadania a celebração do Dia da Pátria.