Edição 964

  • Coincidências separadas por um ano

    altEm 12 de junho de 2014, começava a Copa do Mundo brasileira. Exatamente um ano depois, vemos inaugurada a Copa América do Chile. As coincidências estão longe de se resumirem ao calendário.

  • ‘Educação pública não pode seguir tolhida pela agenda do capital, dos governos e das igrejas’

    altNum ano tão marcado por fortíssimo avanço conservador em todas as frentes, uma notícia foi contra a maré: a eleição da Chapa 20, organizada pela esquerda anticapitalista, para a reitoria da UFRJ, que a partir de julho será exercida por Roberto Leher, professor da Faculdade de Educação.

  • A energia nuclear

    altGostaria de comentar carta sobre a questão nuclear, endereçada ao ministro Levy, publicada neste Correio. Divido as críticas em duas classes, sendo a primeira relativa à atratividade econômica da geração a partir da fonte nuclear, enquanto a segunda se refere à segurança.

  • Não à “constitucionalização” da corrupção

    altA “Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas” precisa se tornar, o quanto antes, a “Coalizão do Plebiscito da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político”.

  • Belluzzo: motor quebrou e Levy quer arrumar a lataria

    altPara o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, os ajustes fiscais do ministro Joaquim Levy erram na forma e no conteúdo. Na forma, porque não foram discutidos com as bases sociais. E no conteúdo, porque focam no desequilíbrio fiscal, quando a preocupação deveria ser investir na infraestrutura para puxar a aceleração da indústria.

  • Falsificação do SNI

    altO jornal A Tarde, da Bahia, publicou uma reportagem no último final de semana, em que um mestrando denunciou que o SNI, durante a ditadura, usou as Colunas do Leitor do jornal, através de laranjas. Não há novidade.

  • Financiamento empresarial: mola mestra da corrupção sistêmica

    altO formato atual de financiamento perpetua o status quo, estreita os vínculos entre o conservadorismo político e as grandes corporações que dominam a economia. Ao mesmo tempo, cria obstáculos intransponíveis para que novos valores e interesses sociais conquistem espaços.

  • Uruguai e acordos comerciais com a UE: acomodando o traseiro na poltrona “em duas velocidades”

    altO capitalismo periférico dependente define uma competência especial entre as burguesias coloniais da região, uma disputa por um melhor lugar na vassalagem da estrutura colonial. O espaço que ganha uma, perde a outra, e essa competência servil degrada a todas.

  • Zeferino Vaz: um Reitor de direita que protegia as esquerdas? (1)

    altNão seríamos levados a concluir que a “direita esclarecida” (não democrática), com a qual o fundador da Unicamp estava comprometido, nunca abriu mão do combate frontal ao pensamento de esquerda, em particular ao comunismo?

  • Arquitetura nota 10, mas urbanismo...

    altArquitetura desvinculada de urbanismo não funciona e que montar uma máquina de produção de casas – vem aí o MCMV 3! – sem sequer considerar a absoluta inexistência de qualquer política ou programa que apoie a produção de cidade não levará a resultados de qualidade.

  • Cadeias: depósitos de “lixo humano”, leia-se pobres

    altO governo de Goiás lava as mãos diante da situação degradante dos nossos irmãos e irmãs presos, e tenta, pela terceira vez, terceirizar (privatizar) a gestão do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

  • Leite derramado

    altIsso se aplica ao fenômeno Eduardo Cunha. O PT, ao fazer opção preferencial pelo PMDB, agora colhe o que semeou. Acreditou que 300 picaretas iriam, da noite para o dia, como por milagre, se transformar em pazinhas adequadas para encher o seu caminhão de areia.

  • Nem cristo, nem Judas

    altA presidente Dilma tem razão: o ministro Levy não pode ser considerado um Judas. Ele realmente não está traindo ninguém. Já o vice Temer exagerou: o cristo nascido na época do Império Romano lutou pelos pobres e foi crucificado por isso. Nada a ver com o ministro.

  • A Invasão Paraguaia do Rio Grande do Sul - Um Passeio que Terminou Mal

    altA rendição paraguaia em Uruguaiana reforçou a visão aliancista da pouca capacidade e disposição bélica do soldado paraguaio. Agora, os aliancistas tinham certeza que em alguns meses acampariam em Asunción, como prometera Bartolomé Mitre, presidente argentino.

  • Não existe “torcedor” no linguajar dos businessmen do futebol

    altNão é só a corrupção que mata o futebol. O 4º Business FC deu apontamentos das ações futuras e deixou claro aos amantes do jogo: é tudo pela grana e a tendência é piorar. O balanço final é de que o primeiro ano após a realização da Copa do Mundo mostrou que não houve qualquer “legado”. Autocrítica dos businessmen? Zero. A culpa sempre é dos outros.

  • A evolução rápida do desemprego no semestre preocupa

    altDeixada a situação às forças impiedosas dos mercados, principalmente depois que se experimentou um ciclo de melhoria nas relações de trabalho, protegidas pelo direito social, é um convite à barbárie. A história econômica e social do capitalismo está cheia de situações trágicas dessa natureza.

  • As eleições parlamentares na Turquia e o apelo poético pela “Grande Humanidade”

    altQuaisquer que sejam os resultados, esta é uma eleição que trouxe esperança e provou que, apesar das anteriores fricções nas tentativas de formar “frentes únicas”, a prática do trabalho coletivo é ainda possível para a esquerda ampla na Turquia.

  • Caravana por estudantes desaparecidos volta a expor falência do Estado mexicano

    altNo último dia 2 de junho, a Caravana 43 de Ayotzinapa por Sudamerica, composta por um sobrevivente, duas mães e um pai dos desaparecidos, passou por SP. Da coletiva de imprensa à mesa que dividiram com as Mães de Maio a mensagem era uma: “vivos os levaram, vivos os queremos”.

  • A festa do corpo

    altNa festa do Corpo de Cristo, deixarei o meu flutuar em alturas abissais. Acariciarei uma por uma de minhas rugas, desvelarei histórias em meus cabelos brancos, decifrarei com a ponta dos dedos meu perfil interior.

  • O estalinismo, novamente

    altSe a reorganização do PC for pra valer, o melhor é redefinir a reorganização como uma refundação e não ficar brigando com o PC do B por ser o verdadeiro e original Partido Comunista.

  • Escândalos na FIFA e na CBF: agora falta explicar por que quem pagou menos transmitiu de forma exclusiva o futebol

    altEm 2011, a RedeTV! venceu a concorrência com uma proposta de R$ 1.548.000,00 por três temporadas. Uma proposta que seria bem superior ao que a Globo vinha pagando. Como narramos detalhadamente em nosso livro, por conta disso Ricardo Teixeira se mexeu nos bastidores para destruir o Clube dos 13, o que efetivamente conseguiu.

  • Congo: 20 anos de guerra e caos

    altSua história tem sido marcada pela tragédia desde fins do século 19. As forças da ONU e do governo anunciaram uma ofensiva final para limpar o leste dos bandos milicianos. Meta difícil, pois são muitos os grupos. O fim desta grande tragédia parece ainda não estar à vista.

  • Estados Unidos: em busca de qual excepcionalismo

    altA crítica dos republicanos aos democratas esbarra no fato de que o neoliberalismo não proporcionou a melhora social às populações, de sorte que o excepcionalismo continuará a ecoar nos discursos presidenciais, mas sem repercutir de fato no dia a dia dos povos ouvintes.