Edição 961

  • Regressão e Reação

    Manifestos, protestos, greves se espalham pelo país, conformando uma onda de reação e resistência já comparável à conjuntura de greves do ano de 1989. Não poderia ser diferente. Trata-se de insatisfação e revolta que explode face a uma das mais impiedosas retiradas de direitos sociais após a promulgação da Constituição de 1988. Do Legislativo ao Executivo, por motivos e estímulos diversos, a ordem é cortar na carne.

  • Novo Recife: ‘em vez de o poder público se apropriar de áreas para beneficiar a cidade, vende-as sistematicamente’

    altJá virou quase um consenso social que as empreiteiras são parte dos governos de facto e, na prática, tomam decisões políticas. Por conta disso, o Correio entrevistou Ernesto Carvalho, do movimento Ocupe Estelita, um cais na cidade do Recife alvo de um gigantesco empreendimento.

  • Montevidéu 2015: o II Fórum e os caminhos para a paz na Colômbia

    altNão se pode pensar em acelerar o processo de paz colombiano sem modificações concretas do cenário econômico, ou sem tomar medidas contra o para-militarismo, que continua ameaçando as lideranças políticas e sociais.

  • Financiamento eleitoral: a Câmara quer fazer uma piada virar lei?

    altPessoas jurídicas não deveriam ser entes políticos: não podem ter ideologia, vontade ou preferência política, não podem se filiar a partidos, nem se candidatar a nada e, óbvio, não podem votar. Evidentemente, não deveriam poder interferir nos resultados eleitorais.

  • “Misto alemão”: majoritário disfarçado

    altApesar de desvirtuada pelo casuísmo, a representação proporcional transforma cada eleição em risco potencial para as forças dominantes. Para superar, na dissimulada, tal risco, a proposta melhor articulada até agora pelo conservadorismo é a do chamado “misto alemão".

  • Educação pública ou irresponsabilidade pública?

    altA greve da rede municipal de ensino de Goiânia tem como principal reivindicação o cumprimento das promessas feitas aos trabalhadores nas greves de 2013 e 2014. Reparem: os servidores, docentes e administrativos, não apresentam novas reivindicações.

     

  • Ratos

    altA possibilidade de virada política na direção de posições mais conservadoras, como quer o Congresso Nacional, se junta à perda de densidade dos movimentos sociais, abrindo espaço para destruição de direitos.

     

  • Francisco e a questão Palestina

    altO Vaticano acaba de reconhecer o Estado Palestino. Francisco desenvolve uma política exterior ousada. Ao contrário de João Paulo II, não confunde capitalismo com democracia. E, na contramão de Bento XVI, não atribui natureza violenta ao islamismo.

  • Cavalo de pau para salvar o país

    altA estratégia de política econômica já demonstrou a que veio e precisa ser modificada com urgência. É evidente que um cavalo de pau dessa natureza tem como pressuposto a demissão do ministro Levy e dos demais ministros que o apoiam.

  • Hora da verdade para o Syriza

    altA UE e o FMI tentam esmagar o Syriza, colocando-o diante do seguinte dilema: ou a integração absoluta ao sistema ou a derrubada imediata deste governo. Fazem-no por razões políticas, porque a Europa deve proteger-se contra o perigo da “transmissão” do micróbio Syriza-Podemos.

  • Reforma Política proposta pelo atual Congresso eliminará de vez a voz da sociedade

    altAo lado dos retrocessos econômicos e regressões sociais, corre-se grande risco de degeneração da política e da democracia. Por conta disso, o Correio entrevistou o arquiteto Chico Whitaker, do Movimento Fé e Política e do Fórum Social Temático da Reforma Política.

  • Nacionalismo escocês desmonta bipolaridade entre Trabalhistas e Conservadores, que ganham com apenas 36,9%

    altO sucesso político e eleitoral do SNP é um sinal de que, no Reino Unido, o sistema político está passando por uma aguda fase de transição. De fato, esta foi a última vez em que os conservadores conseguiram explorar o medo e a típica indecisão dos “Littles Englanders”.

  • O que esperar do novo governo de Israel?

    altOs partidos que formam a coalizão governamental não representam esperança na questão da Palestina. Foi razão bastante para Netanyahu colocar no governo pessoas de posições muito controvertidas (para dizer o mínimo) em ministérios-chaves.

  • Destruição econômica e social

    altA demolição de direitos sociais, incluindo generalizar a terceirização, significa extrair sangue de organismos anêmicos. É inútil esperar resultados positivos, porque, na atual estrutura, dominada pelos carteis transnacionais, e dada a infraestrutura, nenhum “ajuste” levará a diminuir significativamente o “custo Brasil”.

  • O pior do mundo

    altNão se trata mais de debater se temos de voltar ao mata-mata ou ficar na atual fórmula. Trata-se de algo mais primordial: ter um campeonato em que todas as rodadas, fases ou sei lá o quê sejam legais. Só isso.

  • Qual utopia? O que fazer?

    altConsidero tarefa imediata organizar a esperança. Reforçar movimentos sociais que defendem os direitos dos mais pobres, animar jovens a abraçar a utopia, fomentar educação popular na formação de novos protagonistas sociais.