Edição 960

  • O mundo-cão da mineração

    altA Anglo American adquiriu suas terras de modo tenebroso, com todo vício de fraudes processuais e crimes de estelionato contra famílias desassistidas, que há centenas de anos, geração a geração, estavam morando e trabalhando com dignidade por lá.

  • Pelo direito à infância e à adolescência

    altEstado e sociedade precisam atuar juntos. De um lado, agir preventivamente, nos lares, escolas, unidades de saúde e serviços sócio-assistenciais; de outro, atuar no combate à violação dos direitos, em especial à violência sexual, em residências, estabelecimentos comerciais, nas ruas ou na internet.

  • Reino Unido votará saída da União Europeia

    altAntes afligida por uma possível “Grexit” (saída grega da Eurozona), a União Europeia (UE) vive agora sob a sombra de uma “Brexit” (saída britânica da Eurozona). O vitorioso primeiro-ministro David Cameron deixou claro que vai realizar o referendo prometido durante a campanha eleitoral.

  • Ocupações da Izidora, terra banhada com sangue de mártir: também uma questão religiosa

    altManoel Bahia, 27 anos, coordenador da Ocupação Vitória, dia 31 de março de 2015, em plena semana santa, por volta das 15 horas – mesmo horário em que Jesus Cristo foi crucificado -, foi covardemente assassinado por grileiros de lotes vagos.

     

  • Genocídio dos pobres

    altDefendo a tese que vivemos, hoje, o genocídio dos pobres. Com o neoliberalismo, que é o capitalismo exacerbado, os genocídios existem dissimulados e são praticados sutilmente. Não se usa mais gás mortífero, nem bala, nem granada, nem facão e não se bombardeia com aviões e tanques.

  • O PT vota contra os Trabalhadores

    altPor que o governo não corrige “excessos” e evita “distorções” em relação aos ricos? Por que são os trabalhadores que devem pagar o preço do ajuste fiscal, mudando (ou reduzindo) direitos adquiridos? Por que o governo não mexe no dinheiro dos ricos, “nem que a vaca tussa”?

  • Distritão, apoteose do casuísmo

    altOs partidos políticos, que já não valem grande coisa, valerão menos ainda. Aprovado o “distritão”, a própria ideia de partido perde sentido. Nitidez ideológica e programática, valores que agrupam coletivos de filiados e articulam os representantes eleitos ao cidadão eleitor, compromissos e lealdades capazes de fornecer sentido e previsibilidade ao processo político, tudo isso acaba. Como instrumento ideológico-programático, os partidos estarão definitivamente liquidados.

  • Inversão de papéis e crise estrutural

    altDada a dificuldade de valorização sustentada dos capitais na produção real, abre-se aqui a brecha para a distribuição de mais dividendos e de mais valorização fictícia dos capitais acionários de diversas empresas. Neste sentido, a terceirização também namora a financeirização do capital.

  • Lembranças dos anos 1950 e 1960

    altHá sérias razões para acreditar na existência de correntes internas no partido que ainda não se deram conta de que o estão empurrando para um fim semelhante ao do antigo PCB. Se isso ocorrer, talvez seja necessário mais algumas décadas para reerguer um projeto político semelhante ao que foi o PT.

  • ‘Lulismo vive seu momento mais difícil, mas não podemos ainda decretar seu fim’

    altPara ajudar a compreender a intrincada conjuntura, o Correio entrevistou André Singer, professor da FFLCH-USP e autor de importantes obras de interpretação sócio-política da realidade nacional, dentre elas, aquelas que se destinam ao entendimento do chamado ‘lulismo’.

  • Três papas em Cuba

    altO Vaticano acaba de anunciar que, a caminho dos EUA, no final de setembro, o papa Francisco visitará Cuba. O único país socialista da história do Ocidente divide com o Brasil o privilégio de merecer a visita dos três últimos pontífices.

     

  • Massacre de inocentes

    altAções desumanas e criminosas foram praticadas contra civis pelo exército de Israel na última guerra de Gaza. É o que mostra relatório da ONG israelense Breaking The Silence (“Rompendo o Silêncio”), através de testemunhos de mais de 60 soldados e oficiais que lutaram na invasão da faixa.

  • Autonomia e perda de autonomia na luta pela terra: vitória da pós-modernidade?

    altNo livro (no prelo) que escrevi acerca do MST e do Zapatismo, defendo que as ações diretas são fundamentais em um primeiro momento, mas, no momento posterior, os movimentos passam a ter de administrar suas conquistas dentro do sistema.

  • Direitos sociais em 2015, no Governo e no Congresso

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    Não obstante a vitória cantada, seja na propaganda da FIESP, seja nos ‘noticiários’ da Rede Globo, o PL das terceirizações ainda terá longa tramitação. Não é, portanto, uma regra para vigência iminente; muito menos é norma eminente, no sentido ético-social, como se fora uma “página virada” na história, a gosto dos ultraconservadores.

  • Enganos da esquerda e o marido da Jandira

    altEstá correta a avaliação de que a esquerda pode estar desprezando a queixa justa do marido da Jandira e por isso perdendo a sua possível adesão. Mas que o pau no governo Dilma vem da direita furiosa, isso não podemos desprezar, sob o risco de sermos vítimas de uma virada.

  • “Prefeitura do Rio não aceita que trabalhador reivindique melhores condições de trabalho”

    altUm ano depois de protagonizarem uma vitoriosa greve, os garis do Rio de Janeiro voltaram a cruzar os braços. O Correio conversou com Celio Viana, representante da categoria que acabou de ser demitido e foi até a Câmara dos Deputados expor a situação.