Edição 953

  • O que você talvez não saiba

    altChegou às minhas mãos, por acaso, a versão mais atual do manual para formação de agentes do órgão de inteligência do país “que vocês sabem qual é”. Este manual, muito bem-vindo, não deveria, em hipótese alguma, ter saído do escritório central da instituição.

     

  • Sobre o momento político atual (II)

    altOs governos do PT não tiveram, e continuam não tendo, nenhuma preocupação de abrir caminhos novos que levem à mudança de estruturas, à superação, mesmo que a longo prazo, do sistema capitalista neoliberal e à construção de um projeto político popular.

  • A corrupção num esquema de poder

    altA entrevista do ex-presidente pode fecundar, tirando da bitola passional e do maniqueísmo partidário, uma das situações mais difíceis e explosivas em que se meteu a República brasileira.

  • Por que o Uruguai se integrou ao Acordo de Comércio de Serviços secretamente?

    altO Uruguai foi aceito – depois que o Congresso dos EUA deu luz verde para que assim fosse – e participou das negociações a partir de 9 de fevereiro. Quer dizer, o Uruguai começou a participar nas negociações aceitando os acordos realizados antes do momento de sua incorporação.

  • O continuísmo do regime de exceção brasileiro, violência e a necessidade de uma justiça de transição

    altEm situações pós-conflito e pós-ditaduras, são comuns índices epidêmicos de violência, fenômeno que acontece em diversos países; os pesquisadores e atores que trabalham com a justiça transicional veem cada vez mais a necessidade de lidar com essa violência neste âmbito.

  • Suspender obras não é solução para as ciclovias de São Paulo!

    altParalisar as obras me parece atitude muito radical quando existem outras formas de aperfeiçoar os projetos e promover o diálogo, sem interromper a implementação de uma política fundamental para a cidade.

  • Corrupção e reforma política

    altNinguém mais aceita que candidatos a presidente da República e a governador tenham suas candidaturas financiadas por bancos, empreiteiras e fornecedores do governo, que prefeitos façam campanhas eleitorais com dinheiro de empresas de ônibus e de firmas construtoras.

  • Março de 2015 não foi uma continuidade de junho de 2013

    altJunho de 2013 foi progressivo e herdeiro do Fora Collor de 1992. Quem se posiciona na continuidade de 2013 são as greves dos trabalhadores. Março de 2015 foi reacionário, e herdeiro da polarização da campanha eleitoral de 2014, um dos processos eleitorais mais demagógicos da história do Brasil.

  • Outro futebol é possível

    altCom otimismo, podemos dizer que a Copa América Alternativa é uma espécie de Fórum Social Mundial da pelota, a compartilhar visões e críticas em diversos campos da vida.

  • ‘Hegemonia lulista pode estar se esfacelando’

    altPara debater um quadro tão complexo, o Correio da Cidadania entrevistou o sociólogo Ruy Braga, reconhecido estudioso do mundo do trabalho. “Há uma sensação de profundo mal estar com relação às medidas do governo".

  • A Presidência acéfala e o programa único de Levy

    altO golpe já aconteceu sem precisar do golpe em si. Dilma já foi impedida na prática e ela parece se sentir muito à vontade assim. A midiatização e carnavalização dos protestos contra a corrupção bastou para que se acionasse um gabinete de emergência, que passou a unificar a execução e a gestão do ajuste.

  • Novo festival de besteiras

    altNão faria mal que o PT também demonstrasse coragem política ao desculpar-se perante o povo brasileiro e tomasse a decisão pública de não mais aceitar contribuição de empresas privadas.

  • Rejeição mundial à agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela

    altA comunidade internacional rechaçou de forma unânime a declaração da Casa Branca na qual decretou um estado de emergência nacional cujo objetivo é romper a ordem constitucional na Venezuela.

  • Eufemismo, a arte de enganar

    altNessa crise política e econômica que o Brasil atravessa, aumento de conta de luz virou realinhamento dos preços de energia; recessão, retração; sonegação, evasão fiscal; cortes e aumento de impostos, ajuste fiscal ou reversão de ações anticíclicas...

  • Depois de vencer, Netanyahu pode acabar perdendo

    altTalvez a justa ira de Obama lhe dê forças para encarar o Leviatã israelense. Ele pode inverter as coisas: exigir de Netanyahu que se conforme com o acordo nuclear que for feito com o Irã e negociar uma paz justa com os palestinos.

  • Luta pelo Parque Augusta dialoga com todas as pautas pelo direito à cidade

    altCercado por um dos mais intensos processos de verticalização urbana em São Paulo, o entorno da rua Augusta caminha a passos largos para deixar de ser uma referência da boemia e tornar-se mais um símbolo de gentrificação. O Correio conversou com Daniel Scandurra, representante da ocupação do parque.