Edição 948

  • A “Marcha do Silêncio” ficou pequena

    altUm número realista sobre a participação é que estiveram presentes cerca de 100 mil pessoas, não mais. Não se compara com o panelaço de novembro de 2012. A realidade é que a mobilização não conseguiu transpor outras camadas sociais, ou seja, chegar aos setores populares.

  • SYRIZA: quando eles dizem que é carne, na verdade é peixe

    altO SYRIZA, como partido da oposição, declarava guerra à troika de prestamistas estrangeiros e dizia que poria um ponto final a esta. O SYRIZA, como partido de governo, declara que conversará e responderá às "instituições". Quais instituições? A UE, o BCE e o FMI.

  • Venezuela: 'Assumir a crise construindo o socialismo possível'

    altO ex-ministro venezuelano fala sobre o desenvolvimento da crise econômica que impacta um povo marcado por uma guerra econômica. Fala também de seu último livro, do qual o comandante Chávez conheceu alguns documentos, e que expõe pela primeira vez a necessidade de assumir a crise de 2009.

  • Stálin mora na Cantareira

    altJá no quarto mandato sem nunca ter se preocupado com o antigo prenúncio da crise hídrica em São Paulo, Alckmin faz o mais fácil disponível, criminaliza o consumo de água domiciliar como se fosse maconha.

  • Cuba e a Internet

    altAntes de perguntar se Havana aceitará a ajuda prometida por Obama, seria conveniente que Oppenheimer averiguasse se Washington aceitará colocar fim ao cerco informático disposto contra Cuba.

  • Sobre a Ocupação “Sonho Real” - uma reportagem que me deixou indignado

    altPara o estado de Goiás e a prefeitura de Goiânia (em conluio com o Poder Judiciário), totalmente submissos aos interesses dos “coronéis urbanos”, o importante não era o dinheiro necessário para a desapropriação da área, mas dar um castigo (uma lição exemplar) aos sem-teto.

  • O desperdício do Estatuto da Cidade por quem ignora um urbanismo popular

    altO que fez o Estatuto da Cidade foi impedir que, após qualificar como ilegais certas situações, o Poder Público simplesmente as ignorasse. Com a legalização dos estados de fato, entra em pauta um novo tipo de dever estatal.

  • Estados Unidos e Brasil – a infecunda reunião do G-20 de 2009

    altA última crise econômica, a despeito dos deletérios efeitos em vigor, não suscita entre as grandes potências a vontade de reformar de fato as instituições globais. Nem mesmo no alvorecer da quebra.

  • Carnaval & Cinzas

    altA mercantilização dos ritos de passagem torna-se mais evidente nesse momento em que a humanidade enfrenta a crise de paradigmas. Enquanto todos se perguntam pelo sentido da vida, o neoliberalismo procura nos incutir que viver é consumir e que “fora do mercado não há salvação”.

  • O desafio da retirada estratégica

    altO PT e, em geral, a esquerda, parecem não haver se dado conta de que a vitória eleitoral de Dilma foi, ao mesmo tempo e contraditoriamente, uma profunda derrota política. A ausência de uma avaliação adequada a respeito tem conduzido o PT a ações erráticas.

  • Água

    altTem muito gente que não entende que a falta d’água, os problemas da precariedade dos serviços de transporte, da saúde, educação, da agressão às mulheres, a homofobia e a matança de pobres negros nas periferias vão continuar e que não basta somente o discurso ético e democrático.

  • As lições da queda de Eike Batista

    altA queda de Eike não se explica apenas pelas opções equivocadas do empresário. Ela é também expressão do fracasso de uma estratégia na qual estavam todos envolvidos, governo, acionistas e executivos de grandes grupos econômicos.

  • Concessões ou a vida

    altO acordo de cessar fogo na guerra civil da Ucrânia foi um passo importante para a paz. Sem dúvida, uma vitória da União Europeia, que defendia soluções diplomáticas para o problema, contra os EUA favoráveis ao uso da força.