Edição 932

  • Voto e conjuntura no Brasil em 2014

    altA esquerda socialista sai desta eleição acumulando grande derrota eleitoral. Mas creio que aprendeu que figurar como "espírito crítico" do petismo atual, como se sua função histórica se limitasse a concluir um trabalho que o PT abandonou no meio do caminho, é um horizonte limitado diante dos dilemas históricos do país.

  • Voto nulo é alternativa democrática a dilema falso (2)

    altPor que as defesas que chamo de benevolentes com o PT não discorrem sobre as alianças do partido com o grande capital nacional e transnacional e com partidos e lideranças de direita e de extrema-direita, assim como havia ocorrido com o PSDB?

  • ‘Questão energética não existiu no debate eleitoral’

    altNo epílogo da série de entrevistas a respeito dos grandes temas que foram negligenciados ou pouco aprofundados pelos debates e campanhas eleitorais, o Correio da Cidadania entrevistou o arquiteto e ativista Chico Whitaker, para conversar sobre o setor energético brasileiro.

  • Deus é gay?

    altDiante dos escândalos de pedofilia, dos 100 mil padres que abandonaram o sacerdócio por amor a mulheres, e da violência física e simbólica aos gays, Francisco ousa se erguer contra o cinismo dos que se arvoram em “atirar a primeira pedra”.

  • O Festival Thiaroye 44, no Senegal: reconstruções da memória

    altAs narrativas oficiais sobre conflitos mundiais foram cristalizadas ao longo do tempo e tendem a ignorar participações das populações colonizadas, sem problematizar a forma como foi conduzido o processo pelos Aliados.

     

  • Declaração de não voto (3)

    altA conjugação entre a mediocridade do governo de Dilma Rousseff e o cenário econômico que se avizinha causará, quase certamente, um dano irreparável ao PT e a suas chances de voltar a governar o Brasil depois de 2018. Mas ambos parecem demasiado cegos para perceber isso.

  • Dinamismo econômico sem retrocesso social

    altO aumento da produção deve servir não só como instrumento de centralização do capital em poucas mãos, como também da melhoria das condições de vida da maior parte da sociedade. Talvez por isso, o professor Delfim Neto tenha se preocupado, no frigir dos ovos, em que o restabelecimento do dinamismo econômico ocorra sem retrocesso dos avanços sociais. O que só pode ocorrer se as propostas tucanas forem enterradas nas urnas  de 26/10.

     

  • Obrigado, Bloomberg!

    altNós, brasileiros, para sabermos como realmente pensa o candidato Aécio com relação ao petróleo e ao pré-sal, temos que ir a um site estrangeiro para ler o recado que ele está mandando, através de seus assessores, para as empresas petrolíferas estrangeiras.

  • Os “sem água” de São Paulo - na pele de Alckmin

    altNão queria estar na pele de Geraldo Alckmin quando essa eleição passar. Quando os “sem água” saírem às ruas, como fizeram em Cochabamba (Bolívia), em Rosário (Argentina), a classe política vai conhecer o que é a fúria popular causada pela sede.

  • O massacre dos estudantes de Ayotzinapa: terrorismo de Estado mexicano

    altO massacre dos estudantes de Iguala não pode ser entendido como um fato isolado, mas como um crime de Estado, cujo objetivo é garantir o funcionamento de um modelo de exploração do povo e do território mexicano sem paralelo na história moderna do país.

  • A esquerda socialista e o segundo turno: reiterando a necessidade de um posicionamento ativo

    altA esquerda socialista está diante de um quadro complexo. Sua crítica ao governo Dilma não pode ser confundida com a das frações burguesas dominantes e imperializadas. Isso exigirá a capacidade de um diálogo pedagógico com os trabalhadores e suas organizações.

  • Refrescar a memória: os direitos trabalhistas no governo FHC

    altNosso país sairá dividido das eleições e a manutenção de direitos corre riscos em qualquer situação após o resultado do segundo turno. Contudo, os riscos e os impactos de uma possível vitória de Dilma ou Aécio ocorrerão de forma, conteúdo e ritmo muito distintos.

  • Posso saber em quem votei?

    altO Eng. Amilcar Brunazo Filho diz: “O eleitor argentino pode ver e conferir o conteúdo do registro digital do seu voto. O eleitor brasileiro não pode! No Brasil, o voto é secreto até para o próprio eleitor”.

  • Alberto Besouchet, fuzilado pelos republicanos na Espanha

    altO objetivo deste texto é o de relatar o caso do militante Alberto Besouchet. Ele também era comunista e também foi combater a rebelião franquista na Espanha, em 1936.

  • ‘Dia 26 de outubro não reserva possibilidade de avanço nos direitos humanos’

    altJá se passaram 30 anos do fim do regime militar e nosso atual modelo de democracia segue desiludindo milhões de corações, como mostra a entrevista da jornalista e militante feminista, Luka Franca, ao Correio da Cidadania.

  • Estados Unidos: a incerteza diante do radicalismo

    altChama a atenção que diante de tão profunda crise política Washington não cogite a necessidade de delinear um extenso plano de auxílio econômico e técnico, à moda do Plano Marshall durante a primeira fase da Guerra Fria.

     

  • As eleições e as diferentes faces da crise da política

    altO que se percebe nas campanhas é que o diagnóstico sobre a corrupção fica na superfície. Não avança no entendimento do caráter estrutural (e não conjuntural) da corrupção no sistema capitalista.

  • Quem se curva aos opressores mostra a bunda aos oprimidos

    altVença Dilma ou Aécio, virão tempos duros, com medidas ortodoxas, ajuste fiscal e radicalização das políticas de direita. Para recompor taxas de lucro, o capitalismo continuará vindo para cima, com arrocho, desemprego e aumento da exploração.

  • Metástase da corrupção e eleição da hipocrisia

    O conteúdo do debate revela a cumplicidade dos candidatos com o sistema da corrupção. A luz intensa lançada sobre os escândalos não tem a finalidade de elucidar o problema, mas, antes o contrário, objetiva desviar a atenção para aspectos e personagens secundários, a fim de ofuscar as relações que explicitam as engrenagens que subordinam os homens de Estado à lógica dos grandes e pequenos negócios. Enquanto falam, Dilma e Aécio sabem que mentem.