Edição 902

  • ‘Temos a impressão de que a chamada transição democrática não vai acabar nunca’

    altO Brasil se reencontra com sua história e, mesmo a contragosto, faz cada vez mais exames críticos de seu passado. Na “descomemoração” deste infeliz cinquentenário, entrevistamos Marcelo Zelic, diretor do Grupo Tortura Nunca Mais.

  • O esquartejador é coronel do Exército

    alt“Eu fiz. Eu torturei. Eu matei. Eu esquartejei. Eu mutilei e ocultei os cadáveres. E não me arrependo de nada”. Que país é esse que ouve a confissão desse Heydrich reencarnado e se cala?

  • Copa do Mundo institui o novo estado de guerra

    altA Copa da FIFA vai acontecer, mas será para o país também a Copa da Cizânia, do acirramento de todas as diferenças, o campeonato mor da desagregação.

  • O escândalo do licenciamento ambiental das hidrelétricas no rio Tapajós – Parte 1

    altPara gerar 6.133 MW, estão previstas duas casas de força e 33 turbinas tipo bulbo. As mesmas que estão sendo testadas no rio Madeira, nas usinas Santo Antônio e Jirau, e que podem estar causando aquela catástrofe.

  • O golpe

    altTrouxeram dos EUA o padre Peyton, pároco de Hollywood. De rosário em mãos e bancado pela CIA, ele arrastava multidões nas Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Manipulava-se o sentimento religioso do povo brasileiro como caldo de cultura favorável à quartelada.

  • Cegos no Tiroteio

    altNeste ano de Copa do Mundo, as manifestações tenderão a readquirir uma nova radicalidade, com diversas categorias de trabalhadores em luta, e a crescente consciência e organização dos movimentos sociais.

  • Estados Unidos e Cuba: a pressão sobre o Brasil no começo dos anos 60

    altEm agosto de 61, Jânio Quadros galardoou ‘Che’ Guevara com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. Discordava ainda de Kennedy sobre a expulsão de Cuba da OEA. Todavia, o esforço de posicionar o Brasil de maneira mais desenvolta no cenário regional se esboroaria.

  • Como combater a ofensiva fascista na Venezuela?

    altO chavismo deverá recuperar rapidamente sua memória e deixar claro que o seu domínio nas ruas tem sido e deverá permanecer incontestável. Porque, sem o apoio da "rua" e do povo organizado, acordos cupulares não terão eficácia plena.

  • Algumas considerações sobre a proteção à privacidade na versão aprovada do Marco Civil da Internet

    altO parágrafo 3º diz que as proteções trazidas pelo Marco Civil não vão impedir que o Estado tenha acesso a dados cadastrais. Poderá ter acesso aos dados de um login que fez comentários de natureza política. As implicações para a privacidade são óbvias.

  • ‘Repassar empréstimo às elétricas para o consumidor parece atitude de ditadura’

    altPara o engenheiro Roberto D’Araújo, nosso entrevistado para esclarecer um pouco mais da crise e trapalhadas do setor elétrico, as dificuldades das distribuidoras vêm de erros acumulados. A começar pela história mentirosa de que a nossa tarifa é pouco competitiva.

  • Tortura: o requinte da crueldade humana

    altJosé Porfírio liderou um movimento camponês de resistência e luta pela reforma agrária, que, após dez anos de conflitos, conseguiu a vitória, conquistando terras devolutas. Em 1962, Porfírio elegeu-se deputado estadual, o primeiro do país de origem camponesa.

  • Chevron: crime sem castigo

    altA Chevron acaba de ganhar um processo nos EUA contra 30 mil indígenas e sitiantes do Equador. Esqueceu-se que seus advogados violaram lei federal ao pagarem pelo depoimento de uma testemunha e, especialmente, ao subornarem um ex-juiz.

  • Classes e luta de classes: classes em luta

    altQualquer espelho retrovisor é capaz de mostrar, no período que vai de 1986 a 2012, que a luta de classes no Brasil se travou, fundamentalmente, nos limites da disputa político-eleitoral. As mobilizações estritamente sociais haviam ingressado num vale, ou descenso, profundo e de longa duração.

     

  • Mais uma crise na Petrobras: as víboras no salão

    altSobre Pasadena, SBM Offshore, cláusulas “put option” e Marlin, e assuntos correlatos, muito tem sido dito e concluído, no sentido da manipulação da informação, para que só versões convenientes, verdadeiras ou fictícias, dos fatos sejam divulgadas.

  • O golpe contrarrevolucionário de 1964: ontem como hoje

    altO Brasil esteve às bordas da revolução? Realidade abortada pela ausência de direção pequeno-burguesa ou proletária capaz de dirigir as classes trabalhadoras e populares. Estas são questões que merecem análises mais cerradas do que as até agora realizadas.